Ney Wilson e Kenji Saito substituem Bichara na diretoria de esportes do COB

Saito e Wilson posam para foto. Ambos vestem camisas brancas. Atrás deles, uma bandeira do Brasil e uma do COI

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) anunciou, nesta quinta-feira (24), os novos diretores de esporte da entidade. Ney Wilson e Kenji Saito irão substituir Jorge Bichara, que foi demitido no começo desta semana pelo presidente Paulo Wanderley. 

Wilson e Saito trabalharam juntos na Confederação Brasileira de Judô (CBJ), que era presidida por Wanderley até 2017. As funções na diretoria de esporte serão divididas. Ney Wilson ficará responsável pelo Alto Rendimento e Kneji Saito pelo Desenvolvimento.

Os dois assumem o trabalho de Jorge Bichara, que é considerado o principal responsável pelas ótimas campanhas do Brasil nos Jogos Pan-Americanos Lima 2019 e nos Jogos Olímpicos Tóquio 2020, com recordes de medalhas para a delegação brasileira. Bichara acompanhava o trabalho das comissões técnicas de todas as modalidades. A demissão pegou de surpresa vários nomes do esporte nacional que se mostraram preocupados com o planejamento do COB em um ciclo olímpico mais curto.

Nesta quinta-feira (24), vários atletas se manifestaram através das redes sociais, agradecendo Bichara por tudo que fez para o esporte brasileiro. Nomes de peso como Thiago Braz, Rebeca Andrade, Flávia Saraiva, Arthur Nory, Jade Barbosa, Bruno Fratus, Leo de Deus, Martine Grael e Kahena Kunze.



Isaquias Quieroz, deu declarações fortes ao jornal O Globo, dizendo que se não fosse por Bichara, ele não teria se dedicado à seleção permanente de canoagem e teria deixado o grupo após a morte do técnico Jesus Morlan. "Em 2021, estava estressado com a rotina da seleção e foi o Bichara que me colocou de novo no caminho, no grupo. Por isso eu digo, não teria sido campeão olímpico se não fosse pelo Bichara". 

Isaquias ainda cobrou um posicionamento de Paulo Wanderley na entrevista ao jornal carioca. "Espero que o presidente do COB tenha vergonha na cara e vá a público explicar o motivo da demissão. Não tem, né? Eu não posso me esconder agora. E espero que não seja punido por isso", afirmou o campeão olímpico.

Foto de capa: Rômulo Simões/COB

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