Guia Paralimpíadas de Tóquio 2020: Remo - Surto Olímpico

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Provas do remo paralímpico em Tóquio


O REMO PARALÍMPICO

O remo é um esporte recente nos Jogos Paralímpicos, fazendo sua estreia apenas nos Jogos de Pequim-2008. Porém, há registro de pessoas com deficiência praticando a modalidade há mais de um século. Em 1913, o professor George Clifford Brown criou uma equipe de remo no Colégio de Worcester para Cegos, no Reino Unido. E nos anos seguintes, surgiram outras instituições na Grã-Bretanha que ofereciam o remo como atividade de reabilitação para ex-soldados que perderam a visão na 1ª Guerra Mundial. Nessa época, era comum que barcos com remadores com deficiências visuais competissem contra pessoas sem deficiências em algumas regatas,  com auxílio de um timoneiro que enxergasse.

Regata com remadores cegos em Sussex (GBR) em 1922 - Foto: Reprodução/British Patté

Anos depois, o primeiro registro de pessoas com deficiência competindo no remo fora do Reino Unido veio em outubro de 1945, quando alguns veteranos da 2ª Guerra Mundial participaram da Regata Anual da Marinha dos Estados Unidos. 

A partir da década de 1970, programas de remo adaptado começaram a ser desenvolvidos em outros países como Austrália, França e Alemanha. E em 1991, foi realizada nos Países Baixos a primeira Copa do Mundo de remo adaptado reconhecida pela Federação Internacional de Remo (FISA). 

As provas de remo para pessoas com deficiências foram incluídas no Campeonato Mundial da modalidade em 2002, após a FISA criar um sistema de classificação dos atletas, visando uma futura inclusão nos Jogos Paralímpicos, que ocorreu em 2008. 

A Grã-Bretanha é a principal potência da modalidade, tendo conquistado 6 das 12 medalhas de ouro distribuídas nos Jogos Paralímpicos.

Equipe britânica do quatro com timoneiro ouro em Londres-2012 - Foto: Steve Selwood
Para Tóquio 2020, a novidade no ciclo foi a mudança na distância das provas. Antes, o remo paralímpico era disputado em regatas de 1000m. Agora, as provas são disputadas em uma distância de 2000m, como as provas do remo olímpico.

CLASSIFICAÇÃO

No remo, participam atletas com deficiências físicas e visuais, divididos em três classes. 

PR1 - Atletas com pouca ou nenhuma função no tronco. Esses remadores impulsionam o barco usando a força dos braços e dos ombros. Por terem pouco equilíbrio ao sentar, os atletas da classe são amarrados ao assento.

PR2 - Remadores com uso funcional de braços e tronco, mas com ausência de função nas pernas.

PR3 - Remadores com função residual nas pernas, permitindo que eles possam deslizar no assento. A classe também inclui atletas com deficiência visual.

HISTÓRICO DO BRASIL

A prática do remo paralímpico começou no Brasil na década de 1980, através de um projeto da Superintendência  de Desportos  do  Rio  de  Janeiro  (SUDERJ). O programa “Remo Adaptado” foi criado com foco na reabilitação e no lazer de pessoas com deficiência física, intelectual e auditiva. 

Com a inclusão do remo no programa dos Jogos Paralímpicos, a Confederação Brasileira de Remo (CBR) reativou seu departamento de remo adaptável em 2005 e nos anos seguintes, o Brasil conseguiu suas primeiras medalhas internacionais.

No Campeonato Mundial de 2007, na Alemanha, o Brasil conquistou duas medalhas de ouro com Cláudia Santos no skiff simples feminino e Josiane Lima e Lucas Pagani no skiff duplo misto.

Josiane Lima e Elton Santana bronze no remo nos Jogos Paralímpicos Pequim 2008
Josiane Lima e Elton Santana, medalhistas de bronze em Pequim-2008 - Foto: CPB
Em Pequim-2008, na estreia da modalidade em Jogos Paralímpicos, o Brasil conquistou um bronze com Josiane Lima e Elton Santana no skiff duplo misto na antiga classe TA. Essa é a única medalha do Brasil no remo em Paralimpíadas. Nas participações seguintes, em Londres-2012 e na Rio-2016, o melhor resultado foi o quarto lugar de Cláudia Santos em 2012 no skiff simples.

Além das medalhas de 2007, o Brasil tem outros seis pódios em Campeonatos Mundiais: 2 ouros (em provas que não estão no programa dos Jogos Paralímpicos), 2 pratas e 2 bronzes.

Cláudia Santos na final do skiff simples na Rio-2016 - Foto: Marcio Rodrigues/MPIX/CPB


BRASILEIROS EM TÓQUIO-2020

Cláudia Santos: PR1
Idade: 44
Participações paralímpicas: 3 (de Pequim-2008 a Rio-2016)
Medalhas: 0

Renê Campos Pereira: PR1
Idade: 41
Participações paralímpicas: 1 (Rio-2016)
Medalhas: 0

Michel Pessanha: PR2
Idade: 42
Participações paralímpicas: 1 (Rio-2016)
Medalhas: 0

Josiane Lima: PR2
Idade: 46
Participações paralímpicas: 3 (de Pequim-2008 a Rio-2016)
Medalhas: 1 bronze

Ana Paula de Souza: PR3
Idade: 36
Participações paralímpicas: 0
Medalhas: 0

Diana Barcelos: PR3
Idade: 33
Participações paralímpicas: 0
Medalhas: 0

Jairo Klug: PR3
Idade: 37
Participações paralímpicas: 1 (Londres-2012)
Medalhas: 0

Valdeni da Silva Junior: PR3
Idade: 31
Participações paralímpicas: 0
Medalhas: 0

Jucelino da Silva: PR3 - timoneiro
Idade: 49
Participações paralímpicas: 0
Medalhas: 0

DISPUTAS

Skiff simples masculino PR1
Skiff simples feminino PR1
Skiff duplo misto PR2
Quatro com timoneiro PR3 

CALENDÁRIO

26/08 - Eliminatórias - a partir das 21h30
27/08 - Repescagem - a partir das 21h30
28/08 - Finais B - a partir das 21h30
28/08 - Finais A - a partir das 22h50
 

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