Brasil demora a engrenar, mas vence a Tunísia na estreia do vôlei masculino - Surto Olímpico

Pesquisar:

Arquivo do blog

Últimas Notícias

Brasil demora a engrenar, mas vence a Tunísia na estreia do vôlei masculino

Compartilhe

Foi mais difícil que o esperado, mas deu Brasil na Arena Ariake. Pela primeira rodada do vôlei masculino, os atuais campeões olímpicos venceram a Tunísia por 3 sets a 0 (parciais de 25-22, 25-20 e 25-15) e estrearam com vitória nos Jogos de Tóquio. O placar, porém, esconde a dificuldade imposta pelos africanos, principalmente no início do jogo.

Assim como na Rio-2016, quando cedeu um set para o México na estreia, o Brasil entrou em quadra em um ritmo mais lento que o esperado. A Tunísia mostrou um volume de jogo intenso e muita força no bloqueio. Em especial, o oposto Wassim Ben Tara deu trabalho para a defesa brasileira, terminando como o maior pontuador do jogo, com 13 acertos.

Do lado brasileiro, o oposto Wallace também anotou 13 acertos. Isac, que começou o jogo como titular, também chamou a atenção e marcou 7 pontos na partida. Outro destaque foi Douglas Souza, sensação das redes sociais nos primeiros dias de Olimpíada, que saiu do banco e ajudou o Brasil a reagir no segundo set. Ele terminou a partida com 10 pontos. Lucarelli foi outro que fez 10 e também foi bem.

O Brasil volta à quadra às 09h45 da manhã de segunda-feira (26). A adversária será a Argentina, que estreia contra o Comitê Olímpico da Rússia nesta 1ª rodada. Já a Tunísia enfrenta a França mais cedo, às 04h25.

Ficha técnica

Brasil: Bruninho, Wallace, Lucão, Isac, Lucarelli, Leal e Thales (L). Técnico: Renan Dal Zotto. Entraram: Cachopa, Alan, Douglas Souza e Maurício Borges.

Tunísia: Ben Slimene, Ben Tara, Kadhi, Agrebi, Ben Othmen Miladi, Moalla e Hmissi. Técnico: Antônio Giacobbe. Entraram: Nagga, Karamosli e Bouguerra.

O jogo

Em relação ao time que era esperado para o jogo, a única surpresa foi a escalação de Isac no lugar de Maurício Souza. O restante da escalação titular brasileira foi a mesma da final da Liga das Nações em junho, com o levantador Bruninho, o oposto Wallace, o central Lucão, os ponteiros Leal e Lucarelli e o líbero Thales


O Brasil começou a partida cometendo muitos erros. Com dificuldade na virada de bola, a seleção viu os africanos abrirem 8 a 4 na primeira parada técnica. O bloqueio tunisiano seguiu incomodando, e, em toco em Lucarelli, a equipe vermelha e branca chegou a 12 a 7 no placar. O oposto Ben Tara se destacou nesse início, com ataques potentes, enquanto o líbero Hmissi mostrou grande volume de jogo nas cobertura de bloqueio. 


Na metade do set, a recepção do Brasil começou a engrenar, e o time cresceu no jogo. Em toque na rede tunisiano, a seleção empatou em 16 a 16. Depois, em bola de cheque de Bruninho, passou à frente. O set seguiu equilibrado, sem nenhum time conseguir desgarrar com segurança no placar. Porém, o Brasil cresceu na reta final e fechou o set em 25 a 22, com Lucarelli fechando a porta de Ben Tara no bloqueio.

O oposto Ben Tara chamou a atenção do lado tunisiano (Foto: Reprodução/FIVB)

O segundo set começou de forma semelhante ao primeiro: o Brasil com dificuldades de virar a bola, principalmente pelo meio. Aproveitando-se disso, a Tunísia abriu 3 a 0. No entanto, diferente da primeira parcial, a resposta brasileira veio mais rapidamente: Lucarelli encaixou boa passagem no saque e ajudou o país a encostar em 4 a 3.


Do lado tunisiano, Ben Tara seguiu apresentando um grande voleibol, não só no ataque, mas, também, no bloqueio. Com 10 a 6 de desvantagem, Renan lançou Douglas Souza no lugar de Leal. A entrada do ponteiro melhorou a recepção, mas o Brasil seguiu pecando no ataque e no saque.

 

A exceção era Wallace, que se tornou um desafogo para Bruninho e ajudou a seleção a empatar em 15 a 15. A partir daí, o jogo brasileiro entrou. Com Douglas e Lucão inspirados, o time cresceu e fechou a parcial de forma tranquila, com 25 a 20.


Recuperado da Covid-19, Renan Dal Zotto voltou a comandar o Brasil da beira da quadra (Foto: Reprodução/FIVB)

O bom ritmo da final da parcial anterior foi mantido pelo Brasil no início do terceiro set. Com o sistema defensivo oferecendo bons contra-ataques, a seleção abriu 11 a 3 com uma tranquilidade que ainda não havia sido vista no jogo. Com a vantagem, Renan aproveitou para rodar o elenco e lançou Alan e Maurício Borges na partida. Os reservas mantiveram o bom nível, e o Brasil fechou a última parcial em 25 a 15.

Foto de capa: Reprodução/FIVB

Nenhum comentário:

Postar um comentário