Desiludido com falta de apoio, 'fenômeno' da maratona brasileira pode se naturalizar chinês



O Brasil pode perder um dos grande nomes da maratona que surgiram nos últimos tempos no país. Segundo o blog "olhar olímpico", Daniel Nascimento, de 23 anos, enviou um projeto de naturalização para China para representar o país em competições futuras.


Ainda segundo o blog, mais dois maratonistas brasileiros estão nesse projeto o veterano Paulo Roberto de Paula, três vezes atleta olímpico, e o estreante José Marcio Leão da Silva, que vem se destacando em provas internacionais, apesar de sofrer com dificuldades financeiras.


Danielzinho, que mora no Quênia para manter seus treinamentos, convive com outros corredores naturalizados e se interessou na ideia. Segundo Demétrio Vecchioli, dono do blog, a proposta para a China, denominada "Dragon Fly Project", foi oficializada na semana passada pelo consultor técnico de Daniel, Marco Oliveira, treinador brasileiro que há muitos anos atua no esporte chinês. Procurado pelo maratonista, ele montou uma oferta na qual os três brasileiros se naturalizariam e passariam a treinar na China, ajudando a impulsionar a formação de atletas naquele país, que patina para conseguir resultados na maratona, apesar de maciços investimentos estatais.


Um dos grandes nomes da maratona brasileira nos últimos anos, Daniel Nascimento teve uma carreira meteorica na distância após desistir de correr após uma lesão durante a corrida de São Silverstre em 2018. em 2021, após um período de treinamentos no Quênia, atingiu o índice para a Olimpíada na primeira maratona da carreira e em Tóquio, chegou a liderar a tradicional prova, mas acabou abandonando. 

O fim do ano, virou o segundo do ranking brasileiro de todos os tempos terminando em nono em Valência (ESP). No começo deste ano, em Seul, na Coreia do Sul, bateu o recorde sul-americano de Ronaldo da Costa, com 2h04min51s, chegando em terceiro. Esse foi o melhor tempo de um corredor não nascido na África em toda história.

 

Segundo o blog, COB e CBAt afirmaram apoiar os atletas, com o comitê olímpico afirmando que complementou o apoio a Daniel com 1,5 mil dólares e a confederação de atletismo disse conversar com o COB para que ele seja contemplado com o Programa de Preparação Olímpica (PPO) com 11 mil reais mensais até o fim de 2022. 


Se a naturalização for aceita, Daniel, Paulo Roberto e José Marcio cumprirão uma quarentena de 3 anos sem poder competir, o que deixaria os três fora dos Jogos olímpicos de Paris. Os três já tem índices para o mundial de atletismo em Oregon (USA), mas ainda não foram confirmados na cometição. A obtenção dos índices terminam em 29 de maio.


Foto: Wagner Carmo/CBAt

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