Ana Sátila quer medalha em Tóquio: "É a primeira vez que me sinto preparada de verdade" - Surto Olímpico

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Ana Sátila quer medalha em Tóquio: "É a primeira vez que me sinto preparada de verdade"

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*Com Mateus Nagime, de Tóquio


A brasileira Ana Sátila é uma das principais atletas do mundo na canoagem slalom. Apesar de ter apenas 25 anos, ela já participou de duas edições olímpicas na carreira e está às vésperas de competir na terceira, em Tóquio. Muito mais madura que em relação às participações, a canoísta acredita que está bem preparada para conquistar uma medalha inédita para o Brasil.


"É a nossa intenção (conquistar uma medalha). Você treina por tanto tempo e, naquele momentinho, tem que colocar o seu melhor ali. Há tantos fatores extras, mas eu tenho treinado muito pra isso. É a primeira vez que me sinto preparada de verdade. As minhas outras edições foram especiais, mas eu ficava deslumbrada que acabava perdendo um pouco o foco. Agora, estou conseguindo aproveitar, claro que com as limitações, mas continuo a ficar muito focada e sem tirar o meu objetivo da cabeça sem nenhum minuto", disse Ana aos jornalistas presentes na zona mista da Vila Olímpica nesta quarta-feira (21).


Ana foi a atleta mais jovem da delegação brasileira na Olimpíada de Londres. Na época, tinha apenas 16 anos e acabou sendo eliminada ainda na primeira rodada do K1. Quatro anos mais tarde, no Rio, obteve o mesmo resultado. Em Tóquio, competirá em duas provas: no K1 e no C1, que faz sua estreia no programa olímpico. 


Sátila está credenciada ao pódio nas duas provas, mas leva uma certa vantagem no C1. Ela é 12ª colocada do ranking mundial no K1 e terceira no C1, prova em que, inclusive, conquistou o bronze no Mundial de 2017. No ano passado, a canoísta foi campeã de duas etapas na Copa do Mundo na canoa. Apesar disso, Ana garante que divide as atenções igualmente em ambas as provas.


"Os resultados foram sempre mais expressivos na canoa, que estreia agora nos Jogos Olímpicos, mas eu tenho me dedicado às duas (provas) da mesma forma. Eu conquistei medalhas no caiaque e na canoa e são as duas categorias que eu amo. Não tenho uma favorita, procuro focar nas duas igualmente e tenho certeza que ajuda muito pro atleta estar competindo duplamente, treinando mais", comentou.


Ana entrará em ação já na madrugada brasileira do próximo domingo, 25 de agosto, para as eliminatórias do K1. A semifinal e a final acontecem na terça, 27. O C1 está previsto para acontecer entre 28 e 29 de julho. Enquanto não compete, ela pode treinar e aproveitar a Vila dos Atletas, ainda que de forma restrita. 


"[A Vila] está incrível. Eu sou suspeita para falar. Todas as vistas são incríveis. É tudo espetacular. "Se fosse pra votar em uma, votaria na nossa, com certeza", brincou, se referindo ao complexo da Rio-2016.. "Mas não tenho nada de negativo pra falar. Está sendo tudo muito incrível, muito bacana, bem organizado", disse Ana, que também falou sobre a preocupação com a saúde durante os Jogos.


"Com certeza eu me sinto muito segura aqui dentro, até pela realização dos testes, antes de chegar, e diariamente. Claro que a gente tenta não arriscar e se manter no quarto o máximo possível. Dá muita vontade de sair e ficar andando, conhecer, mas são muitos atletas. Eles (organizadores) estão controlando muito bem, mas nunca se sabe", opinou ela, que faturou dois ouros no Pan de Lima.


Apesar de ter seu deslocamento limitado, Ana tem a oportunidade de "tietar" algumas atletas brasileiras, que têm se tornado inspiração para ela. "Tem tantas que me inspiram: Ana Marcela (Cunha), Rayssa (Leal), Pamela (Rosa), (Letícia) Bufoni... Todas. Eu tento procurar inspiração em tudo que eu vejo e ter essas meninas que chegaram e tão representando muito bem o nosso país, principalmente estando lado a lado, trocando experiências, é incrível. Todas merecem estar aqui".


Foto de capa: Mateus Nagime/Surto Olímpico

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