Guia Tóquio 2020: Remo - Surto Olímpico

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Como funciona o remo em Olimpíadas

FICHA TÉCNICA
Local de disputa: Sea Forest Waterway
Período: 23/07 a 30/07
Número de países participantes: 80
Atletas participantes: 526 competidores (268 em cada naipe)
Brasil: Lucas Verthein (skiff simples masculino)

HISTÓRICO
O remo deveria estar no rol de modalidades que foram disputadas em todas as edições olímpicas, a exemplo de atletismo, ciclismo, esgrima, ginástica e natação. Porém, o esporte acabou não sendo realizado em Atenas 1896, embora uma regata estivesse prevista no programa. Uma das explicações seria o mau tempo na costa grega, que impediu que a competição ocorresse. Outra versão afirma que os barcos não teriam sido providenciados a tempo para a disputa.

Com isso, a estreia olímpica do remo ocorreu em Paris 1900, com a realização de cinco regatas. Sobre uma delas, paira um grande mistério da história dos Jogos Olímpicos. Na prova do Dois Com, a equipe de Amsterdã, Países Baixos, teria solicitado a ajuda de um jovem francês para ser o timoneiro do barco, de forma a tornar a embarcação mais leve. Com o título dos neerlandeses, é possível que esse adolescente seja o atleta mais novo da história a ser campeão olímpico, mas sua identidade jamais foi reconhecida ou registrada.

Com o passar do tempo, a competitividade e o número de países participantes nas provas de remo foi aumentando. Porém, a participação de mulheres no remo só começou a ser aceita em Montreal 1976, com a inclusão de seis eventos femininos. A pessoa com maior número de medalhas na modalidade é a romena Elisabeta Lipa, com cinco ouros e oito pódios ao todo.

Elisabeta Lipa sendo celebrada por suas colegas romenas em Atenas 2004, sua última participação olímpica (Foto: Reprodução)
Os Estados Unidos lideram o quadro de medalhas histórico do remo, com 33 ouros. O número de conquistas é o mesmo da extinta Alemanha Oriental, que dominou o esporte entre os Anos 1960 e 1970. Nos últimos anos, a Grã-Bretanha se tornou a grande nova potência do esporte no cenário global.

Maiores medalhistas remo Olimpíadas


BRASIL
O remo é uma modalidade importante na trajetória do esporte brasileiro. Muitos clubes de futebol do país surgiram a partir de regatas de remo - em especial, no Rio de Janeiro, com a fundação de Flamengo, Vasco da Gama e Botafogo na passagem do Século XIX para o XX. A primeira participação olímpica do país foi em Antuérpia 1920, com Guilherme Lorena, João Jório, Alcides Vieira, Abrahão Saliture e Ernesto Flores Filho participando do quatro com.

Depois de décadas de afirmação, o ápice do remo olímpico do Brasil veio nos anos 1980, quando o Brasil classificou dez atletas nas três edições dos Jogos realizadas no período. O melhor resultado da história do remo brasileiro também veio nessa época, com o quarto lugar no Dois Com de Los Angeles 1984, em barco tripulado por Walter Hime Soares, Ângelo Rosso Neto e pelo timoneiro Nilton Silva Alonço.

Mesmo com toda a história da modalidade no país, a primeira participação de uma mulher brasileira no remo olímpico só veio em Atenas 2004, quando Fabiana Beltrame competiu no skiff simples e terminou na 14ª posição. O grande destaque de Beltrame, porém, viria em 2011, quando conquistou o ouro no skiff simples leve no Campeonato Mundial em Bled, na Eslovênia.

Fabiana Beltrame foi campeã mundial em 2011 (Foto: Bruno Miani/Inovafoto)
Nos últimos anos, o remo brasileiro perdeu força no cenário mundial. Na Rio 2016, o Brasil teve dois barcos classificados, ambos no skiff duplo leve: Xavier Vela e Willian Giaretton, no masculino; e Vanessa Cozzi e Fernanda Nunes, no feminino. Para Tóquio 2020, apenas Lucas Verthein conseguiu vaga, tendo vencido a seletiva das Américas no skiff simples.

FORMATO DE DISPUTA
Ao todo, o remo terá 14 eventos em disputa nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Pela primeira vez na história, o número de provas femininas será igual ao das masculinas, com 7 para cada gênero. A saída do quatro sem leve masculino para a entrada do quatro sem feminino foi a primeira mudança no programa olímpico do esporte desde Atlanta 1996.

As provas são divididas em dois grupos. Um deles é conhecido como skiff, em que os atletas competem com um par de remos. Nesse grupo, estão incluídas as disputas do skiff simples (1 remador), skiff duplo (2 remadores), skiff duplo leve (2 remadores com limite máximo de peso) e skiff quádruplo (4 remadores).

No outro grupo, cada participante leva apenas um remo, o que implica que as equipes devem ter sincronismo para realizar o movimento de forma conjunta. No programa olímpico, existe a prova em pares e em quartetos sem a presença de timoneiro, que é o atleta responsável apenas por ditar o ritmo da prova (dois sem e quatro sem). Já a prova do oito com é a única a contar com a presença do timoneiro.

As regatas ocorrem em um percurso de 2000 metros em linha reta. Em Tóquio, todas as provas terão a disputa das eliminatórias, da repescagem, da semifinal e da final. No skiff simples masculino e feminino, quartas-de-final também serão realizadas, devido ao grande número de atletas inscritos.

ANÁLISES

SKIFF SIMPLES MASCULINO
Datas: 23/07 a 30/07;
Número de atletas participantes: 32, de 32 países;

Favoritos ao ouro: Oliver Zeidler (ALE), Sverri Sandberg Nielsen (DIN) e Kjetil Borch (NOR);
Candidatos ao pódio: Damir Martin (CRO) e Mindaugas Griskonis (LIT);
Podem surpreender: Jordan Parry (NZL) e Gennaro di Mauro (ITA).
Brasil: Lucas Verthein

Sem o bicampeão olímpico Mahé Drysdale (NZL) e o cinco vezes campeão mundial Ondrej Sinek (CZC), a briga pelo ouro deve ficar entre os três medalhistas da última edição do Campeonato Mundial, disputada em 2019 em Ottsensheim, Áustria. Na ocasião, o alemão Oliver Zeidler foi o vencedor. Zeidler também ganhou duas das três etapas da Copa do Mundo disputadas neste ano e vem forte na briga pelo ouro.

O outro título da Copa do Mundo ficou com o dinamarquês Sverri Nielsen, campeão europeu em 2020 e vice-campeão mundial em 2019. Nielsen deve ser o principal rival do alemão em Tóquio. Outro nome forte é o do norueguês Kjetil Borch, campeão mundial em 2018 e bronze em 2019. Prata na Rio 2016, o croata Damir Martin é candidato ao pódio, assim como o lituano Mindaugas Griškonis.

Olho também no neozelandês Jordan Parry e no italiano Gennaro di Mauro (ITA), que devem brigar pela última vaga na final. Único brasileiro inscrito no remo, Lucas Verthein briga para avançar às quartas-de-final. Daí para frente, qualquer resultado será muito positivo.

Surfista do Botafogo, Lucas Verthein vai representar o Brasil no remo em Tóquio (Mirian Jeske/CBR)

SKIFF SIMPLES FEMININO
Datas: 23/07 a 30/07;
Número de atletas participantes: 32, de 32 países;

Favorita ao ouro: Sanita Puspure (IRL);
Candidatas ao pódio: Emma Twigg (NZL), Kara Kohler (USA), Jeannine Gmelin (SUI) e Magdalena Lobnig (AUT);
Podem surpreender: Victoria Thornley (GBR) e Carling Zeeman (CAN).

A grande favorita ao ouro no skiff simples feminino é a irlandesa Sanita Puspure. A remadora de 39 anos evoluiu de uma final C na Rio 2016 para o bicampeonato mundial em 2018 e 2019 e o título europeu em 2020. Na temporada 2021, ela tem o bronze na Copa do Mundo de Lucerna como melhor resultado, mas sempre costuma crescer nos grandes torneios.

A briga pelas medalhas deve ser acirrada entre outras quatro remadoras: a vice-campeã mundial de 2019, Emma Twigg (NZL); a medalhista de bronze do mesmo Mundial, Kara Kohler (USA); a finalista olímpica em 2016 e campeã do mundo em 2018, Jeannine Gmelin (SUI); e a vice-campeã europeia e medalhista de bronze nos Mundiais de 2017 e 2018, Magdalena Lobnig (AUT). Victoria Thornley (GBR) e Carling Zeeman (CAN) são outros nomes para ficar de olho.


SKIFF DUPLO MASCULINO
Datas: 23/07 a 28/07;
Número de atletas participantes: 26, de 13 países

Favorita ao ouro: China (CHN);
Candidatos ao pódio: França (FRA), Irlanda (IRL) e Polônia (POL);
Podem surpreender: Grã-Bretanha (GBR), Países Baixos (NED), Nova Zelândia (NZL) e Suíça (SUI).

Campeões mundiais em 2019, os chineses Liu Zhiyu e Zhang Liang são os favoritos ao ouro no skiff duplo. Porém, a prova promete ser equilibrada, com os vice-campeões mundiais Philip Doyle e Ronan Byrne, da Irlanda, e os medalhistas de bronze Miroslaw Zietarski e Mateusz Biskup, da Polônia, chegando perto.

Também são candidatos à medalha os franceses Hugo Boucheron e Matthieu Androdias, campeões mundiais em 2018. Já a campeã mundial de 2017, Nova Zelândia, não terá John Storey no barco e desce um degrau na briga. Países BaixosSuíça e Grã-Bretanha também têm duplas interessantes e podem surpreender.


SKIFF DUPLO FEMININO
Datas: 23/07 a 28/07;
Número de atletas participantes: 26, de 13 países

Favorita ao ouro: Nova Zelândia (NZL);
Candidatos ao pódio: Romênia (ROM) e Países Baixos (NED);
Podem surpreender: França (FRA) e Lituânia (LTU).

Brooke Donoghue têm tudo para dar o ouro no skiff duplo para a Nova Zelândia, ao lado da nova parceira, Hannah Osbourne. Medalhista nos três últimos mundiais (incluindo títulos em 2017 e 2019), quando competiu com Olivia Loe, Donoghue é a grande atleta da prova. Mesmo se ausentando nas etapas da Copa do Mundo deste ano, as neozelandesas devem chegar fortes na briga pelo ouro.

A Nova Zelândia é favorita ao ouro em Tóquio (Foto: Steve McArthur/RowingNZ)
Suas principais rivais serão as romenas Nicoleta-Ancuţa Bodnar e Simona Radiș, vice-campeãs mundiais em 2019 e campeãs europeias em 2020. A dupla neerlandesa Roos de Jong e Lisa Scheenaard, bronze no Mundial de 2019, venceram a Copa do Mundo de Sabaudia em junho e também chegam com chances.


SKIFF DUPLO PESO LEVE MASCULINO
Datas: 24/07 a 29/07;
Número de atletas participantes: 36, de 18 países

Favoritas ao ouro: Itália (ITA) e Irlanda (IRL);
Candidatos ao pódio: Alemanha (GER) e Noruega; (NOR)
Podem surpreender: Espanha (ESP), Bélgica (BEL) e Polônia (POL).

Duas duplas prometem disputar remada a remada o ouro no skiff duplo leve. Pela Irlanda, Fintan McCarthy e Paul O'Donovan venceram o Mundial de 2019 - O’Donovan ainda foi prata na Rio 2016 e campeão mundial em 2018 ao lado de seu irmão, Gary O’Donovan. Já os italianos Stefano Oppo e Pietro Ruta foram medalhistas de prata nos três Campeonatos Mundiais disputados no ciclo e campeões do Europeu do ano passado.

No último duelo entre os dois barcos, na Copa do Mundo de Lucerna, Suíça, em maio deste ano, os irlandeses levaram a melhor e foram campeões, com os italianos em 4º. Na ocasião, os barcos de Alemanha e Noruega completaram o pódio. Os dois países devem brigar pelo bronze em Tóquio.


SKIFF DUPLO PESO LEVE FEMININO
Datas: 24/07 a 29/07;
Número de atletas participantes: 36, de 18 países

Favoritas ao ouro: Grã-Bretanha (GBR), Países Baixos (NED) e Romênia (ROU);
Candidata ao pódio: França (FRA) e Comitê Olímpico da Rússia (ROC);
Pode surpreender: Belarus (BLR).

Mesmo tendo as atuais campeãs do mundo na prova - Zoe McBride e Jackie Kiddle -, a Nova Zelândia declinou a vaga no skiff duplo leve feminino devido a problemas de saúde de Zoe McBride em sua tentativa de se manter no peso limite. Isso parece ter aberto o caminho para três duplas brigarem pelo ouro. Uma delas é a parceria campeã mundial em 2018: Ionela-Livia Cozmiuc e Gianina Beleagă, da Romênia.

As neerlandesas Marieke Keijser e Ilse Paulis também são postulantes depois de terem conquistado o bronze no Mundial de 2018 e a prata, no de 2019. Elas também foram campeãs europeias em 2020. Por fim, as britânicas Emily Craig e Imogen Grant têm no currículo o bronze no Mundial de 2019 e a conquista da Copa do Mundo de Sabadia, em junho deste ano. A briga promete ser equilibrada entre esses três países, com França, Belarus e Comitê Olímpico da Rússia correndo por fora.


SKIFF QUÁDRUPLO MASCULINO
Datas: 23/07 a 27/07;
Número de atletas participantes: 40, de 10 países

Favoritos ao ouro: Países Baixos (NED) e Itália (ITA);
Candidatos ao pódio: Alemanha (GER), Estônia (EST) e Polônia (POL);
Pode surpreender: Austrália (AUS) e Grã-Bretanha (GBR).

O skiff quádruplo masculino promete ser uma das provas mais equilibradas do remo em Tóquio. A Itália aparece como uma das postulantes ao ouro, com o barco do país tendo sido campeão mundial em 2018 e bronze no Mundial de 2019. Três dos quatro atletas que disputaram as duas competições estarão no Japão.

Ao lado da Itália, aparecem os Países Baixos. Atuais campeões europeus e mundiais, os neerlandeses superaram os italianos na etapa de Lucerna da Copa do Mundo deste ano. Porém, a Itália devolveu e venceu a Copa do Mundo de Sabadia, que não contou com a participação holandesa.

Outros países fortes na briga são a Polônia, bronze no Mundial de 2019; a Alemanha, finalista no mesmo Mundial; e Estônia, atual medalhista de bronze olímpica e vencedora da Copa do Mundo de Zagreb, disputada entre março e abril deste ano. Ausente nas principais competições de 2021, a Austrália também pode surpreender, assim como a Grã-Bretanha.


SKIFF QUÁDRUPLO FEMININO
Datas: 23/07 a 27/07;
Número de atletas participantes: 40, de 10 países

Favoritos ao ouro: China (CHN) e Alemanha (GER);
Candidatos ao pódio: Países Baixos (NED) e Polônia (POL);
Podem surpreender: Itália (ITA), Grã-Bretanha (GBR) e Nova Zelândia (NZL).

O equilíbrio visto na prova masculina permanece no skiff quádruplo feminino. A China desponta como uma das postulantes ao ouro, por ser a atual campeã mundial e pela vitória na Copa do Mundo de Lucerne, em maio.

Mesmo ausente no pódio do último Mundial, a Alemanha teve boas participações nas etapas da Copa do Mundo disputadas neste ano e mostrou estar forte na briga. O país é o atual campeão olímpico da prova, mas nenhuma das atletas medalhistas no Rio estará em Tóquio.

Também podem entrar nessa disputa as delegações de Países Baixos - campeã mundial em 2017 e pódio nas duas últimas edições do torneio - e da Polônia - vencedora do Mundial de 2018. Itália e Grã-Bretanha cresceram na reta final do ciclo e podem surpreender em águas japonesas. Já a Nova Zelândia não participou das etapas da Copa do Mundo e é uma incógnita.


DOIS SEM MASCULINO
Datas: 24/07 a 29/07;
Número de atletas participantes: 26, de 13 países

Favorita ao ouro: Croácia (CRO);
Candidatas ao pódio: Austrália (AUS) e Nova Zelândia (NZL);
Podem surpreender: Romênia (ROU) e Sérvia (SRB).
Brasil: Não

Uma das poucas provas com favoritismo claro no remo, o dois sem masculino dificilmente não terá os irmãos croatas Martin e Valent Sinkovic no lugar mais alto do pódio. Os dois são os atuais bicampeões mundiais da prova e venceram as duas etapas da Copa do Mundo que disputaram esse ano. Isso sem contar as pratas no Europeu do ano passado e no Mundial de 2017. Se ficarem sem o ouro, será uma grande zebra.

Martin e Valentin Sinkovic são os franco-favoritos ao ouro no Dois Sem (Foto: Red Bull/Divulgação)
Medalhistas de prata e de bronze no último Mundial, Austrália e Nova Zelândia não competiram na Copa do Mundo deste ano devido à pandemia. Mesmo assim, são as principais candidatas ao pódio. Já a Romênia pode surpreender depois de ter batido a Croácia no Europeu do ano passado e ficado com o ouro. Olho também na Sérvia, que corre por fora.


DOIS SEM FEMININO
Datas: 24/07 a 29/07;
Número de atletas participantes: 26, de 13 países

Favorita ao ouro: Nova Zelândia (NZL)
Candidatos ao pódio: Austrália (AUS), Canadá (CAN), Estados Unidos (USA), Grã-Bretanha (GBR) e Romênia (ROU);
Podem surpreender: Espanha (ESP) e Irlanda (IRL).
Brasil: Não tem

Ouro nos Mundiais de 2017 e 2019 e prata no de 2018, Kerri Gowler e Grace Prendergast, da Nova Zelândia, são as favoritas ao título olímpico em Tóquio. Vale ressaltar que as duas foram medalhistas de prata na Rio 2016 e buscam melhorar seu resultado nas águas japonesas.

Um grande grupo de países se junta às neozelandesas na briga por medalhas, como a Austrália (prata no Mundial de 2019); o Canadá (ouro no Mundial de 2018); os Estados Unidos (prata no Mundial de 2017); a Grã-Bretanha (atual campeã olímpica); e a Romênia (campeã europeia). Espanha e Irlanda tiveram bons resultados na Copa do Mundo e também podem surpreender.


QUATRO SEM MASCULINO
Datas: 24/07 a 28/07;
Número de atletas participantes: 40, de 10 países;

Favoritas ao ouro: Grã-Bretanha (GBR), Austrália (AUS) e Itália (ITA);
Candidatas ao pódio: Romênia (ROU) e Polônia (POL);
Podem surpreender: Países Baixos (NED).
Brasil: Não tem

A prova do Quatro Sem masculina é difícil de ser analisada, já que nenhum país brilhou com muita intensidade ao longo de todo o ciclo. A Grã-Bretanha mostrou regularidade ao conquistar o bronze em três Mundiais consecutivos, mas as equipes que tripularam as embarcações eram diferentes em cada uma das conquistas. Neste ano, com o time que irá a Tóquio, o país venceu a Copa do Mundo de Lucerna, em maio.

Já a Austrália foi bicampeã mundial entre 2017 e 2018, e três remanescentes dessas conquistas estarão em Tóquio. Porém, o país foi apenas 6º no Mundial de 2019 e não competiu na Copa do Mundo deste ano. Já a Itália foi prata nos Mundiais de 2017 e 2018 e venceu a etapa de Sabadia em junho.

Mesmo campeã mundial em 2019, a Polônia figura apenas como candidata ao pódio devido à irregularidade que teve no ciclo. O mesmo vale para os Países Baixos, cuja embarcação foi campeã europeia em 2020. A Romênia, atual vice-campeã do mundo, também está na briga.


QUATRO SEM FEMININO
Datas: 24/07 a 28/07;
Número de atletas participantes: 40, de 10 países;

Favorita ao ouro: Austrália (AUS);
Candidatos ao pódio: Estados Unidos (USA) e Países Baixos (NED);
Podem surpreender: Dinamarca (DIN) e Grã-Bretanha (GBR).

A Austrália chega ao Japão com favoritismo no Quatro Sem feminino. Mesmo sem competir na Copa do Mundo desde ano, o país chega com os títulos mundiais de 2017 e de 2019 no currículo. Caso vençam em Tóquio, as australianas serão as primeiras campeãs olímpicas dessa prova desde 1992, quando o evento foi disputado pela única vez em Olimpíadas.

Um degrau abaixo, está a equipe dos Estados Unidos, que foi reformulada depois de ser campeã mundial em 2018. Destaque também para os Países Baixos, prata no último Mundial e ouro no Europeu de 2020. Dinamarca e Grã-Bretanha também estão no bolo na luta pelo pódio.


OITO COM MASCULINO
Datas: 25/07 a 30/07;
Número de atletas participantes: 56, de 7 países

Favorita ao ouro: Alemanha (GER);
Candidatas ao pódio: Países Baixos (NED), Grã-Bretanha (GBR) e Austrália (AUS);
Podem surpreender: Estados Unidos (USA), Nova Zelândia (NZL) e Romênia (ROU).
Brasil: Não tem

Tricampeã do mundo, a Alemanha chega como grande favorita ao ouro em Tóquio. O país tenta superar a prata conquistada na Rio 2016, quando o país perdeu o título para a Grã-Bretanha. Falando neles, os britânicos chegam como candidatos à medalha depois de dois bronzes nos últimos mundiais. O time também vem embalado por ter vencido os alemães na Copa do Mundo de Lucerna por apenas três centésimos.

Os Países Baixos vêm em ascensão na prova, saindo de uma final B no Mundial de 2018 para a prata no Mundial de 2019 e para o bronze no Europeu de 2020. A Austrália também é um time a ser considerado pela final do último Mundial, em que terminou na 4ª posição. Estados Unidos, Nova Zelândia e Romênia também têm bons resultados no ciclo e podem surpreender.


OITO COM FEMININO
Datas: 25/07 a 30/07;
Número de atletas participantes: 56, de 7 países

Favoritas ao ouro: Nova Zelândia (NZL), Austrália (AUS) e Estados Unidos (USA);
Candidatas ao pódio: Romênia (ROU) e Canadá (CAN);
Podem surpreender: Grã-Bretanha (GBR).
Brasil: Não tem

O ciclo do oito com feminino teve o domínio dividido entre Nova Zelândia (campeã Mundial de 2019), Austrália (bronze e prata nos Mundiais de 2018 e 2019, respectivamente) e Estados Unidos (ouro na Rio 2016 e no Mundial de 2017). Os três países devem brigar arduamente pela conquista em Tóquio.

Com seis rivais na prova, a Nova Zelândia é umas das favoritas ao ouro no Oito Com feminino (Foto: World Rowing/Reprodução)
Quem pode surpreender é a Romênia, que tem tradição na prova e foi campeã europeia em 2020. O Canadá foi prata nos Mundiais de 2017 e de 2018 e está de olho no pódio. A Grã-Bretanha corre por fora na briga, enquanto a China deve ficar distante dos rivais.

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