Presente e futuro da ginástica nacional se encontram no primeiro dia de finais do Troféu Brasil


O público que acompanhou no sábado (21) o primeiro dia de finais do Troféu Brasil de Ginástica Artística, em Porto Alegre, pode acompanhar belas exibições de atletas que já são realidade e sinais promissores das gerações que vão construir o futuro do esporte no País.

Com uma exibição quase tão boa como a que mostrou na final do Mundial de Kitakyushu, que lhe deu a medalha de prata, Rebeca Andrade venceu a final das paralelas assimétricas em Porto Alegre. No Japão, Rebeca conseguira a nota 14.633. Na capital gaúcha, a atleta do Flamengo obteve 14.600. Com uma série que se caracterizou pela competente ligação entre os movimentos, e com uma execução quase perfeita, a ginasta impressionou o público e os jurados. A medalha de prata coube a Jade Barbosa, que fez uma exibição limpa, mas com uma saída mais simples. Carolyne Pedro, atleta do Cegin e da Seleção Brasileira, completou o pódio.

A vice-campeã mundial fez uma série praticamente igual à que apresentou no Japão – a única diferença foi a ausência de uma ligação depois do pak. “Fiquei bem feliz, porque deu tudo certo”, comentou Rebeca. “A gente sabe que sempre pode melhorar um pouco mais, mas achei que minha execução foi boa. Em alguns exercícios eu poderia ter feito mais a parada de mão, mas estou satisfeita, porque minha série na final foi boa. Isso me deixa mais confiante, para chegar nas próximas competições e saber que estou sentindo o aparelho, ficando mais firme para fazer as coisas”.

Rebeca descreveu também a emoção que sentiu ao reencontrar o público – o Troféu Brasil é a primeira competição com a presença de torcedores desde o início da pandemia. “Está sendo incrível competir com a presença do público novamente, ver as crianças, perceber a inspiração que eu estou sendo hoje para elas, a alegria dos pais também. Ver a alegria nos olhos das crianças é o que mais me motiva. A única coisa difícil para controlar foi o frio aqui de Porto Alegre. Moro no Rio e não estou acostumada. Mas correu tudo bem. Amanhã (domingo, 22) vou ter outra final (trave). Espero estar firme”.

No salto, a jovem paraense Andreza de Lima, que vem de campanhas memoráveis nos Jogos Sul-Americanos da Juventude de Rosário e dos Jogos Pan-Americanos Júnior de Cáli, deu um show de competência e segurança e levou a medalha de ouro, com média 12.833. Beatriz dos Santos, do Fluminense, e Gleyce Rodrigues, da G.A. Osasco, também apresentaram bons saltos e subiram ao pódio, obtendo as medalhas de prata e de bronze, respectivamente.

Diogo Soares, jovem ginasta do Flamengo e já com uma final do individual geral olímpica no currículo, levou a melhor no solo, com a nota 13.733. Entre outros movimentos, o atleta piracicabano apresentou um duplo mortal com dupla pirueta e uma tripla pirueta no final, com a consistência de um veterano. Patrick Correa, do Pinheiros, e Gabriel Barbosa, do Minas Tênis Clube, com exibições muito boas, também medalharam.

Já no cavalo com alças, o experiente Francisco Barretto, mostrou toda a sua categoria e força e conquistou a medalha de ouro – foi o único com nota na casa dos 13.000 (13.167). Diogo Soares, com uma série um pouco mais simples, mostrou sua versatilidade e obteve a medalha de prata. Já Caio Souza, que tinha condições de brigar pelo ouro, vinha fazendo uma excelente série. No final de sua execução, no entanto, sofreu uma queda. Mesmo assim, ainda conseguiu o bronze, com nota idêntica à de Diogo (12.633).

Nas argolas, o Minas Tênis Clube brilhou intensamente, obtendo as quatro primeiras posições. Com muita consistência, Gabriel Barbosa levou a melhor (13.567), com pequena vantagem sobre Gustavo Pereira (13.467). A exemplo do que fez no cavalo, Caio vinha fazendo ótima apresentação, e se arriscou fazendo na saída, com um ousado triplo mortal grupado. Uma queda no final, no entanto, lhe tirou as chances de obter o ouro.

Foto: Fernando Gomes/CBG

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