O Outro Lado da Muralha: Cidade Proibida e Sua Longeva História - Surto Olímpico

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O Outro Lado da Muralha: Cidade Proibida e Sua Longeva História

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14 anos após sediar a Olimpíada de Verão, Beijing será responsável por receber a 24ª edição dos Jogos Olímpicos de Inverno. O que é histórico, já que a capital chinesa será a primeira cidade do mundo a receber as duas competições.

Dando continuidade à apresentação do território chinês, responsável por sediar os Jogos Olímpicos de Inverno em 2022, é chegado o momento de falar sobre outro ponto turístico dos mais famosos mundialmente quando mencionamos o país China. Um local muito rico em beleza e também em história, tendo servido inclusive como palácio imperial em momentos passados da história nacional.

A Cidade Proibida é um imenso complexo situado no centro de Beijing, capital da China. Esse palácio, que é o mais antigo do mundo, possui cerca de 1000 edifícios (incluindo palácios, templos, parques e também lagos) e era utilizado como centro político e também cerimonial dos imperadores. No total, o local de 720 mil metros quadrados serviu como residência dos governantes locais por mais de 500 anos.
 



O nome imponente “Cidade Proibida” se deu por conta do rígido sistema de segurança que o cercava, com o controle absoluto de quem entrava no interior do complexo. Ocupando esse espaço, somente os funcionários que trabalhavam diretamente para o imperador Yongle (1403-1424) e algumas visitas esporádicas de extrema relevância. Percebe-se que não é exagero dizer que se tratava de uma cidade dentro de outra cidade.



Sua construção foi ordenada justamente por Yongle, o terceiro soberano da dinastia Ming. A intenção principal era proteger o monarca e também a família deste. Essa obra arquitetônica, iniciada em 1406, tem mais de 600 anos e levou aproximadamente 14 para ser concluída. A Cidade Proibida foi declarada Patrimônio Mundial da Humanidade em 1987, sendo destacada como a maior coleção de antigas estruturas de madeira preservadas existente no mundo.

Mais um pouquinho de história: o imperador Yongle ficaria famoso também por coordenar as viagens exploratórias de Zheng He em um período em que a China deu um importante passo no comércio marítimo com o restante do território da Ásia. He, de etnia hui e filho de família muçulmana, realizou viagens tendo como principais caminhos o sudoeste asiático (ele visitou, principalmente, territórios hoje correspondentes a Malásia, Indonésia, Tailândia e Índia).




O ano de 1911 foi responsável pelo desmantelamento da monarquia chinesa. A bem sucedida Revolução Xinhai trouxe com ela o ponto final da dinastia Qing no território nacional ao mesmo tempo em que estabelecia a China como uma República. No total, 24 imperadores habitaram a Cidade Proibida durante o período monárquico e de lá davam ordens para todo o vasto território chinês. Pu Yi foi o derradeiro a ocupar as instalações.



Foi só 14 anos mais tarde, já em 1925, que a Cidade Proibida foi aberta à visitação. Já transformada em museu, é um dos pontos de maior visitação dentro da China atualmente. Em 2018, o complexo alcançou a marca de 17 milhões de excursionistas e se tornou o museu mais visitado de todo o mundo. Tamanha procura por parte do público obrigou os responsáveis pelo local a limitar a visitação diária para apenas 80 mil pessoas.

Fotos: Zhao Jiankang/Shutterstock

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