Guia Tóquio 2020: Polo Aquático - Surto Olímpico

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Guia Tóquio 2020: Polo Aquático

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Como funciona o polo aquático

FICHA TÉCNICA
Local de disputa: Tokyo Aquatics Centre
Período: 24/07 a 08/08
Número de delegações participantes: 16
Total de atletas: 308, sendo 22 reservas (13 jogadores em cada equipe + 1 reserva)
Brasil: Não se classificou

HISTÓRICO
Presente no programa desde Paris-1900, o polo aquático é a modalidade coletiva mais antiga dos Jogos Olímpicos. Desde que estreou, sempre esteve presente nos Jogos, com exceção a St.Louis-1904, quando foi inserida como esporte de demonstração. As mulheres sofreram com um atraso de cem anos e só foram fazer sua primeira aparição olímpica em Sydney-2000.

Historicamente, os torneios masculinos são dominados pela Europa. Apenas seis das 82 medalhas até hoje distribuídas entre os homens não foram conquistadas por países do continente - todas pelos Estados Unidos, que já faturaram três pratas e três bronzes. A Hungria é o país que domina a modalidade, tendo conquistado nove ouros, três pratas e três bronzes. 

Gyorgy Karpati segurando bola
Dono de quatro medalhas olímpicas, o húngaro Gyorgy Karpati é considerado o maior nome da história do polo aquático (Foto: FINA)
De Amsterdã-1928 até Moscou-1980, a Hungria foi ao pódio em todas as edições (12 medalhas seguidas). A Grã-Bretanha foi a responsável por uma das primeiras hegemonias olímpicas, tendo sido tetracampeã do polo aquático entre 1900 e 1920 (apesar de o COI não considerar, o título foi conquistado pela nação em 1900). Desde então, porém, o reino nunca mais foi ao pódio, seja entre homens ou mulheres.

A extinta Iugoslávia também foi dona de um grande poderio no polo aquático masculino no século passado, faturando três ouros e quatro pratas entre Melbourne-1952 e Seul-1988. Mesmo após sua dissolução, a tradição na modalidade se manteve entre os países que se desmembraram. Croácia e Sérvia, por exemplo, fizeram a final olímpica na Rio-2016.

Entre as mulheres, a distribuição de medalhas é mais democrática se comparada aos homens, mesmo tendo uma história mais curta. Os Estados Unidos dominam a disputa, tendo ido ao pódio em todas as cinco edições olímpicas já realizadas. O país, inclusive, é o atual bicampeão, tendo batido Espanha e Itália, respectivamente, em Londres-2012 e na Rio-2016. 

Seleção americana de polo aquático segurando medalha Rio 2016
A seleção norte-americana de polo aquático feminino foi ouro em Londres-2012 e na Rio-2016 (Foto: USA WP)
A Austrália também já medalhou três vezes no torneio feminino, sendo, inclusive, campeã em Sydney-2000. Além de Itália e EUA, Espanha, Países Baixos e Rússia são os únicos países a já terem medalhado entre homens e mulheres no polo aquático.

BRASIL
O Brasil nunca conquistou uma medalha olímpica no polo aquático. O país esteve presente em oito edições olímpicas com a equipe masculina e fez apenas uma aparição com a feminina, na Rio-2016, por ter sido o país-sede. Na ocasião, a seleção terminou na oitava colocação, perdendo os quatro jogos que fez.

O time masculino, por sua vez, tem como melhor resultado a sexta colocação logo em sua primeira participação, em Antuérpia-1920. A equipe venceu apenas um jogo, a França, na estreia, e perdeu nas quartas de final para a medalhista de bronze Suécia. Em Los Angeles-1932, a equipe chegou a disputar dois jogos - perdeu ambos -, mas acabou desqualificada após uma briga com juízes no segundo duelo. 

Já em Helsinque-1952, a seleção caiu na fase de grupos (9º). Nesta edição, a equipe foi liderada por João Havelange, que mais tarde tornou-se presidente da FIFA (Federação Internacional de Futebol) por mais de duas décadas.

Políticos que foram atletas
Presidente da FIFA por 24 anos, João Havelange foi nadador e jogador de polo aquático quando atleta (Foto: Olivier Morin)
Depois da Olimpíada finlandesa, o Brasil ficou de fora de Melbourne-1956 e participou de três edições seguidas, entre 1960 e 1968. No entanto, amargou a lanterna de seu grupo em todos estes torneios, disputando sempre as fases de “consolação” (12º, 13º e 13º, respectivamente). Em Los Angeles-1984, novas derrotas e uma 12ª colocação.

Após um hiato de 32 anos, o país voltou a disputar uma Olimpíada na Rio-2016, adquirindo a vaga por ter sido país-sede. Com diversos estrangeiros naturalizados no elenco, a equipe fez uma excelente campanha e terminou na oitava colocação, sendo eliminado nas quartas de final, pela vice-campeã Croácia. O time foi o responsável por impor a única derrota à campeã Sérvia, ainda na primeira fase. 

O Brasil não se classificou para a Olimpíada de Tóquio em nenhum dos naipes. Ambas as equipes obtiveram o direito de ir ao Pré-Olímpico Mundial, após terem sido medalhistas de bronze nos Jogos Pan-Americanos de Lima, em 2019. No entanto, apenas os homens participaram. Dadas as chances remotas de classificação, a CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) optou por não enviar a equipe feminina à competição. A seleção masculina perdeu os quatro jogos que fez no torneio.

Brasil polo aquático Olimpíadas
Com muitos estrangeiros, o Brasil fez uma campanha história na Rio-2016 (Foto: Sérgio Moraes/REUTERS)

FORMATO DE DISPUTA
O polo aquático possui formatos semelhantes nos torneios de Tóquio-2020. O torneio masculino conta com a presença de 12 equipes, divididas em dois grupos de seis. A competição feminina, por sua vez, tem dez países, divididos em dois grupos de cinco. Confira os grupos abaixo.

Dentro de uma mesma chave, todos se enfrentam contra todos e, ao final das cinco rodadas, os quatro melhores colocados avançam às quartas de final. O líder do grupo A enfrenta o quarto colocado do grupo B, enquanto o líder o grupo B enfrenta o quarto colocado do grupo A. Seguindo a mesma nuance, os segundos e terceiros colocados se cruzam na fase eliminatória. A partir daí, é um mata-mata.

Cada partida é disputada em quatro tempos de oito minutos. O cronômetro é parado sempre que há uma falta ou quando a bola sai de jogo.

Polo aquático regras tabela


ANÁLISE

MASCULINO
Eliminatórias: 25/07 a 06/08
Final: 08/08, às 04h30

Favoritos ao ouro: Itália (ITA), Sérvia (SRB) e Croácia (CRO)
Candidatos a medalha: Montenegro (MNE), Espanha (ESP) e Hungria (HUN) 
Podem surpreender: Estados Unidos (USA) e Grécia (GRE)
Brasil: Não tem

O torneio masculino do polo aquático sempre é uma das competições coletivas mais disputadas dos Jogos Olímpicos. Com o forte equilíbrio entre os europeus, diversos países chegam consolidados ao pódio e tudo pode acontecer na definição das medalhas. 

Analisando o momento, a Itália é hoje a principal favorita a conquistar o ouro em Tóquio. Prata em Londres e bronze no Rio, o País da Bota é o atual campeão mundial e vem de uma campanha consistente na Liga Mundial no mês passado, em que encerrou a primeira fase invicta. A equipe foi prata na Liga Mundial de 2017.

Itália e Grécia na Liga Mundial de polo aquático masculino
A Itália é uma das favoritas ao ouro em Tóquio (Foto: Divulgação/FINA)
Olhando pelo ciclo, a Sérvia aparece como outra postulante ao ouro. Atual campeã olímpica, a equipe venceu a Liga Mundial de 2017 e 2019 e, apesar de ficar sem títulos nos Mundiais do ciclo, foi bem regular, tendo sido bronze em 2017 e quinta colocada em 2019. Mesma situação vive a Croácia, prata na Rio-2016. A ex-Iugoslávia fez um ótimo ciclo, tendo sido campeã mundial em 2017 e bronze em 2019, além de ter faturado um bronze e uma prata na Liga Mundial.

Quem também foi muito regular no ciclo e vem crescendo ainda mais nas últimas competições preparatórias para a Olimpíada é a Espanha. O país foi vice-campeão das últimas três grandes competições que disputou: os Europeus de 2018 e 2020 e o Mundial de 2019. Na Liga Mundial deste ano, também foi prata. Já a Hungria chegou na semifinal em ambas as edições de Mundial do ciclo e foi vice na Liga de 2018.

O polo aquático é o principal esporte de Montenegro e o país sempre chega como candidato ao pódio na Olimpíada. Em sua curta história olímpica, Montenegro ficou em quarto lugar nas três edições que disputou (Pequim até Rio). Neste ciclo, o país fez um ótimo Pré-Olímpico este ano e foi campeã da Liga Mundial em 2018 e em 2021.

Liga Mundial de Polo Aquático 2021
Montenegro conquistou este ano seu terceiro título da Liga Mundial. Vem medalha em Tóquio? (Foto: Divulgação/FINA)
Estados Unidos e Grécia também são equipes fortes, mas estão um pouco atrás das demais seleções citadas. Podem surpreender, mas não são cotadas à medalha. Jogando em casa, o Japão pode aprontar, assim como fez o Brasil em 2016. Austrália, Cazaquistão e África do Sul não têm grandes perspectivas e almejam avançar ao mata-mata.


FEMININO
Eliminatórias: 24/07 a 05/08
Final: 07/08, às 04h30

Favorito ao ouro: Estados Unidos (USA)
Candidatos a medalha: Comitê Olímpico Russo (ROC), Espanha (ESP), Austrália (AUS) e Hungria (HUN) 
Podem surpreender: Países Baixos (NED) e Canadá (CAN)
Brasil: Não tem

Os Estados Unidos são o principal favorito a conquistar o ouro no polo aquático feminino. Atual bicampeã olímpica, o país está perto de conquistar o tri em Tóquio depois de ter dominado mais uma vez o ciclo. A equipe venceu os dois Mundiais - chega como atual tricampeã mundial - e foi campeã das quatro edições de Liga Mundial entre 2017 e 2021.

EUA e Hungria na final da Liga Mundial de Polo Aquático Feminino
EUA venceu a Hungria na final da Liga Mundial deste ano e faturou seu 14º título consecutivo (Foto: Divulgação/FINA)
Logo atrás das ianques aparece a Espanha, que foi vice mundial em 2017 e em 2019 e chega em Tóquio como a atual campeã europeia. Outros países que despontam como possíveis pedras no sapato dos EUA são a Austrália, bronze no último Mundial; o Comitê Olímpico Russo, bronze em todas as Ligas disputadas no ciclo; e a Hungria, quarta colocada no Mundial de 2019.

O Canadá foi prata no Pan de Lima, em 2019, e prata na Liga Mundial de 2017, podendo surpreender na luta pelo pódio. Mesma situação vive os Países Baixos, que foi campeão olímpico em Pequim-2008, mas ficou de fora das duas últimas edições. A nação foi ouro no Europeu de 2018 e quarta em 2020.

Espanha jogando na Liga Mundial de polo aquático feminino 2021
A Espanha foi vice-campeã mundial em 2017 e 2019 e quer quebrar a hegemonia dos Estados Unidos em Tóquio (Foto: Divulgação/FINA)

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