Das dificuldades ao ouro: Guilherme Schmidt brilha no Grand Slam de Judô e se firma como esperança para Paris


Transformar as dificuldades em oportunidades é algo comum na vida do judoca Guilherme Schmidt. E foi com esse pensamento que ele superou as adversidades no início da carreira para chegar ao nível que se encontra atualmente: entre os melhores do mundo na categoria 81kg.

Hoje aos 21 anos, Guilherme sofreu com os problemas financeiros durante a caminhada para se tornar profissional. Algumas vezes chegou fazer campanha nas redes sociais para arrecadar dinheiro e conseguir disputar determinadas competições. Ele lembra com orgulho da própria história de superação.

"A dificuldade ajuda você a querer mais, evoluir, dar mais valor às oportunidades. Hoje sou muito grato pelas oportunidades que tenho, mas é merecimento. Eu conquistei em cada competição. Isso só deu mais forças pra eu chegar onde estou chegando agora", disse ele.

No último fim de semana, Guilherme conquistou mais uma medalha de ouro no Grand Slam de Judô, em Budapeste, na Hungria. Em abril ele já havia vencido da etapa de Antalya, na Turquia. Aos poucos o judoca vai construindo uma carreira de muitas batalhas, mas também de muitas conquistas.

"Era uma competição que estava em um nível muito alto, com grandes atletas. Fazer a final com com o Saeid Mollaei (vice-campeão olímpico em Tóquio) foi incrível. Mostra que estou trabalhando no caminho certo, foi muito emocionante pra mim. Isso me dá mais confiança para as próximas competições, por estar evoluindo, ganhando de ótimos atletas", contou.

Guilherme vem conquistando resultados expressivos nos últimos anos. Em 2021, por exemplo, foi campeão mundial militar. Neste ano vem se destacando nas etapas do Grand Slam. Esse desempenho já o coloca como uma das principais apostas de medalha para o Brasil nos Jogos Olímpicos Paris 2024.

O judoca, entretanto, prefere deixar de lado a expectativa e focar no seu momento atual. Com os títulos recentes, ele subiu para o quarto lugar no ranking mundial da categoria 81kg.

"Fico tranquilo sobre isso. Estou trabalhando para evoluir, sou novo ainda. Cada competição só venho evoluindo e crescendo, tenho que manter a cabeça focada na evolução. O caminho até Paris é muito longo. Espero chegar lá na minha melhor versão possível".

Guilherme Schmidt nasceu e cresceu em Brasília. Enquanto encarava as dificuldades e sonhava em ser um judoca de sucesso, se inspirou em grandes nomes da cidade que fizeram história nos tatames e ajudaram em seu desenvolvimento no dia a dia. Agora, ele também espera servir de exemplo para os mais jovens.

"Minhas inspirações no judô são Ketleyn Quadros, Luciano Correa e Erika Miranda. Eles começaram o judô em Brasília, onde eu também comecei. Se eles conseguiram chegar aos títulos mundiais, medalhas olímpicas, eu também posso conseguir. Isso me motiva cada vez mais a buscar ser uma referência aos meus conterrâneos no futuro", completou.

Foto: IJF

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