Recordista mundial, Raissa Machado diz que Desafio CPB/CBAt será preparação para competição no Marrocos



A baiana Raissa Machado, que completou 26 anos na última terça-feira, 17, está entre os atletas que vão participar da 2ª etapa do Desafio CPB/CBAt, evento que reunirá atletas paralímpicos e olímpicos em disputas de campo e pista, neste sábado, 21, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo.

A atleta é a atual recordista mundial e medalhista de prata nos Jogos Paralímpicos de Tóquio no lançamento de dardo da classe F56 (para atletas que competem em cadeiras de rodas). Inclusive, ela estabeleceu a melhor marca do planeta na prova durante a 1ª Fase Nacional do Circuito Loterias Caixa de atletismo, também no CT, no último mês de março.

À ocasião, ela atingiu a marca de 24,80 m e superou a iraniana Hashemiyeh Moavi, que lançou para 24m50 nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020, competição em que conquistou a medalha de ouro e ficou à frente de Raissa.

Agora, em uma competição que reúne atletas com e sem deficiências, a baiana afirmou que está motivada para fazer marcas ainda melhores. Além disso, a atleta também usará o Desafio CPB/CBAt para se preparar ao Circuito Mundial de atletismo para amputados e cadeirantes, em Marrakech, no Marrocos, marcado para setembro deste ano.

"Sempre penso em ficar entre as três melhores do mundo. Também estou focada na competição em Marrakech, que vai ser a principal do ano após a suspensão do Mundial de Kobe [no Japão]. Dou o meu melhor em todos os compromissos para chegar bem aos Jogos Paralímpicos de Paris 2024. Sei que preciso passar por todas as etapas, como atingir índices, e tentar superar o meu próprio recorde até lá. É muito gostoso estar sempre evoluindo", disse a baiana, que nasceu com má-formação nas pernas e começou no lançamento de dardo aos 12 anos.

Sobre estar em um torneio com atletas sem deficiências, Raissa salientou que esta será mais uma oportunidade de os paralímpicos mostrarem que estão em alto nível. "Treinamos e competimos em alto rendimento, assim como os olímpicos. Quando estamos lado a lado, creio que é mais fácil para as pessoas perceberem isso", avaliou.

Foto: Marcello Zambrana/CPB

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