Neve artificial é alvo de comentários dos brasileiros nos Jogos Paralímpicos em Pequim


Uma neve fina caiu na manhã da segunda-feira, 28, sobre as montanhas de Zhangjiakou, cidade chinesa, a 180 quilômetros de Pequim, que vai receber as provas de esqui cross country e snowboard nos Jogos Paralímpicos de Inverno. Poucas horas após, quando o céu já estava azul e sem nuvens, os cinco atletas brasileiros do esqui cross country tiveram a oportunidade de conhecer o local onde representarão o Brasil no evento, cuja abertura será na manhã de sexta-feira (no Brasil), 4, na capital chinesa.

Coincidentemente, foi a primeira vez que nevou em Zhangjiakou desde que a delegação brasileira desembarcou na China, no dia 26. Foi, também, o primeiro treino dos nossos representantes em seus sitting skis, nome em inglês para esqui sentado, utilizado pelos atletas durante a competição. Trata-se de uma cadeira adaptada com os dois esquis acoplados à base, que os fazem deslizar pela neve.

A neve fina que caiu na manhã desta segunda-feira, pouco antes do treino dos brasileiros, não foi suficiente para proporcionar uma pista em condições naturais.

“Treino muito forte, muito bacana. Estamos há três meses treinando em qualquer tipo de neve, preparados para qualquer situação”, explicou o paulista Guilherme Rocha, 26.

A neve nas arenas chinesas, apesar das baixas temperaturas recorrentes nas montanhas onde ocorrerão as competições por medalhas, é artificial. O Comitê Organizador Local produziu toneladas de neve e espalhou pelo circuito do cross country (e de outras arenas) para que não houvesse interrupção da competição por questões climáticas. Uma prática adotada desde os Jogos Olímpicos, realizados de 4 a 20 de fevereiro.

“Por não ter nevado tanto, sabíamos que não mudaria a condição da neve, mas independentemente da forma, a equipe brasileira se preparou muito bem e tem tudo para fazer boas provas”, comentou o paulista Wesley Vinícius do Santos, 23.

O local de competição do esqui cross country durante os Jogos Paralímpicos de Inverno de Pequim será o mesmo do biatlo, diferentemente dos Olímpicos, quando cada modalidade teve sua arena específica. Entre os atletas paralímpicos, muitos atletas competem tanto no biatlo, em que há a combinação de esqui e tiro esportivo, e cross country. Este, contudo, ainda não é o caso dos representantes do Brasil nas modalidades de inverno.

O traçado exato da prova só será definido após o dia 4 de março, antes das primeiras provas, para reservar surpresa aos participantes. O pouco que conheceram no primeiro dia de treino já agradou aos esquiadores brasileiros.

“Não é um percurso tão fácil, mas eu gostei. Nós já fizemos treinamento em vários tipos de neve, já conhecemos a neve artificial. A forma como o esqui se comporta é diferente, em relação à neve natural, mas conseguimos nos acostumar”, comentou a paranaense Aline Rocha.

“A pista é um pouco difícil, tem uma descida muito boa, que dá para descansar um pouco e pensar em fazer uma boa prova”, disse o rondoniense Cristian Ribera.

Foto: Alê Cabral/CPB

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