Caio Bonfim é o melhor brasileiro no Mundial de Marcha Atlética por Equipes, em Omã


Caio Bonfim (CASO-DF) obteve o melhor resultado para o Brasil no Campeonato Mundial de Marcha Atlética por Equipes, encerrado neste sábado (5/3), na cidade de Mascate, capital de Omã. Ele terminou em oitavo lugar na prova dos 35 km, disputada pela primeira vez na ex-Copa do Mundo de Marcha, com o tempo de 2:38:20.

Medalha de bronze nos 20 km no Mundial de Londres-2017 e quarto colocado nos Jogos Olímpicos Rio-2016, na mesma prova, Caio foi o atleta sul-americano mais bem posicionado nos 35 km. O campeão foi o sueco Perseu Karlström, com 2:36:14, marca que vale como recorde do campeonato, seguido dos espanhóis Alvaro Martín (2:36:54) e Miguel Angel López (2:37:27).

"Considero que fiz uma excelente prova, mas o percurso não era dos melhores, com muitas subidas, muitas subidas mesmo. Fiquei feliz pela oitava colocação, ainda mais na primeira competição do ano de nível mundial", comentou o atleta de 30 anos, qualificado para disputar os 20 km e os 35 km no Mundial de Oregon, que será disputado de 15 a 24 de julho, nos Estados Unidos. "Esse é o caminho. Agora é continuar trabalhando."

Para ter uma ideia da dificuldade da competição, Caio é o recordista brasileiro dos 35 km, com 2:33:57, marca alcançada na disputa da Copa Brasil, em janeiro, em Bragança Paulista. Tempo mais rápido do que o do campeão sueco. A prova teve largada às 7 horas locais (meia-noite de Brasília), com 24 graus e 59% de umidade relativa do ar.

Os outros brasileiros foram: 47º, Max Batista dos Santos (CASO-DF) - 3:11:22, 49º, Diego Pereira Lima (CASO-DF) - 3:14:02 e 50º, Rudney Dias Nogueira (UCA-SC) - 3:17:58.

No feminino, Mayara Luize Vicentainer (Timbó-SC) terminou em 24º lugar, com 3:19:18. Elianay Pereira (CASO-DF) ficou em 27º, com 3:35:59, enquanto Nair da Rosa (AABLU-SC) completou na 29ª colocação, com 3:47:11.

A medalha de ouro foi conquistada pela equatoriana Glenda Morejón, que aos 21 anos disputou pela primeira vez a especialidade. Ela estabeleceu o recorde do campeonato com 2:48:33 e quebrou o recorde sul-americano, que pertencia desde 2020 à brasileira Érica Sena.

A chinesa Maocuo Li ficou com a medalha de prata, com 2:50:26 (novo recorde nacional) e a polonesa Katarzyna Zdzieblo foi bronze, com 2:51:48.

Por equipes, a Espanha foi a campeã masculina na classificação geral, com 16 pontos, seguida da China (29) e Alemanha (48). O Brasil ficou em sexto, com 104 pontos. No feminino, o Equador foi o vencedor, com 12 pontos, seguido da Espanha (28), da China (29). O Brasil terminou em quinto lugar na classificação, com 80 pontos.

Nos 20 km masculino, o Equador garantiu o primeiro lugar , com 25 pontos, seguido Japão, com 26, depois de fazer a dobradinha na prova, com Toshikazu Yamanishi, bronze em Tóquio e ouro em Mascate, com 1:22:52, seguido de Koki Ikeda, com 1:23:52. O bronze foi para o queniano Samuel Kireri Gathimba, com 1:23:52, o melhor atleta africano da especialidade.

O Brasil teve dois representantes na prova: Lucas Gomes Mazzo (CASO-DF) e Matheus Gabriel Correa (AABLU-SC). Lucas, depois de cumprir penalidade pela terceira advertência (teve de ficar 2 minutos no pit stop), chegou em 46º lugar, com 1:38:46. Já Matheus acabou desqualificado, depois de cumprir a mesma punição.

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