Equipes brasileiras encerram participação nas Copas do Mundo de Espada


O Brasil encerrou, neste domingo (13), sua participação nas Copas do Mundo de Espada. Em Barcelona, na Espanha, as meninas ficaram em 20° lugar, após serem eliminadas no quadro de 32. Os meninos conseguiram resultado um pouco melhor em Sochi, na Rússia: passaram para o quadro de 16, mas caíram na sequência e terminaram na 16ª colocação.

O time masculino começou bem a jornada. A equipe comandada por Filippo Lombardo e que contava com Alexandre Camargo, Fabrizio Lazzarotto e Leopoldo Gubert começou vencendo os dinamarqueses no confronto do quadro de 32. Mas, permitiu a virada no quinto duelo da série, quando os europeus viraram para 22 a 21.

O confronto se encaminhava para uma definição a favor do time da Dinamarca, já que o último duelo iniciou com os brasileiros perdendo por 29 a 26. Mas, num combate cheio de emoção e muito aberto (o que não é muito comum na espada), Alexandre Camargo fez 18 a 13 em Conrad Seibaek Kongstad e fechou em 44 a 42.

No quadro de 16, os brasileiros caíram para os suíços por 45 a 33. Assim, iniciaram a disputa pelas posições de 9° a 16° lugar, com três derrotas por 45 a 35 para Itália, Argentina e Israel, respectivamente, e a 16ª colocação no final. Na véspera, pelo torneio individual, Alexandre Camargo foi eliminado no quadro de 64 pelo ucraniano Yan Sych, por 15 a 14.

A equipe feminina, formada por Nathalie Moellhausen, Victoria Vizeu, Renata Zettermann e Lorana Schwantes, fez um confronto acirrado com Israel, no quadro de 32. Embora atrás no placar desde o início, as brasileiras mantiveram uma distância que variava de dois a seis pontos.

Com 35 a 29 no placar, Victoria Vizeu diminuiu no penúltimo combate contra Nicole Feygin (6 a 5) e Nathalie Moellhausen fez 7 a 5 contra Adele Bogdanov, mas foi insuficiente para a virada. No dia anterior, Nathalie caiu no quadro de 64 do torneio individual para a russa Aizanat Murtazaeva (8 a 11).

“O grande diferencial é que elas, como equipe, erraram menos do que a gente. Foram mais consistentes e fizeram um jogo mais seguro nas ações contraofensivas, fazendo com que a gente tivesse de se expor mais. Nos momentos que não deveríamos ter arriscado tanto, acabamos arriscando. Temos de saber digerir melhor o combate quando a situação não estiver favorável. Elas jogaram com garra, detalhes precisam ser trabalhados, essas experiências são importantes. É uma equipe bem diversificada, a gente cresceu bastante”, avalia o técnico Athos Schwantes.

“Foi a terceira competição com um novo método que estou impantando no meu jogo. Como todo processo de mudança, os resultados demoram algum tempo. Sei que é um processo muito longo. Sei que, apesar da minha idade e minha experiência, ainda posso falhar. Estou curtindo muito, a equipe é muito boa, estou feliz de ver alguém como a Victoria, que veio para a França, novinha, é um prazer vê-la jogar. Vi a Renata, que nunca tinha visto jogar e está muito firme, com atitude. A Lorana também está nessa pesquisa de sensações, que está montando o projeto dela. Ver tanta paixão é muito bonito”, diz a campeã mundial Nathalie Moellhausen.

Foto: Eva Bavia/FIE

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