Brasil volta a oscilar, leva virada da Argentina e sai de Tóquio sem medalha no vôlei masculino - Surto Olímpico

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Brasil volta a oscilar, leva virada da Argentina e sai de Tóquio sem medalha no vôlei masculino

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O ciclo olímpico depois da Rio-2016 credenciava o Brasil ao ouro no voleibol masculino em Tóquio: vice-campeão do Mundial de 2018 e campeão da Copa do Mundo de 2019 e da Liga das Nações de 2021. Porém, o jogo é decidido na quadra. Na madrugada deste sábado (07), a equipe perdeu para a Argentina por 3 sets a 2 (23-25, 25-20, 25-20, 17-25 e 13-15) na disputa do bronze e terminou os Jogos sem medalha.

Com o resultado, os argentinos conquistaram sua segunda medalha olímpica na história do vôlei masculino. A primeira havia sido o bronze nos Jogos Olímpicos de Seul-1988, quando o país também venceu o Brasil na disputa da medalha pelo mesmo placar: 3 a 2. Já para o Brasil, é a primeira vez desde Sidney-2000 que a seleção masculina sai sem medalha na modalidade.

O grande destaque argentino no jogo foi o ponteiro Facundo Conte. Eficiente no ataque, Conte também comandou o fundo de quadra de sua equipe e terminou o jogo com 21 pontos, melhor número da partida. O levantador Luciano De Cecco também teve atuação brilhante, aplicando uma distribuição que driblou o bloqueio brasileiro na maior parte do duelo.

Pelo Brasil, a maior parte da equipe esteve abaixo do que se espera. Wallace terminou o jogo com 17 pontos, enquanto o central Lucão fez 14, com aproveitamento de mais de 50% nos ataques. Os ponteiros do Brasil foram irregulares, com Lucarelli, Douglas e Leal se revezando ao longo de toda a partida na busca pela melhor formação

Sem pódio na quadra e na praia até aqui, o vôlei, que foi o carro-chefe do Brasil nas últimas edições olímpicas, só trará uma medalha para o país nos Jogos de Tóquio. Garantida na final, a seleção feminina decide o ouro contra o Estados Unidos à 01h30 deste domingo (08).

Times iniciais


Brasil: Bruninho, Wallace, Lucão, Maurício Souza, Lucarelli, Leal e Thales (L). Técnico: Renan Dal Zotto. Entraram: Douglas Souza, Cachopa, Alan, Isac e Maurício Borges.

Argentina: Luciano De Cecco, Bruno Lima, Sebastian Solé, Agustin Loser, Ezequiel Palacios, Facundo Conte e Santiago Danani (L). Técnico: Marcelo Méndez. Entraram: Martin Ramos, Matias Sanchez, Cristian Poglajen e Federico Pereyra.

O jogo


O primeiro set começou com muito equilíbrio. Os dois times trocaram pontos até o 5 a 5, quando a Argentina encaixou dois bloqueios consecutivos em Leal e Lucarelli e abriu 7 a 5. O Brasil logo reagiu e buscou o empate, em largadinha de Lucão, mas os argentinos responderam e retomaram o controle com 9 a 7.

Os atacantes de ponta do Brasil não começaram bem na virada de bola, o que dificultou uma nova reação brasileira. Com o placar de 13 a 9 contra, Renan Dal Zotto acionou Douglas Souza no lugar de Leal. Enquanto isso, Facundo Conte voava do lado argentino. Em ataque dele, os hermanos abriram 18 a 14 e encaminharam a vitória no set.

A seleção brasileira ainda esboçou uma reação, encostando em 19 a 18. A partir daí, a Argentina conseguiu frear o ímpeto do time brasileiro e trocou pontos até a reta final do set. Com o nono ponto de Conte, o time celeste venceu a primeira parcial por 25 a 23.

Facundo Conte teve atuação perfeita no primeiro set, com 9 pontos marcados (Foto: Reprodução/FIVB)

Para o segundo set, Douglas Souza seguiu em quadra no lugar de Leal. E foi dele o primeiro ponto da parcial. Assim como no set anterior, o jogo começou equilibrado. Até que, erro de ataque de Conte, o Brasil conseguiu abrir 7 a 5. Depois, Maurício Souza bloqueou Palacios em bola pelo fundo para aumentar a vantagem para 10 a 7.

Os argentinos não se abalaram e seguiram a perseguição aos brasileiros no placar. O empate chegou em erro de ataque de Lucão: 13 a 13. Na bola seguinte, Wallace virou um ataque importantíssimo e recolocou o Brasil à frente.

O jogo seguiu nervoso, com muitos erros de saque de ambos os lados. Aos poucos, o bloqueio da seleção brasileira encaixou, e um toco contra Bruno Lima colocou o placar em 20 a 17. Depois, foi só administrar a vantagem e fechar a parcial em 25 a 20, empatando o jogo em 1 a 1. Detalhe: o ponto final foi em bloqueio sobre Conte, melhor jogador da Argentina até então.

Wallace comandou a seleção brasileira no segundo set (Foto: Reprodução/FIVB)

A derrota no set anterior não abalou os argentinos, que foram para o terceiro set com tudo e abriram 6 a 2. Depois, um ace de Bruno Lima - o primeiro em todo o jogo - levou o placar para 9 a 5. Tentando evitar que os rivais disparassem na dianteira como no set inicial, o Brasil reagiu e empatou em 10 a 10. Porém, um erro de ataque de Wallace deu alívio aos argentinos, que chegaram a 13-11.

O oposto brasileiro se redimiu logo depois, com um ace que empatou o set em 13 a 13. Conte respondeu na mesma moeda, pontuando no saque e recolocando dois pontos de vantagem. Na sequência, Douglas Souza foi bloqueado. Perdendo o rumo do set, Renan recolocou Leal no lugar de Douglas para recuperar a virada de bola.

A mudança fez efeito, e o Brasil empatou a parcial novamente em 16 a 16. Depois, Leal conseguiu um ace para dar ao país a dianteira pela primeira vez no set. A vantagem aumentou para 19-17 em erro de Solé. Com uma margem mais tranquila, a seleção administrou a reta final da parcial e fechou com bloqueio simples de Wallace em Conte: 25 a 20.

Lucão teve grande aproveitamento no ataque ao longo de todo o jogo (Reprodução/FIVB)

O quarto set começou com o mesmo equilíbrio visto no início das parciais anteriores, até que os argentinos abriram 8 a 6 com ataque de Bruno Lima. Depois, Wallace foi bloqueado por Palacios, aumentando a desvantagem para três pontos.

Precisando de algo diferente para reverter a situação adversa, Renan acionou Cachopa e Alan na inversão do 5-1. Mesmo assim, o jogo do Brasil seguiu desencaixado, e os argentinos abriram 12 a 7 em dois erros consecutivos de Lucarelli no ataque. A inversão foi logo desfeita, e os hermanos seguiram abrindo: 15 a 7.

A virada de bola do Brasil parou de funcionar, muito por conta do bloqueio argentino, que leu com maestria o jogo do Bruninho. Com tranquilidade, a Argentina manteve a intensidade até o fim e levou o set por 25 a 17. O último ponto representou bem a atuação ruim da seleção na parcial: Lucarelli sacou por baixo da rede.

Bloqueio argentino anulou completamente o ataque brasileiro no quarto set (Foto: Reprodução/FIVB)

A apatia vista na seleção brasileira no set anterior se manteve no início do tie-break, e os argentinos abriram 3 a 0. Sem consistência no ataque, os erros se multiplicavam do lado verde e amarelo. Com 8 a 4 contra, Alan e Cachopa entraram na inversão do 5-1 novamente. A mudança, junto à presença de Douglas Souza em quadra, incendiou a seleção, que encostou em 10-9.

A reação parecia próxima, mas o Brasil voltou a desperdiçar contra-ataques no momento decisivo. Os argentinos aproveitaram a instabilidade e abriram 12 a 9. Porém, o destino reservava mais emoções para o set: Lucarelli teve grande passagem pelo saque, marcou um ace e empatou o jogo em 12 a 12. Mas os argentinos se recuperaram, bloquearam Douglas no ponto final e ficaram com o bronze.

Foto: Reprodução/FIVB

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