Brasil é bicampeão sul-americano indoor de atletismo com ouros e recordes de Darlan Romani e Rafael Pereira


O Brasil fechou o Campeonato Sul-Americano Indoor de Atletismo na cidade boliviana de Cochabamba, neste domingo (20/2), com 36 medalhas (16 de ouro, 10 de prata e 10 de bronze), após dois dias de disputas. A última etapa da competição teve resultados relevantes como o ouro do mineiro Rafael Pereira nos 60 m com barreiras - correu 7.58 pela quarta vez na temporada, a marca do recorde sul-americano indoor. E o ouro, com recorde sul-americano indoor, de Darlan Romani no arremesso do peso, com 21,71 m - ratificou mais uma vez o índice para o Mundial Indoor de Belgrado, Sérvia, de 18 a 20 de março.

A seleção conquistou o bicampeonato sul-americano indoor ao somar 159 pontos. Foi campeão também no masculino, com 89, e no feminino, com 70 pontos. Bolívia, país-sede, ficou com o título de vice-campeã, com 106 pontos, seguida da Venezuela, com 64.

Rafael Henrique Pereira (Clã Delfos-MG) vem de uma campanha excepcional nos 60 m com barreiras em sua primeira participação na especialidade em competições em pista coberta no circuito europeu. Ganhou neste ano a medalha de bronze em Berlim (GER), quando bateu o recorde sul-americano, com 7.58, e prosseguiu constante com a prata em Mondeville (FRA), o ouro em Lodz (POL) e o bronze em Val-de-Reuil (FRA).

"É uma sensação incrível levar este ouro e estar mais uma vez na seleção brasileira, o ápice para qualquer atleta. Foi a minha sexta competição este ano - eu vinha de cinco meetings na Europa. E repetir minha melhor marca mais uma vez foi muito bom", disse Rafael, que dividiu o pódio com Gabriel Constantino, medalha de prata com 7.72. O bronze ficou com o argentino Agustin Carrera com 7.85. "Sempre me espelhei no Gabriel, além de adversário é um grande amigo."

Ketley Batista (Associação dos Servidores de Pindamonhangaba-SP) foi a campeã sul-americana nos 60 m com barreiras feminino, com 8.41. Dividiu o pódio com a peruana Diana Bazalar (8.48) e a argentina Valentina Persico (8.62). A atleta de Porto Rico Paola Vazquez tropeçou e caiu quando liderava a prova. "É a segunda vez que participo dos 60 m com barreiras e estou muito feliz com o título", disse Ketiley, que competiu em Tóquio.

Darlan Romani mostrou que está motivado e se preparando bem para o Mundial Indoor de Belgrado ao ficar com o título sul-americano com o recorde continental e a marca de 21,71 m. A medalha de prata ficou com o brasileiro William Venâncio (19,83 m) e a de bronze com o argentino Ignacio Carballo (19,04 m).

O catarinense de Concórdia Darlan Romani melhorou o seu próprio recorde anterior no arremesso do peso indoor, que era de 21,37 m, obtido em Birmigham, em 2018. Também é o recordista do continente ao ar livre (22,61 m) e vai para o seu terceiro Mundial, em Belgrado, depois dos quartos lugares em Portand-2016 e Birmigham-2018.

"O resultado vem quando temos dedicação, trabalhamos para isso. Eu não vim pensando no recorde, mas sempre penso em uma boa marca. Estou muito feliz, mas o meu desejo ainda é maior que isso. Obrigado Brasil, seguimos lutando porque o sonho é grande", afirmou Darlan.

Mais três medalhas de ouro vieram na jornada final para o Brasil. No heptatlo, com Felipe dos Santos (AABLU-SC), com 5.799 pontos. O pódio também teve o brasileiro José Fernando Santana, o Baloteli (Pesqueira-PE), bronze com 5.489 pontos, e o venezuelano Gregorio Jaramillo levou a prata, com 5.552 pontos.

O outro ouro veio no salto em altura feminino - o pódio teve a dobradinha Sarah Suelen Freitas (Projeto Atletismo Campeão-PE), campeã, com 1,79 m, e Arielly Rodrigues (Pinheiros-SP) com a prata (1,73 m). A peruana Lorena Rios ficou com o bronze (1,70 m).

No salto com vara Isabel Demarco Quadros (Orcampi-SP) levou o título (4,10 m) e Juliana De Menis Campos (AABLU) ficou com o bronze 3,80 m. Alejandra Arevallo foi prata (4,00 m).

Samory Uiki (Sogipa-RS) ficou com o terceiro lugar no salto em distância, com 7,82 m. A prova foi vencida pelo peruano José Luis Mandros (8,17 m), com o uruguaio Emiliano Lasa em segundo lugar (8,10 m).

Foto: Divulgação/CBAt

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