Com atuação de gala de brasileiro, Espanha é campeã Mundial de Polo Aquático

Decisivo, Felipe Perrone foi eleito o jogador mais valioso da final em Budapeste (Foto: Divulgação/FINA)

O Mundial de Esportes Aquáticos, em Budapeste, chegou ao fim neste domingo (3), com uma campanha de 100% de aproveitamento chinês nos Saltos Ornamentais e revanche na final do Polo Aquático masculino, com destaque brasileiro. O Surto traz um resumo dos destaques desta competição multiesportiva que tem gostinho de Jogos Olímpicos:

Polo Aquático

Eles estão de volta!

A seleção da Espanha bateu a Itália, em partida muito equilibrada, decidida nos pênaltis, em reedição da final do Mundial de Gwangju 2019 e conquistou seu terceiro título mundial. A equipe, que apesar de ter sido vice-campeã na última edição, não conseguiu resultados expressivos nas últimas competições internacionais voltou a figurar forte entre as melhores do mundo.

O time espanhol começou muito bem, abrindo 2 a 0 no início da partida, mas logo levou o empate. Mas com uma atuação incrível de Álvaro Granados, abriu três gols de vantagem no segundo quarto.

Contudo, os italianos demonstraram um grande poder de reação, que só uma das melhores equipe do mundo pode ter, vencendo os dois quartos seguintes e empatando a partida em 9 a 9. Com isso, o título mundial foi decidido nos pênaltis. Em mais uma disputa apertada, após 7 cobranças, Giacomo Canella desperdiçou seu arremesso sacramentando a revanche espanhola.

Brasileiro MVP

O brasileiro naturalizado espanhol Felipe Perrone foi eleito o MVP da final, sendo autor de um gol no tempo normal e dois na disputa de pênaltis. Ele havia defendido a Espanha entre 2003 e 2014 (conquistando três medalhas em mundiais), mas resolveu jogar pela seleção brasileira na histórica campanha dos Jogos Olímpicos do Rio 2016.

Após o excelente resultado, retornou à naturalização espanhola, e já havia participado da campanha de prata do Mundial de 2019.

Grécia com o bronze

Mais cedo, na disputa do bronze, a Grécia bateu a Croácia com tranquilidade por 9 a 7. A equipe prata em Tóquio 2020 garantiu sua terceira medalha em mundiais, todas de bronze.

Premiações individuais

A seleção do Mundial escolhida pela FINA contou com o goleiro Uni Aguirre, da Espanha; Konstantinos Kakaris, da Grécia; Alexander Bowen, dos Estados Unidos (artilheiro do Mundial); Francesco di Fulvio, da Itália; Alvaro Granados, da Espanha; Konstantin Kharkov, da Croácia; e Strahinja Rasovic, da Sérvia.

Grande esperança de medalha, a seleção local não colocou nenhum atleta na seleção do campeonato. Diferente do time feminino, que foi prata, os húngaros fecharam a competição na modesta 7ª colocação, bem aquém do esperado visto que este é o esporte número 1 do país.

Saltos Ornamentais

A seleção chinesa de Saltos Ornamentais passou o rodo em todos os ouros do Mundial de Budapeste. Com 100% de aproveitamento em vitórias, a China venceu 13 das 13 provas em disputa. Neste domingo (3), foram disputadas as duas últimas finais da modalidade.

A primeira decisão foi a do trampolim de 3m sincronizado feminino. Yiwen Chen e Yabi Chang ficaram na ponta com tranquilidade ao somarem 343.14. A prata ficou com as japonesas Sayaka Mikami e Rin Kaneto, com 303 pontos e o bronze foi para Maddison Keeney e Anabelle Smith, da Austrália, com 294.12 pontos.

Já o último ouro chinês veio com emoção. O japonês Rikuto Tamai surpreendeu a todos com excelentes saltos e liderou quase toda a prova. Porém ao errar o penúltimo salto, acabou caindo na classificação. Jian Yang conseguiu manter sua constância e com um último salto com pontuação 102.5, fechou a competição somando 515.5.

Tamai se recuperou depois da falha e fez um excelente salto final, fechando com a prata com 488 pontos. Já Hao Tang não apresentou a esperada perfeição da China e, cometendo algumas falhas, ficou com o bronze somando 485.45 pontos.

Em despedida do Mundial, Brasil alcança mais um feito histórico nos Saltos Ornamentais

Quadro de Medalhas

Ao fim das competições, a China alcançou o número de ouros dos Estados Unidos, mas não foi suficiente para conseguir a liderança no quadro de medalhas final do Mundial de Budapeste 2022: 

1º Estados Unidos - 18 ouros, 14 pratas e 17 bronzes (49)

2º China - 18 ouros, 2 pratas e 8 bronzes (28)

3º Itália - 9 ouros, 7 pratas e 6 bronzes (22)

4º Austrália - 6 ouros, 9 pratas e 4 bronzes (19)

5º Canadá - 3 ouros, 5 pratas e 6 bronzes (14)

6º Japão - 2 ouros, 8 pratas e 3 bronzes (13)

7º França - 2 ouros, 7 pratas e 2 bronzes (11)

8º Ucrânia - 2 ouros, 6 pratas e 2 bronzes (10)

9º Alemanha - 2 ouros, 5 pratas e 3 bronzes (10)

10º Hungria - 2 ouros, 2 pratas e 1 bronze (5)

11º Suécia - 2 ouros, 2 pratas e 1 bronze

12º Brasil - 2 ouros, 1 prata e 2 bronzes (5)


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