Gabriel Medina vence as duas baterias da final e se torna tricampeão mundial de surfe - Surto Olímpico

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Gabriel Medina vence as duas baterias da final e se torna tricampeão mundial de surfe

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Três vezes Gabriel Medina! O brasileiro se tornou nesta terça-feira (14) em Trestles, na Califórnia, o primeiro sul-americano tricampeão mundial de surfe. O título veio após ele vencer o também brasileiro Filipe Toledo nas duas primeiras baterias da decisão, em formato melhor de três, inaugurando o formato do WSL Finals. Ítalo Ferreira perdeu para Filipe na semi e ficou com a terceira colocação.


Medina é o primeiro brasileiro a alcançar o terceiro título mundial e entra para um seleto grupo que conta com seis lendas do surfe, como Kelly Slater, Mick Fanning, Andy Irons, Mark Richards e Tom Curren.  


Paulista de Maresias, Medina conquistou seu primeiro título mundial em 2014, uma conquista inédita para o Brasil até então. Depois dele, Adriano de Souza, o Mineirinho, foi campeão em 2015 e Ítalo Ferreira faturou o título em 2019. Gabriel ergueu seu segundo troféu em 2018 e, agora em 2021, aos 27 anos, vence o circuito pela terceira vez. 


E o tricampeonato veio após uma excelente temporada de Medina, com cinco finais em sete etapas e dois primeiros lugares, em Narrabeen e Rottnest Island. A conquista representa também a volta por cima, após a polêmica decisão dos Jogos Olímpicos de Tóquio, quando ele foi o quarto lugar. 


"Eu estou muito feliz, alcancei o meu maior objetivo no surfe", disse Medina à transmissão oficial, logo após a conquista de seu tricampeonato mundial. 


Primeira bateria: Gabriel Medina 16.30 (9.00 + 7.30) x 15.70 (8.33+7.37) Filipe Toledo

Medina foi quem fez a primeira onda da final. Ele fez um floater mas se atrapalhou na junção e fez 5.00 pontos. Filipe respondeu rasgando forte e marcando 7.00. Gabriel virou a bateria com mais um floater somado de duas pancadas com a rabeta da prancha somando 7.50.


Como esperado, o nível da final era alto. Quando o relógio marcava metade da bateria, Filipinho bateu forte quatro vezes no topo da onda, recebendo 8.33, mas nem deu pra comemorar. Na onda de trás, Gabriel mais uma vez deu duas pancadas com a rabeta, dessa vez em onda maior e ainda completou com um voo, conseguindo a segunda maior nota do campeonato, 9.00.



A cinco minutos do fim, Filipe ainda trocou o seu 7.00 por 7.37. Medina tinha a vantagem para a segunda bateria.


Segunda bateria: Gabriel Medina 17.53 (9.03 + 8.50) x 16.36 (8.53 + 7.83) Filipe Toledo

A segunda bateria começou com Filipinho batendo a rabeta no topo da onda e fazendo dois aéreos, marcando 7.83. Na sua resposta, Gabriel fez 6.33 e depois também fez dois aéreos, dois reversos e assumiu a ponta somando 8.50. 



A série foi interrompida na sua metade pela presença de um tubarão na área de competição, a paralisação durou 15 minutos. Faltando 13 minutos para o fim da bateria, Gabriel fez um aerial backflip e um floater na finalização, arrancando aplausos da torcida e 9,03, a maior nota da competição. Filipe precisava de 9.70 para virar e levar pro desempate.



Toledo ainda fez uma boa onda com fortes pancadas marcando 8.53 e diminuindo a nota de virada para 9.01. Já faltando um minuto para o final, Filipe abraçou um Gabriel emocionado por mais um título e os dois celebraram juntos o ano da Brazilian Storm. Ambos foram carregados pelo público ao chegar na areia.


Foto em destaque: Pat Nolan/ WSL

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