Guia Paralimpíadas Tóquio 2020: Basquete em cadeira de rodas - Surto Olímpico

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Guia Paralimpíadas Tóquio 2020: Basquete em cadeira de rodas

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BASQUETE EM CADEIRA DE RODAS

Presente no programa esportivo dos Jogos Paralímpicos desde a primeira edição, em Roma 1960, o basquete em cadeira de rodas foi inicialmente praticado por soldados estadunidenses que perderam parte da capacidade motora devido aos graves ferimentos causados durante as batalhas na Segunda Guerra Mundial. Eles usavam o esporte como reabilitação.

A modalidade é coordenada pela Federação Internacional de Basquete em Cadeira de Rodas (IWBF). Essa entidade é responsável, por exemplo, pela padronização das cadeiras utilizadas na prática do esporte e suas adaptações necessárias.

De acordo com as regras do basquete em cadeira de rodas, um jogador deve efetuar um arremesso, passar ou quicar a bola, a cada dois impulsos dados na cadeira. Por outro lado, coisas como o tempo de jogo (quatro quartos de 10 minutos), tamanho da quadra (28m de comprimento por 15m de largura), altura da cesta (3,05m) e número de atletas em quadra, por time (5), seguem o padrão do basquete olímpico.

As maiores potências paralímpicas da modalidade são os Estados Unidos (12 ouros, duas pratas e sete bronzes) e o Canadá (seis ouros, uma prata e um bronze) na contagem geral de medalhas, juntando as do feminino com a do masculino. Na América do Sul, o único país que foi ao pódio do basquete em cadeira de rodas foi a Argentina, que conquistou a medalha de ouro no feminino, em Heidelberg 1972, além de outras quatro medalhas (duas no feminino e duas no masculino).

Nas últimas cinco edições paralímpicas, a seleção masculina canadense conquistou três medalhas de ouro (Foto: Wheelchair Basketball Canada)
Durante as duas primeiras edições paralímpicas (Roma 1960 e Tóquio 1964), o basquete em cadeira de rodas contou apenas com competições masculinas, que foram divididas em duas classes: uma de atletas com paraplegia completa e outra para jogadores com paraplegia incompleta.

Só em Tel Aviv 1968, esse formato de separação de classes masculinas foi abandonado, deixando apenas um torneio para os homens e abrindo espaço para um evento feminino.

CLASSIFICAÇÃO

É importante ressaltar que na classificação de comprometimento físico-motor, os atletas são avaliados numa escala de 1 a 4,5.

Quanto maior for o comprometimento na habilidade motora de um jogador, menor é o número de sua classificação. A soma do número de classificação de cada um dos atletas que estiverem em quadra, não pode ultrapassar 14.

(Foto: Reprodução/BORP)
Em caso de infração às regras, o treinador é punido com uma falta técnica, além de ser obrigado a corrigir a constituição do time em quadra, dentro das especificações permitidas.

HISTÓRICO DO BRASIL

O basquete em cadeira de rodas foi o esporte responsável pelo início do movimento paralímpico no Brasil. Hoje, o país conta com mais de 100 clubes da modalidade, que passou a ser desenvolvida por aqui, no final dos anos 50, principalmente com a criação do Clube do Otimismo, no Rio de Janeiro.

Em nosso país, é a Confederação Brasileira de Basquete em Cadeira de Rodas (CBBC) que regulamenta tal esporte. A estreia paralímpica do Brasil na modalidade ocorreu nos Jogos de Heidelberg 1972, com o time masculino, logo na primeira vez em que enviamos uma delegação para o megaevento.

(Foto: International Wheelchair Basketball Federation) 
Já a seleção brasileira feminina de basquete em cadeira de rodas competiu pela primeira vez num torneio paralímpico em Atlanta 1996.

Apesar da popularidade do basquete no Brasil, nossa seleção nunca faturou uma medalha paralímpica no basquete em cadeira de rodas. Nossas maiores glórias neste esporte foram os três bronzes conquistados em três edições seguidas dos Jogos Parapan-americanos (Guadalajara 2011, Toronto 2015 e Lima 2019) no evento feminino.

(Foto: Washington Alves/MPIX/CPB)
Em Jogos Paralímpicos, a seleção brasileira masculina ficou em quinto lugar na Rio 2016, enquanto o time feminino obteve a sétima posição, as melhores campanhas do Brasil neste esporte, no megaevento poliesportivo.

O Brasil não se classificou para o torneio paralímpico de Tóquio 2020, ficando de fora mesmo após as boas atuações na Rio 2016, quando foi o país-sede.

DISPUTAS

Torneio masculino de basquete em cadeira de rodas
Torneio feminino de basquete em cadeira de rodas

CALENDÁRIO

Torneio masculino
Começa: 25/08
Final: 05/09

Torneio feminino
Começa: 24/08
Termina: 04/09

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