Guia Paralimpíadas Tóquio 2020: Hipismo - Surto Olímpico

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Quais atletas podem competir no hipismo nas Paralimpíadas

O HIPISMO PARALÍMPICO

O hipismo é a única modalidade do programa olímpico que conta com a presença de animais em sua realização. O esporte é praticado por homens e mulheres que tenham deficiência físico-motora ou visual, sendo também o único em que os dois gêneros competem no mesmo evento em pé de igualdade.

A primeira aparição do hipismo em Jogos Paralímpicos foi em Nova York/Stoke Mandeville-1984. Depois de um período de ausência, o esporte retornou ao programa em Sidney-2000 e segue sendo disputado até os dias atuais.

Ao contrário dos Jogos Olímpicos, que também contam com as disputas do Conjunto Completo de Equitação e de Saltos, as Paralimpíadas incluem apenas a prova de adestramento no hipismo.

Elisa Melaranci montada em Zabelle nos Jogos de Londres-2012 (Patrícia Santos/CPB)

Nesse tipo de evento, os conjuntos cavaleiro/amazona e cavalo devem realizar exercícios de técnica de forma precisa e suave, respeitando o ritmo de uma música-padrão. Um corpo de juízes avalia os movimentos e dá notas. A delicadeza desse evento faz com que ele, por vezes, seja chamado de "balé equestre".

No programa de Tóquio-2020, serão disputados os eventos de adestramento individual para cada um dos graus de deficiência e a prova por equipes, cujos times são formados por três conjuntos de diferentes graus.

Depois da competição individual, os oito melhores conjuntos avançam para a final do adestramento estilo livre, na qual cada atleta pode escolher a própria música que irá apresentar e definir seus movimentos. Da mesma forma, um corpo de juízes avalia a apresentação, e a nota mais alta de cada grau garante a medalha de ouro.

CLASSIFICAÇÃO

Os cavaleiros são classificados de acordo com a sua deficiência e julgados pela sua capacidade ou habilidade equestre.

Grau I - Cadeirantes com comprometimento severo nos quatro membros.
Grau II - Cadeirantes ou andantes com boa funcionalidade dos braços + Atletas com comprometimentos unilaterais severo ou cegos.
Grau III - Andantes com comprometimento unilateral, moderado nos quatro membros ou severo nos braços + Atletas com deficiência visual severa.
Grau IV - Comprometimento leve em um ou dois membros + Atletas com deficiência visual moderada.
Grau V - Comprometimento leve em um ou dois membros + Atletas com deficiência visual leve

HISTÓRICO DO BRASIL

Os Jogos Paralímpicos de Atenas-2004 foram os primeiros com um cavaleiro brasileiro. Marcos Alves, conhecido como Joca, participou das disputas do Grau I e teve como melhor resultado o 9º lugar no adestramento estilo livre.

Quatro anos depois, Joca voltaria à cena paralímpica em grande estilo. Montado em Luthenay De Vernay, o brasileiro conquistou as duas primeiras medalhas do hipismo brasileiro em Paralimpíadas: bronze no adestramento individual e no estilo livre de sua categoria.

Marcos Alves ainda competiu em Londres-2012 e na Rio-2016, sem conseguir voltar ao pódio (Foto: Marcelo Regua/MPIX/CPB)

O feito de Joca só seria igualado por outro brasileiro nos Jogos Paralímpicos do Rio, em 2016. Em solo carioca, Sérgio Fróes Ribeiro de Oliva e sua montaria, Coco Chanel, repetiram os bronzes no adestramento individual e estilo livre grau I.

Até hoje, as únicas amazonas brasileiras a estarem em Jogos Paralímpicos foram Elisa Melaranci, que competiu montada em Zabelle nas Paralimpíadas de Londres-2012, e Vera Lúcia Martins Mazzilli, que participou com Ballantine da Rio-2016.

Depois de classificar a equipe completa entre Pequim-2008 e Rio-2016, o Brasil terá apenas dois cavaleiros em Tóquio. Um deles é Sérgio Oliva, que busca mais medalhas para seu currículo. O outro é Rodolpho Riskalla, vice-campeão mundial em 2018 e um dos favoritos ao título no grau IV.

Sérgio Oliva comemora bronze na Rio-2016 (Foto: Marco Antonio Teixeira/MPIX/CPB)

BRASILEIROS EM TÓQUIO-2020

Sérgio Fróes Ribeiro de Oliva (Grau I)

Idade: 39 anos

Prova: Adestramento Individual

Participações em Jogos Paralímpicos: 3 (Pequim-2008, Londres-2012 e Rio-2016)

Medalhas: 2 bronzes (Adestramento Individual e Estilo Livre Individual na Rio-2016)

Rodolpho Riskalla (Grau IV)

Idade: 36 anos

Prova: Adestramento Individual

Participações em Jogos Paralímpicos: 1 (Rio-2016)

Rodolpho Riskalla foi vice-campeão mundial em 2018 (Foto: Marco Antonio Teixeira/MPIX/CPB)

DISPUTAS

Adestramento Individual: Graus I, II, III, IV e V
Adestramento Estilo Livre Individual: Graus I, II, III, IV e V
Adestramento por Equipes: Prova aberta

CALENDÁRIO

26/08 (quinta-feira)
04:00 - Final do Adestramento Individual Grau II
05:53 - Final do Adestramento Individual Grau IV
08:33 - Final do Adestramento Individual Grau V

27/08 (sexta-feira)
04:00 - Final do Adestramento Individual Grau I
07:22 - Final do Adestramento Individual Grau III

28/08 (sábado)
05:00 - Adestramento por Equipes (Atletas de Grau II)
06:14 - Adestramento por Equipes (Atletas de Grau I)
08:02 - Adestramento por Equipes (Atletas de Grau III)

29/08 (domingo)
06:00 - Adestramento por Equipes (Atletas de Grau V)
07:32 - Adestramento por Equipes (Atletas de Grau IV - Resultado final)

30/08 (segunda-feira)
04:00 - Final do Adestramento Estilo Livre Individual Grau IV
05:14 - Final do Adestramento Estilo Livre Individual Grau V
06:33 - Final do Adestramento Estilo Livre Individual Grau III
07:47 - Final do Adestramento Estilo Livre Individual Grau II
09:01 - Final do Adestramento Estilo Livre Individual Grau I

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