Guia Tóquio 2020: Ginástica Rítmica - Surto Olímpico

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Guia Tóquio 2020: Ginástica Rítmica

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FICHA TÉCNICA
Local de disputa: Centro de Ginástica Ariake
Período: 7/8 a 7/8
Número de países participantes: 20
Total de atletas: 96
Brasil: 5 atletas

HISTÓRICO

A ginástica rítmica é um esporte que combina elementos de dança e ginástica. Com auxílio de corda, fita, maça, arco ou bola, as atletas mostram flexibilidade, habilidade, força e coordenação, esse último principalmente nas provas por equipes. A Federação Internacional de Ginástica (FIG) reconheceu o esporte em 1963, mas só virou um evento olímpico em Los Angeles 1984, com a prova do individual geral.


Em 1996 foi a vez da prova por equipes ser adicionada. Nela, os conjuntos precisam mostrar que são completos e que têm habilidade com os aparelhos da ginástica. Um dos fatores que chamam atenção da rítmica é que, apesar de também ser praticada por homens, internacionalmente é um evento feminino, inclusive na Olimpíada.


Lori Fung foi a primeira campeã olímpica dos Jogos Olímpicos levando o ouro para o Canadá. Mas foi só, logo na edição seguinte as soviéticas já dominaram a prova, algo que se espalhou pelo leste europeu com grandes atletas também da Bulgária e Ucrânia. 


Ginástica Rítmica Los Angeles 1984
Lori Fung em Los Angeles 1984  (Foto: Kishimoto /IOC/1984)

Por sinal, Ekaterina Serebrianskayra, da Ucrânia, foi a última campeã olímpica do individual não-russa, nos Jogos Olímpicos de Atlanta 1996. Desde 2000 só russas vencem a competição.


Por ser uma prova que tem diferentes aparelhos e cada um com sua complexidade, além de envolver códigos de pontuação, a ginástica está constantemente em mudanças evolutivas. Desde 2018, por exemplo, as notas ficaram mais flexíveis, já que a nota de dificuldade foi deixada mais em aberto, favorecendo também as atletas que querem arriscar com exercícios mais complexos, mesmo que executados de maneira mais falha.


Conjunto da Rússia, ouro na Rio 2016 (Foto: Mike Blake/Reuters)


BRASIL

Desde a década de 60 a ginástica rítmica começou a se espalhar pelo Brasil. O esporte foi trazido por imigrantes do leste europeu. Já na década de 70 aconteciam os primeiros campeonatos a nível nacional, mas demorou um pouco para as brasileiras aparecerem para o mundo.

Por outro lado, o Brasil esteve na estreia da modalidade em Olimpíada, ficando em 24º lugar com Rosana Fávila. Em Barcelona, em 1992, Marta Cristina voltou a colocar o Brasil na competição individual, mas fechou com a 41ª melhor nota entre 43 ginastas.
Natália Gaudio se apresenta com a fita na Rio 2016  (Foto: Ricardo Bufolin/CBG)
O Brasil só voltou para o torneio individual na Rio 2016 com Natália Gaudio, que, em casa, foi 23ª - o melhor resultado de uma brasileira na competição individual. 

Na prova do conjunto as brasileiras ficaram em 8º no conjunto em 2000 e 2004, mas não se classificaram para Pequim 2008 e Londres 2012. No Rio, o conjunto formado por Morgana Kmach, Emanuelle Lima, Jessica Maier, Gabrielle da Silva e Francielly Pereira ficaram com a nona posição.

Conjunto brasileiro em Atenas 2004 (Foto: Reprodução/Olympic Channel)

FORMATO DE DISPUTA
No individual, todas as 26 ginastas competem primeiro na qualificação, se apresentando nos quatro aparelhos: arco, bola, maças e fita. Para cada série, a ginasta recebe uma pontuação composta por 3 partes: a nota de execução e as nota de dificuldades do aparelho e do corpo. A classificação é definida com a soma das pontuações feitas nos quatro aparelhos. As 10 melhores ginastas avançam para final onde se apresentam novamente em todos os aparelhos.

Arina Averina no Mundial de 2017 (Foto: Ricardo Bufolin/CBG)
No conjunto, cada equipe faz duas apresentações. A primeira é feita com todas as ginastas usando o mesmo aparelho. Em Tóquio, a bola será usada. Já a segunda série é com as ginastas usando dois aparelhos diferentes. Na Olimpíada, as apresentações serão com três arcos e dois pares de maças. Cada apresentação recebe uma nota e as duas são somadas para definir a classificação final. Os oito melhores conjuntos avançam para a disputa de medalhas.


ANÁLISE

INDIVIDUAL GERAL

Qualificação: 1ª e 2ª rotação - 05/08 às 22h20, 3ª e 4ª rotação - 06/08 às 02h50
Final: 07/08, às 03h20

Favorito ao ouro: Dina Averina (ROC) 
Candidatos a medalha: Linoy Ashram (ISR) e Arina Averina (ROC)
Podem surpreender: Katrin Taseva (BUL) Vlada Nikolchenko (UKR)
Brasil: Sem representante

É claro que o amplo favoritismo é para a Rússia. As irmãs gêmeas Dina e Arina Averina são as grandes favoritas à medalha. Dina é atual tricampeã mundial, de 2017 a 2019. Arina foi prata em 2017 e 2019.

Dina Averina no Mundial de 2017 (Foto: Ricardo Bufolin/CBG)
Quem mais deve ameaçar a dinastia russa, que dura desde 2000, é a israelense Linoy Ashram, prata em 2018 e bronze em 2017 e 2019. Nunca alguém chegou tão próximo das atletas da Rússia nos últimos anos. Quem sabe Ashram não bate as russas.

Linoy Ashram no Mundial de 2019 (Foto: Ricardo Bufolin)
A prova não deve ter surpresas, mas se tiver, são grandes as chances de Taseva, da Bulgária, e Nikolchenko, da Ucrânia, chegarem ao pódio. Taseva está sempre no top-10 dos Mundiais, ficando com a 5ª posição em 2018. 

Por outro lado, Nikolchenko é quem mais está próximo de uma medalha em Mundial. Foi 4ª em 2018 e 5ª em 2019, e caso dificulte um pouco suas séries, pode chegar a tão sonhada medalha.





CONJUNTO
Qualificação: 1ª rotação - 06/08 às 22h20, 2ª rotação - 06/08 às 23h30
Final: 07/08, às 23h

Favorito ao ouro: Comitê Olímpico Russo (ROC)
Candidatos a medalha: Itália (ITA), Bulgária (BUL) | Japão (JPN)
Podem surpreender: Belarus (BLR) 
Brasil: Beatriz Linhares, Deborah Medrado, Duda Arakaki, Geovanna Santos e Nicole Pírcio

A prova em grupo também deve ter a equipe do Comitê Olímpico Russo como favorita ao topo do pódio. Em Mundiais elas não perdem o ouro desde 2015, enquanto na Olimpíada o reinado vem desde 2000. Na briga das candidatas pela medalha, as búlgaras são quem mais têm se destacado no ciclo olímpico. Elas subiram ao pódio em todos os Mundiais do ciclo olímpico e foram bronze na competição do Rio.

Conjunto da Rússia no Europeu de 2021 (Foto: Oleg Naumov/RGYMRUSSIA)

As italianas subiram ao pódio em 2018, no Mundial disputado na Bulgária. Elas levaram a prata após quatro anos fora de um pódio em Mundial. Em Tóquio o objetivo é voltar ao pódio após ficarem em quarto no Rio.

Por falar em Rio, as espanholas - prata no Rio - sequer conquistaram classificação para Tóquio 2020. Por outro lado, as japonesas chegam muito bem depois da prata no Mundial de 2019 em que elas ficaram muito próximas do conjunto russo, vencendo inclusive na junção de aros mais maças. Olho nelas, que competem na zona de conforto, em casa.

Conjunto do Japão na Rio 2016 (Foto: Ricardo Bufolin)
Por fim, Belarus corre por fora numa possível medalha. Depois da prata na Olimpíada de Londres, o conjunto caiu bastante de rendimento. Para se ter ideia, desde 2014 elas não sobem ao pódio em um Mundial e ficaram em 5º na Rio-2016. Em 2019 elas ficaram em 4º no Mundial de Baku, mas com pelo menos dois pontos de diferença para a Bulgária, medalhista de bronze.

O Brasil terá um conjunto em Jogos Olímpicos que conquistou sua classificação, algo que não acontecia desde 2004. Agora, Beatriz Linhares, Déborah Medrado, Duda Arakaki, Geovanna Santos e Nicole Pírcio têm a missão de melhorarem o desempenho da 9ª colocação obtida na Olimpíada do Rio. Caso avancem para a final, já igualam o melhor resultado brasileira na prova por equipes da ginástica rítmica.

Conjunto do Brasil no Pan-Americano 2021 (Foto: Ricardo Bufolin/CBG)

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