Após 21 horas de viagem, Petrúcio Ferreira prioriza descanso para etapa da Diamond League na Noruega


O velocista paraibano Petrúcio Ferreira, 25, já está em Oslo, capital da Noruega, para a disputa da etapa da Diamond League, um dos eventos mais tradicionais de atletismo do mundo, na próxima quinta-feira, 16, a partir das 14h50 (horário de Brasília).

Para ir até a Escandinávia, o brasileiro saiu de João Pessoa nesta segunda, 13, às 16h50 (de Brasília), aterrissou no Rio de Janeiro, pegou outro avião até Amsterdã, na Holanda, para, enfim, embarcar rumo à cidade norueguesa, onde chegou às 13h30 (também de Brasília) desta terça-feira, 14. No total, foram quase 21 horas de viagem.

Agora, para chegar bem fisicamente à prova, depois de quase um dia de locomoção, o brasileiro afirmou que vai priorizar o descanso. "Após essa 'maratona' para chegar a Oslo, é importante me alimentar adequadamente, colocar o sono em dia e dormir bem até para me adaptar ao fuso [são cinco horas a mais em relação ao horário de Brasília]. Amanhã, véspera da prova, vou fazer um treino leve para reativar os músculos", disse Petrúcio.

Bicampeão paralímpico nos 100 m da classe T47 (para atletas com deficiência nos membros superiores), o brasileiro vai competir a prova com os atletas mais rápidos do mundo de outras classes. Nesta disputa em Oslo, Petrúcio enfrentará velocistas com deficiência visual (classes T11, T12 e T13) e amputados que correm com prótese (classes T62 e T64). Veja a lista dos adversários do paraibano ao fim do texto.

O paraibano é o atleta paralímpico mais rápido do mundo, ou seja, o dono do melhor tempo nos 100 m, independentemente da classificação esportiva. No último dia 31 de março, durante o Desafio CPB/CBAt, realizado no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, ele bateu o recorde mundial da prova em sua classe ao terminar o percurso em 10s29. À ocasião, o velocista superou sua própria marca de 10s42, obtida no Mundial de atletismo de Dubai, em 2019. Nenhum esportista paralímpico, na história, correu abaixo destes dois tempos registrados por Petrúcio.

No entanto, um dos oponentes do paraibano em Oslo, o congolês naturalizado norueguês Salum Kashafali, da classe T12, já quase roubou o posto do brasileiro. Nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020, Salum terminou os 100 m em 10s43, subiu ao lugar mais alto do pódio e bateu o recorde mundial da sua classe. Além disso, ficou apenas a um centésimo de igualar a melhor marca, até então, de Petrúcio.

Foto: Giovanna Chencci/CPB

Postar um comentário

To Top