França aprova lei que exige passaporte da vacina e presença de Novak Djokovic em Roland Garros é incerta




O governo francês anunciou nesta segunda-feira (17) que o sérvio Novak Djokovic, que foi expulso da Austrália, não poderá participar no torneio Roland Garros, na sequência da aprovação do projeto de lei que vai impor passaporte de vacinação.

Há 12 dias o governo francês tinha indicado que o tenista sérvio poderia participar no torneio de Roland Garros mesmo sem estar vacinado.

A correção foi feita pela ministra do Esporte francês, Roxana Maracineanu, horas depois de o Parlamento aprovar definitivamente o projeto de lei que vai impor um passaporte de vacinação para diversas atividades da vida social, que inclui assistir a eventos esportivos.

Numa mensagem publicada no Twitter, Maracineanu confirmou que o passaporte sanitário foi adotado, pelo que "desde que a lei seja promulgada, será obrigatória a entrada em espaços já sujeitos ao passaporte (estádios, teatros ou salas de cinema) a todos os espectadores, praticantes, profissionais, franceses ou estrangeiros".

Foi Maracineanu que em 7 de janeiro, no meio da disputa política e judicial na Austrália pela presença de Djokovic no Open apesar da sua recusa em ser vacinado, que tinha indicado que o sérvio poderia participar no Roland Garros, programado entre o final de maio e início de junho.

Na altura, argumentou que França aplicaria uma exceção à obrigação do certificado de vacinação aos atletas em competições internacionais, para que os novos regulamentos franceses não se aplicassem a eles e pudessem competir mesmo sem estar vacinados.

O projeto de lei do passaporte de vacinação deve entrar em vigor no final desta semana (ainda está pendente de recurso no Conselho Constitucional).

O passaporte de vacinação vai ser imposto para tomar uma bebida em um bar ou restaurante, para ir ao cinema, a um espetáculo ou a um estádio, mas também na utilização de transportes públicos de longa distância.

Foto: Divulgação

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