Atleta que teve perna atrofiada por picada de cobra comanda Brasil de basquete em cadeira de rodas em 1ª vitória na Copa América feminina


A paraense Vileide de Almeida foi um dos destaques da Seleção Brasileira feminina de basquete em cadeira de rodas em jogo que não teve dificuldades para vencer a Bolívia por 98 a 16 nesta quinta-feira, 14, pela segunda rodada do Grupo B da Copa América da modalidade, que acontece no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo.

A atleta, que teve a perna atrofiada após sofrer uma picada de cobra venenosa aos 12 anos quando ainda morava em Curuçá, interior do Pará, foi a líder de assistências da partida, com 11, e a melhor do confronto em rebotes, com 13. Foi ainda a segunda melhor pontuadora do jogo, com 12 pontos, já que a cestinha foi Paola Klokler, com 26.

"Fico muito feliz em poder contribuir para o crescimento da minha equipe, para a nossa vitória. Esperamos evoluir em quadra agora, durante a competição, para conseguir demonstrar tudo aquilo que a gente tem treinado", afirmou atleta de 30 anos e eleita a melhor do ano da modalidade em 2019 no Prêmio Paralímpicos, realizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

Após a derrota na estreia para as canadenses, as brasileiras tiveram o controle o jogo do começo ao fim para conseguirem a primeira vitória na competição. Com o resultado, a equipe nacional feminina chegou aos três pontos, na segunda colocação da chave, somente atrás do Canadá, que tem quatro.

Agora, a Seleção Brasileira feminina volta à quadra nesta sexta-feira, 15, às 15h, para enfrentar a Guatemala, em último jogo válido pela fase de grupos. No mesmo dia, às 17h, acontece o duelo da Seleção Brasileira masculina diante da Argentina, também no CT Paralímpico.

"Estreamos com aquele nervosismo, e não fizemos um bom jogo, infelizmente. Mas, sempre após uma derrota, a gente vê os pontos positivos e negativos para levantar a cabeça. Contra a Bolívia, conseguimos ganhar e esperamos ter uma crescente nos próximos jogos da competição", completou Vileide.

Desde os primeiros minutos, o Brasil já demonstrou supremacia em quadra, com a maioria dos rebotes no garrafão e com pontos em rápidos contra-ataques. O primeiro quarto acabou 30 a 0 para o Brasil.

A Bolívia conseguiu marcar seus dois primeiros pontos a oito minutos do segundo período, quando o placar já apontava 36 a 2. Mesmo assim, as donas da casa mantiveram o domínio da partida e foram para o intervalo com a vantagem de 46 a 10.

No terceiro e quarto períodos, o técnico Rogério Pinheiro promoveu algumas alterações na equipe, mas o domínio brasileiro continuou em quadra. O Brasil chegou a fazer 78 a 14 no marcador antes de encerrar a partida em 98 a 16.

"Foi um jogo totalmente diferente da estreia. Tivemos de controlar o jogo, as ações das atletas, experimentar algumas situações de defesa e ataque. Testamos outras formações de equipe também. Contra a Guatemala, vamos buscar manter a mesma estratégia de hoje", apontou o treinador brasileiro.

Foto: Victor Michel/CBBC
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