Guia Tóquio 2020: Canoagem Slalom - Surto Olímpico

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Guia Tóquio 2020: Canoagem Slalom

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Como funciona a canoagem slalom

FICHA TÉCNICA
Local de disputa: Kasai Canoe Slalom Course
Período: 24/07 a 30/07
Número de delegações participantes: 36
Total de atletas: 82
Brasil: 2 atletas: Pepê Gonçalves (K1) e Aná Sátila (K1 e C1)

HISTÓRICO
A canoagem slalom foi criada em 1932, na Suíça, oito anos depois de ser fundada a Federação Internacional de Canoagem. A modalidade, que foi inspirada em provas de descida de esqui na neve, chegou ao Brasil em 1943, através do alemão José Wingen, que relembrando sua infância como competidor em seu país, construiu uma canoa de madeira.

Apesar disso, a modalidade ganhou força no Brasil apenas a partir da década de 70, quando desembarcaram os primeiros caiaques fabricados na Argentina e na Europa. Em 1988, finalmente, foi fundada a Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa).

A canoagem slalom fez sua estreia nos Jogos de Munique 1972, mas deixou o programa olímpico na edição seguinte, retornando em definitivo nos Jogos de Barcelona 1992. A modalidade sempre foi disputada em quatro categorias. Até a Rio 2016 era disputada a categoria C-2 masculino, sendo substituída pela categoria C-1 feminino a partir de Tóquio 2020.


BRASIL
Dez atletas brasileiros já participaram de provas olímpicas na canoagem slalom. Os primeiros representantes foram Leonardo Selbach no C-1 e Marlon Grings e Gustavo Selbach no K-1, que disputaram os Jogos de Barcelona 1992. A primeira mulher a representar o país nos Jogos foi Poliana de Paula, que foi 14ª colocada em Pequim 2008 na categoria K-1.

O único canoísta brasileiro a chegar em uma final olímpica do canoagem slalom foi o Pedro Gonçalves, o "Pepê". Nos Jogos Rio 2016, ele terminou na sexta colocação na categoria K-1, ficando a menos de três segundos do pódio.




FORMATO DE DISPUTA
Serão disputadas quatro categorias na canoagem slalom. A novidade foi a entrada do C-1 feminino no lugar do C-2 masculino. Desta forma, o programa olímpico foi equiparado em duas categorias masculinas e duas femininas.

Nas eliminatórias, cada canoísta terá direito a duas descidas para tomada de tempo, sendo considerada a melhor para qualificação. Os 15 melhores colocados avançam para a semifinal, em apenas uma descida. Passam para a final os dez melhores tempos, que novamente fazem somente uma descida.


ANÁLISE

K-1 MASCULINO

Favorito ao ouro: Jiri Prskavec (CZE)
Candidatos à medalha: Hannes Aigner (GER), David Llorente (ESP), Peter Kauzer (SLO), Pavel Eigel (RUS) e Giovanni De Gennaro (ITA)
Podem surpreender: -
Brasil: Pepê Gonçalves

Atual líder do ranking e campeão mundial, o tcheco Jiri Prskavec se credencia como principal favorito a medalha de ouro e tentará em Tóquio melhorar sua performance em relação os Jogos do Rio, quando terminou com o bronze.

Outros quatro atletas também brigarão por medalhas e prometem acabar com o favoritismo do tcheco. Um deles é o alemão Hannes Aigner, campeão mundial em 2018 e chegou perto do pódio no Rio. Outro é o esloveno Peter Kauzer, prata em 2016. Além deles, há também o espanhol David Llorente, atual vice-campeão mundial, o russo Pavel Eigel, terceiro no Mundial em 2018, e o italiano Giovanni De Gennaro, vice-campeão europeu.

O representante do Brasil na prova será Pedro Gonçalves. O "Pepê", como é conhecido, fez bonito na Rio 2016 ao terminar em sexto lugar, a menos de três segundos da medalha. Na posição de número 39 do ranking mundial, o paulista de 28 anos de idade tentará chegar mais uma vez a uma final olímpica.

Pepê Gonçalves, que fez bonito na Rio 2016, buscará alcançar mais uma final olímpica em Tóquio (Foto: ICF)

C-1 MASCULINO

Favoritos ao ouro: Sideris Tasiadis (GER), Matej Benus (SVK) e Benjamin Savsek (SLO)
Candidatos à medalha: Ander Elosegi (ESP), Haneda Takuya (JPN) e Adam Burgess (GBR)
Podem surpreender: - 
Brasil: -

Atual vice-campeão olímpico e europeu, o eslovaco Matej Benus tentará em Tóquio sua segunda medalha consecutiva, chegando como um dos principais favoritos ao ouro. O alemão Sideris Tasiadis, líder do ranking mundial e campeão da temporada 2017 da Copa do Mundo, chega também como favorito ao título, assim como o esloveno Benjamin Savsek, campeão mundial no mesmo ano.

Na briga por uma medalha estarão o espanhol Ander Elosegi, atual vice-campeão mundial, o britânico Adam Burgess, prata no Europeu em 2018, e o japonês Haneda Takyda, que foi bronze na Rio 2016. Esta prova não terá participação brasileira.


K-1 FEMININO

Favoritas ao ouro: Jessica Fox (AUS) e Eva Tercelj (SLO)
Candidatas à medalha: Ricarda Funk (GER), Luuka Jones (NZL), Maialen Chourraut (ESP), Kimberley Woods (GBR) e Stefanie Horn (ITA)
Pode surpreender: Ana Sátila (BRA)
Brasil: Ana Sátila

Três vezes campeã mundial e atual líder do ranking, a australiana Jessica Fox se credencia como principal favorita ao título. A canoísta de 27 anos foi prata nesta prova em Londres 2012 e bronze na Rio 2016. Portanto, falta apenas o ouro olímpico para completar a sua galeria de medalhas. Atual campeã mundial, a eslovena Eva Tercelj será a principal rival da Fox na disputa pelo ouro.

Na briga por medalhas temos a alemã Ricarda Funk, campeã da temporada 2017 da Copa do Mundo, abritânica, Kimberley Woods, a italiana Stefanie Horn e duas atletas que brilharam nos Jogos do Rio: a neozelandesa Luuka Jones, medalhista de prata, e a espanhola Maialen Chourrant, que faturou o ouro. Chourrant não teve grandes resultados neste ciclo olímpico, porém jamais se deve desprezar uma campeã olímpica.

A representante brasileira na canoagem slalom será Ana Sátila. Com apenas 16 anos de idade, ela foi a mais jovem atleta na delegação dos Jogos de Londres 2012, sua estreia olímpica. Embora a prova do K-1 não seja sua especialidade, Sátila teve bons resultados durante este ciclo, chegando em segundo lugar em uma etapa da Copa do Mundo em 2019 e em duas finais consecutivas de Mundial. A expectativa é que a brasileira consiga chegar na final e, quem sabe, surpreender as favoritas.

Jessica Fox chega como favorita ao ouro nas duas provas femininas (Foto: ICF)

C-1 FEMININO

Favorita ao ouro: Jessica Fox (AUS)
Candidatas à medalha: Mallory Franklin (GBR), Andrea Herzog (GER), Tereza Fiserová (CZE), Nadine Weratsching (AUT) e Ana Sátila (BRA)
Podem surpreender: -
Brasil: Ana Sátila

Atual líder do ranking e quatro vezes campeã mundial, a australiana Jessica Fox desponta como principal favorita para faturar o primeiro ouro da história da categoria, que fará sua estreia em Tóquio. A britânica Mallory Franklin, campeã mundial em 2017, pinta como principal candidata para tirar o favoritismo da australiana, assim como a alemã Andrea Herzog, atual campeã mundial.

Outras duas canoístas europeias que brigarão por um lugar no pódio são a tcheca Tereza Fiserova, vice-campeã mundial em 2017 e prata no último Campeonato Europeu, e a austríaca Nadine Weratsching, terceira colocada no último Mundial.

Também na briga por medalhas está Ana Sátila, que quer subir ao pódio na estreia olímpica do C-1, sua especialidade. A brasileira chega com bons resultados neste ciclo, como a medalha de bronze no Mundial de 2017, além de ter vencido duas etapas da Copa do Mundo no ano passado. Caso consiga ser consistente em suas descidas, a atleta pode se tornar a primeira medalhista do país na modalidade.

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