Alessandro Silva supera Tóquio 2020 e quebra recorde continental no encerramento do Desafio CPB/CBAt de atletismo


O paulista Alessandro Silva, 37, alcançou o recorde das Américas no arremesso do peso no encerramento da primeira etapa do Desafio CPB / CBAt de atletismo, na manhã deste sábado, 2, em São Paulo.

A competição reuniu cerca de 100 competidores com e sem deficiência da modalidade, desde a quinta-feira, 31, na pista e no campo do Centro de Treinamento Paralímpico, na capital paulista.

O velocista fluminense Fábio Bordignon também alcançou a melhor marca continental nos 100m da classe T35 (para paralisados cerebrais) nesta manhã de sábado na pista do CT Paralímpico.

Alessandro é atleta da classe F11, para cegos, sua marca de 14m16 superou em 17 cm o recorde continental, do próprio Alessandro, alcançado em Dubai, durante o Campeonato Mundial de 2019, com 13m99. O feito deste sábado é melhor até que o resultado que seu resultado nos Jogos Paralímpicos de Tóquio.

No Estádio Nacional da capital japonesa, em agosto do ano passado, Alessandro arremessou a 13m89 e ficou com a medalha de prata. A performance deste final de semana, contudo, não o daria o título paralímpico em Tóquio, visto que o iraniano Mahdi Olad foi o campeão com 14m43.

"Cada prova eu procuro fazer o melhor, eu não viso o recorde, eu penso em melhorar. Como já estamos em um nível muito alto de rendimento, cada melhora já representa um novo recorde", disse após a prova deste sábado.

Ele é bicampeão paralímpico no lançamento de disco da classe F11. O arremesso de peso para cegos só entrou no programa dos Jogos Paralímpicos em Tóquio. "Quero chegar em Paris 2024 para conquistar o ouro no disco e no peso. Estou fazendo a nossa parte e sei que estou evoluindo, agradeço muito à equipe que me apoia para isso", disse o competidor que representa a ADV-Vale.

Natural de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, Fábio Bordignon (Andef) também celebrou o novo recorde das Américas neste sábado. Nos 100m, pela manhã, ele concluiu a distância em 12s32 e superou a antiga marca continental: 12s40, dele mesmo, de junho de 2021, também no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo.

Fabinho mais rápido neste sábado do que na final dos Jogos Paralímpicos de Tóquio, quando terminou em quinto lugar nesta prova com 12s54. À frente dele, na ocasião, três russos e um ucraniano.

No feminino, duas atletas obtiveram marcas melhores do que as que apresentaram no Estádio Nacional de Tóquio, durante os Jogos Paralímpicos realizados no ano passado.

Nos 400m, a potiguar Jardênia Félix correu para 57s42, um centésimo mais rápido do que a marca alcançada na conquista do bronze paralímpico, nesta prova. “Estava me sentindo preparada e confiante nesta prova, porque treinei bastante para melhorar minha marca, mas eu esperava um tempo melhor”, comentou Jardênia, que é da classe T20, para atletas com deficiência intelectual, e representa o Instituto Athlon.

Nos 100m da classe T36 (paralisados cerebrais) feminino, a pernambucana Samira Brito, da Apa Petrolina, correu em 14s44. Esta marca renderia-lhe a medalha de prata nos Jogos Paralímpicos de Tóquio. Porém, na capital japonesa, ela terminou na sétima colocação com o tempo de 15s27.

Foto: Marcello Zambrana/CPB
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