Com retorno de Flavinha e Zanetti, Copa do Mundo de Doha define últimas vagas olímpicas da ginástica artística - Surto Olímpico

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Com retorno de Flavinha e Zanetti, Copa do Mundo de Doha define últimas vagas olímpicas da ginástica artística

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Nesta quarta-feira (23), começa a etapa de Doha (QAT) da Copa do Mundo de Ginástica Artística. A competição é a última da série de Copas do Mundo que distribui vagas para ginastas especialistas nos aparelhos. O Brasil não tem mais chance de conseguir mais vagas na modalidade, mas os brasileiros foram para a competição no Oriente Médio, como preparação aos Jogos Olímpicos. O evento também vai ser a primeira competição de Arthur Zanetti e Flávia Saraiva desde o início da pandemia da covid-19.

O BRASIL EM DOHA

A Confederação Brasileira de Ginástica enviou nove ginastas para a Copa do Mundo de Doha. No masculino, irão participar Arthur Zanetti (argolas), Arthur Nory (barra fixa), Caio Souza (argolas, salto e barras paralelas), Diogo Soares (solo e barras paralelas), Francsico Barretto Jr. (cavalo com alças e barra fixa) e Tomás Rodrigues (solo, cavalo com alças e salto).

No feminino, o Brasil vai contar com nossas representantes em Tóquio 2020: Rebeca Andrade (barras assimétricas e trave) e Flávia Saraiva (trave) - além de Lorrane Oliveira (barras assimétricas e solo). Lorrane vai tentar novamente homologar seu novo elemento no solo - um duplo twist carpado com meia volta. Caso a ginasta consiga executá-lo na competição, o movimento inédito vai receber o seu nome no código de pontuação. Pelo que o Surto Olímpico apurou, a ginasta fez a acrobacia com boa execução no treino de pódio nesta terça-feira (22) e a CBG fez os trâmites para a homologação. No vídeo abaixo, Lorrane faz a acrobacia em treino antes do Pan-Americano de Ginástica, realizado no começo do mês.


O Brasil deve permanecer no Catar treinando antes dos Jogos Olímpicos. "O planejamento é continuar em Doha após a competição até a entrada na vila. Nesse período buscamos lapidar as séries e melhorar a parte física e mental", disse Francisco Porath, um dos coordenadores da seleção de ginástica artística feminina.

CORRIDA OLÍMPICA

Neste ciclo olímpico, a Federação Internacional de Ginástica (FIG) decidiu mudar o seu sistema de classificação, com a distribuição de vagas através das Copas do Mundo por aparelhos. A entidade criou um ranking usando os resultados dos ginastas em oito competições entre 2018 e 2021, com o melhor atleta de cada aparelho (com limite de um por país em cada gênero) se classificando para a Olimpíada. O Brasil não tem mais chance de conseguir vaga via Copa do Mundo. Se Rebeca Andrade vencer suas duas provas, a ginasta brasileira sobe para o segundo lugar dos rankings das barras assimétricas e da trave.

Lara Mori e Vanessa Ferrari - Foto: Federazione Ginnastica d'Italia
As vagas do feminino estão praticamente definidas. Jade Carey, dos Estados Unidos, vai ficar com a vaga no salto. Fan Yilin da China leva a das barras assimétricas e Ashikawa Urara do Japão assegurou a classificação pela trave. No solo, Jade Carey é a líder do ranking, mas como ela fica com a vaga olímpica do salto pelos critérios de desempate, a classificação no solo será decidida em Doha entre as italianas Lara Mori e Vanessa Ferrari. Mori levaria a vaga no momento, com Ferrari precisando vencer ou ficar com a prata, tirando mais de 13.266 (contando que Mori não leve o ouro).

No masculino a disputa será mais intensa. As únicas vagas definidas são a do espanhol Rayderley Zapata no solo e do neerlandês Epke Zonderland na barra fixa. Nas argolas, a Copa do Mundo de Doha é a última chance do grego Eleftherios Petrounias, atual campeão olímpico, se classificar para Tóquio 2020. No momento, a vaga do aparelho é do chinês Liu Yang. Para conquistar a classificação, o grego precisa vencer a etapa com uma nota acima de 15.333, para vencer Liu no desempate. Vale lembrar, que os chineses não vão competir no Catar, porque eles teriam que passar por uma quarentena ao voltarem para a China.

Elefterious Petrounias no Europeu de 2021 - Foto: Georgios Kefalas/Keystone
Nas barras paralelas, o chinês You Hao e o russo Vladslav Poliashov estão empatados na liderança, com o máximo de pontos possível no ranking (90). No momento, You está na frente nos critérios de desempate, mas caso Poliashov vença a etapa de Doha com 15.144 ou mais pontos, o russo leva a vaga olímpica.

Caso Petrounias e Poliashov consigam se classificar, a China ainda teria Weng Hao, que é o líder do ranking do cavalo com alças. O único atleta que pode superá-lo é o japonês Kameyama Kohei, que precisa de uma vitória com ao menos 15.300 pontos para garantir a vaga. Quem corre por fora é o iraniano Saedreza Keikha. Caso Weng termine em primeiro lugar, mas não possa ficar com a vaga porque outro chinês também conseguiu, Keikha tem chance de terminar em segundo lugar no ranking e herdar a cota olímpica.

Por último, a disputa no salto está entre o sul-coreano Shin Jeahwan e o japonês Yonekura Hidenobu. Shin está na frente, mas pode ser ultrapassado no ranking por Yonekura se ele fizer uma pontuação acima dos 15.033 pontos. O guatemalteco Jorge Vega Lopez tem chances remotas de ficar com a vaga, precisando de uma média acima de 15.333 nos seus saltos para assumir a liderança do aparelho.

Foto de capa: Divulgação/CBG

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