FICHA TÉCNICA
Local de disputa: Yanqing National Sliding Center
Período: 09/02 a 12/02
Delegações participantes: 21
Total de atletas: 50 (25 no masculino e 25 no feminino)
Brasil: Nicole Silveira no feminino
O skeleton é um dos três esportes de trenó presente nos Jogos Olímpicos de Inverno. Diferente do luge e do bobsled, o skeleton é disputado apenas individualmente. Os atletas descem a pista deitados de barriga para baixo no trenó e o controlam através de movimentos dos ombros e das pernas.
O esporte surgiu na Suíça no final do século XIX, quando soldados ingleses construíram uma pista de tobogã entre as cidades de Davos e Klosters. Diferente de outras pistas que já existiam na época, esta era repleta de curvas sinuosas, fazendo a pilotagem mais difícil.
Em 1892, um inglês chamado Mr. Child criou um novo tipo de trenó para usar na pista suíça. Todo feito de metal, o trenó foi apelidado de skeleton (esqueleto em inglês), dando nome ao esporte.
| Atleta desconhecido compete no skeleton na Olimpíada de 1928 - Foto: Bundesarchiv |
O esporte fez sua estreia na Olimpíada de Inverno nos Jogos de Saint. Moritz 1928, voltando 20 anos depois, novamente na cidade suíça. A modalidade só foi voltar novamente ao programa olímpico nos Jogos de Salt Lake City, sendo disputado em todas as edições seguintes.
COMO É A DISPUTA?
Em Pequim 2022 serão disputados apenas dois eventos: o individual masculino e o feminino. Os atletas fazem quatro descidas na pista com a soma dos tempos sendo utilizada para determinar os medalhistas.
| Pista olímpica de Yanqing - Foto: Divulgação/IBSF |
Os 25 atletas participam nas primeiras descidas, com apenas os 20 mais rápidos participando da descida final que decide os medalhistas olímpicos.
O BRASIL NO SKELETON
As atividades do Brasil no skeleton começaram no final da década de 1990, após a fundação da Associação Brasileira de Bobsled, Skeleton e Luge (ABBSL), que deu origem a atual Confederação Brasileira de Desportos no Gelo (CBDG). O primeiro brasileiro a treinar na modalidade foi Leandro Fracasso em 1999.
Emílio Strapsson foi o primeiro atleta do Brasil a participar de competições oficiais, quando disputou uma etapa da Copa América da modalidade em 2003. Ele competiu por mais de dez anos na modalidade e foi o primeiro brasileiro a disputar um mundial, ficando em 30º lugar em 2011.
| Emilio Strapasson - Foto: Divulgação/CBDG |
Em 2016, o Brasil teve pela primeira vez representantes no skeleton nos Jogos Olímpicos da Juventude: Robert Barbosa e Laura Amaro (hoje atleta do levantamento de pesos e vice-campeã mundial no arranco) e em 2020 com Lucas Carvalho e Larissa Cândido.
Neste ciclo olímpico, tivemos nossos melhores resultados na modalidade com Nicole Silveira. A gaúcha que mora no Canadá começou a competir no skeleton em 2018 e desde então segue crescendo na elite do esporte. Em 2021, Nicole ficou em 17º lugar no Campeonato Mundial, venceu a Copa América do Norte e conseguiu seu primeiro top-10 em uma etapa da Copa do Mundo. A expectativa é que ela tenha o melhor resultado do Brasil em Pequim 2022.
| Nicole no Mundial de 2021 - Foto: Vietrus Lacis/IBSF |
DESTAQUES
Historicamente, os Estados Unidos têm os melhores resultados no skeleton masculino em Olimpíadas (2 ouros, 2 pratas e 1 bronze) e a Grã-Bretanha no feminino (3 ouros, 1 prata e 2 bronzes).
Em campeonatos mundiais o cenário é diferente. A Alemanha tem os melhores resultados no feminino, com 10 ouros. Já no masculino o cenário é mais equilibrado, com Letônia (6 ouros), Áustria (5 ouros), Suíça (5 ouros), Canadá (5 ouros) e Alemanha (4 ouros) no topo do quadro de medalhas. Veja abaixo, alguns candidatos ao pódio em Pequim 2022.
Tina Hermann (Alemanha)
| Tina Hermann após vencer etapa da Copa do Mundo em Altenberg, na Alemanha - Foto: Vietrus Lacis/IBSF |
Tetracampeã mundial (incluindo os últimos três mundiais), a alemã é uma das favoritas ao título olímpico em Pequim. Nesta temporada, venceu duas etapas de Copa do Mundo e foi a mais rápida no evento teste realizado em outubro na pista de Yanqing, onde serão disputados os esportes de trenó nos Jogos Olímpicos de Inverno deste ano.
Kimberley Bos (Países Baixos)
| Kimberley Bos com o troféu de campeã da Copa do Mundo 2021/22 - Foto: Vietrus Lacis/IBSF |
Um nome em ascensão nas últimas temporadas é o da neerlandesa Kimberley Bos. Desde 2020 ela tem conseguido pódios em Copas do Mundo, vencendo o título geral da competição em 2021/2022. Bos também ganhou o Campeonato Europeu este ano.
Elena Nikitina (Comitê Olímpico Russo)
| Elena Nikitina competindo na pista de Innsbruck, na Áustria - Foto: Vietrus Lacis/IBSF |
A russa foi medalhista de bronze nos Jogos de Sochi 2014 e no último Campeonato Mundial em 2021 e foi campeã europeia em 2020 e 2021. Ela é a terceira colocada no ranking mundial nesta temporada, com duas vitórias em etapas de Copa do Mundo.
Martin Dukurs (Letônia)
| Dukurs durante etapa de Copa do Mundo em janeiro na Alemanha - Foto: Vietrus Lacis/IBSF |
Martin Dukurs é um dos melhores atletas da história do skeleton. Hexacampeão mundial, doze vezes campeão europeu e onze vezes campeão geral da Copa do Mundo, com 90 medalhas, sendo 61 de ouros no principal circuito internacional da modalidade. O que ainda falta para o letão é o ouro olímpico. Ele foi prata em 2010 e 2014 e terminou em quarto lugar em 2018. Será que a medalha dourada vem em Pequim?
Aleksandr Tretyakov (Comitê Olímpico Russo)
| Tretyakov após vencer etapa de Copa do Mundo em dezembro de 2021 - Foto: Vietrus Lacis/IBSF |
Ouro em Sochi 2014, campeão mundial em 2013 e campeão geral da Copa do Mundo em 2019, Aleksandr Tretyakov é o atual vice-campeão do mundo no skeleton. O russo chega em Pequim com duas vitórias em Copa do Mundo na temporada 2021-22.
Christopher Grotheer (Alemanha)
| Grotheer comemora após vencer o Mundial de 2021 - Foto: Vietrus Lacis/IBSF |
O alemão Christopher Grotheer venceu os últimos dois mundiais e teve bons resultados na temporada olímpica. Ele é o terceiro colocado na classificação geral da Copa do Mundo, subindo ao pódio em seis das oito etapas deste ano.
CALENDÁRIO
09/02 às 22h30 - descidas 1 e 2 do masculino
10/02 às 22h30 - descidas 1 e 2 do feminino
11/02 às 09h20 - descidas 3 e 4 do masculino
12/02 às 09h20 - descidas 3 e 4 do feminino
*Todas as competições estão no horário de Brasília
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