Guia Paralimpíadas Tóquio 2020: Ciclismo estrada - Surto Olímpico

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Guia Paralimpíadas Tóquio 2020: Ciclismo estrada

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Quais são as regras do ciclismo estrada nas Paralimpíadas
 

CICLISMO ESTRADA

O ciclismo estrada faz parte do programa esportivo dos Jogos Paralímpicos desde a edição de Stoke Mandeville / Nova York 1984. A modalidade é coordenada pela União Internacional de Ciclismo (UCI) e conta com algumas diferenças em relação ao esporte sem adaptações.

Quatro tipos de bicicletas são utilizadas no ciclismo estrada. As bikes convencionais, são usadas por atletas amputados ou com outras deficiências motoras, sendo permitido ainda adaptações para facilitar o uso do câmbio e freios. Já as handbikes, movidas pelos braços dos ciclistas, são voltadas para atletas com paraplegia ou tetraplegia.

Uma bicicleta convencional pode receber adaptações para que um paratleta possa competir (Foto: Saulo Cruz/Exemplus/CPB)
Os outros dois tipos de bikes utilizadas são os triciclos, para atletas com paralisia cerebral, ajudando a proporcionar maior equilíbrio, além do tandem (bicicleta com dois lugares), exclusivo para ciclistas com deficiência visual. O equipamento é utilizado pelo atleta e seu guia, possuindo dois bancos e quatro pedais.

A modalidade é dividida em quatro classes e diversas subclassificações. Com isso, o ciclismo estrada é um dos esportes paralímpicos que mais entrega medalhas. Em Tóquio 2020 serão 34 eventos, sendo 20 para homens, 13 para mulheres e 1 misto.

O tandem é uma das bicicletas utilizadas nos Jogos Paralímpicos (Foto: Saulo Cruz/Exemplus/CPB)

CLASSIFICAÇÃO

O ciclismo estrada conta com quatro classificações e inúmeras subclasses. Confira abaixo.

C1 até C5: Os ciclistas competem em bikes convencionais, que podem conter algumas adaptações no freio e câmbio. Neste caso, quanto menor for o número, maior é o grau de comprometimento causado pela deficiência. Aqui competem atletas amputados ou com outras deficiências motoras.

H1 a H5: Nessa classificação, os ciclistas usam a handbike, que é impulsionada pelos braços. Entre H1 e H4, os atletas ficam deitados no banco da bicicleta, enquanto na H5, eles ficam ajoelhados e utilizam a força do tronco para mover o veículo.

Entre as bicicletas utilizadas nos Jogos Paralímpicos, a handbike é o único tipo que é impulsionado pelas mãos (Foto: Saulo Cruz/Exemplus/CPB)

T1 e T2: Aqui são utilizados os triciclos. Essa categoria inclui atletas com paralisia cerebral, que são impedidos de andar em bikes convencionais por causa da deficiência. O tipo de veículo ajuda no equilíbrio do atleta.

B ou Tandem: Específica para ciclistas com deficiência visual. A bicicleta do tipo tandem conta com dois lugares e quatro pedais e são utilizadas para que os ciclistas possam ser guiados por um “piloto”.

HISTÓRICO DO BRASIL

A primeira aparição brasileira no ciclismo estrada nos Jogos Paralímpicos foi em 1992, com Rivaldo Gonçalves Martins, mais um paratleta brasileiro histórico. Ele competiu em seis provas de natação e no ciclismo estrada, pela categoria chamada de LC2 na época.

Rivaldo chegou a liderar a prova do ciclismo em Barcelona, mas seu pneu furou, ocasionando uma queda que forçou sua desistência da disputa.

Desde então, o Brasil sempre contou com representantes na modalidade, chegando ao seu ponto máximo em 2016, quando tiveram quatro paratletas (e uma guia) durante a Rio 2016. A delegação saiu com suas duas primeiras medalhas paralímpicas no ciclismo estrada, ambas conquistadas por Lauro César Chaman.

Mesmo em um país sem tradição na modalidade, Lauro colocou a bandeira do Brasil no pódio (Foto: Marco Antonio Teixeira/MPIX/CPB)

Lauro ficou com a medalha de prata na corrida de estrada da classe C4-5, ficando atrás apenas do neerlandês Daniel Abraham Gebru. Já no contrarrelógio de estrada classe C-5, o brasileiro ganhou a medalha de bronze. O ucraniano Yegor Dementyev ficou com o ouro, enquanto o australiano Alistair Donohoe recebeu a prata.

Em Tóquio 2020, o Brasil contará com cinco atletas. Ana Raquel Lins, da classe C5 e Jady Martins Malavazzi, da H3 são as duas mulheres da delegação. Já os três homens são Andre Luiz Grizante (C4), Carlos Alberto Gomes Soares (C1) e Lauro Chaman (C5)

BRASILEIROS EM TÓQUIO

Ana Raquel Lins: Corrida Estrada C4-5; Corrida Contra Relógio C5
Idade: 30 anos
Participações paralímpicas: 1 (Rio 2016, no triatlo)

André Luiz Grizante: Corrida Estrada C4-5; Corrida Contra Relógio C4
Idade: 44 anos
Participações paralímpicas: 0

Carlos Alberto Gomes Soares: Corrida Estrada C1-3; Corrida Contra Relógio C1
Idade: 26 anos
Participações paralímpicas: 0

Jady Martins Malavazzi: Corrida Estrada H1-4; Corrida Contra o Relógio H1-3
Idade: 26 anos
Participações paralímpicas: 1 (Rio 2016)

Lauro César Chaman: Corrida Estrada C4-5; Corrida Contra Relógio C5
Idade: 34 anos
Participações paralímpicas: 1 (Rio 2016)

(Foto: Saulo Cruz/Exemplus/CPB)

DISPUTAS

HOMENS
Contrarrelógio: B; H1, H2, H3, H4 e H5; C1, C2, C3, C4 e C5; T1-2
Corrida de estrada: B; H1-2, H3, H4 e H5; C1-3 e C4-5; T1-2

MULHERES
Contrarrelógio: B; H1-3 e H4-5; C1-3 e C4 e C5; T1-2
Corrida de estrada: B; H2-4 e H5; C1-3 e C4-5; T1-2

MISTA
Contrarrelógio: H1-5

CALENDÁRIO

30/08
Homens
Contrarrelógio: C1 e C2; H1, H2, H3, H4 e H5

Mulheres
Contrarrelógio: C1-3, C4 e C5; H1-3 e H4-5

31/08
Homens
Contrarrelógio: T1-2; C3, C4 e C5; B
Corrida de estrada: H1-2 e H5

Mulheres
Contrarrelógio: T1-2; B

01/09
Homens
Corrida de estrada: H3 e H4; C1-3

Mulheres
Corrida de estrada: H1-4 e H5; C4-5

02/09
Homens
Corrida de estrada: T1-2; C4-5

Mulheres
Corrida de estrada: T1-2; C1-3

Misto
Corrida de estrada: H1-5

03/09
Homens
Corrida de estrada: B

Mulheres
Corrida de estrada: B

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