Medina dá show em mar inconsistente e vai para a fase de 32 com Ítalo, Filipe, Mineirinho e mais quatro brasileiros em Rottnest Island - Surto Olímpico

Anúncio

Anúncio
Se inscreva em nosso canal!

Pesquisar:

Últimas Notícias

Medina dá show em mar inconsistente e vai para a fase de 32 com Ítalo, Filipe, Mineirinho e mais quatro brasileiros em Rottnest Island

Compartilhe


Começou neste sábado (15) a etapa de Rottnest Island do Circuito Mundial de Surfe (WSL), a última da perna australiana, dominada pelo Brasil até aqui. Mesmo com o mar inconsistente, Gabriel Medina teve uma ótima atuação e se classificou para a fase de 32 com a melhor nota do dia. Outros sete brasileiros também se garantiram: Filipe Toledo, Minerinho, Ítalo Ferreira, Miguel Pupo, Yago Dora, Alex Ribeiro e Deivid Ribeiro.


Dono da lycra amarela, Gabriel Medina competiu na sexta bateria do dia, ao lado dos australianos Kael Walsh e Jack Freestone, e saiu vencedor em 17,00 x 9,00 x 5,96. O brasileiro tentou iniciar com uma nota alta, porém falhou no complemento da onda e sua primeira nota foi 3,00. Com o mar inconstante, o paulista sabia que quanto mais notas tivesse, mais chances teria de ter uma boa vantagem para os adversários.


O problema foi que Medina não conseguia fazer boas ondas, apesar de realizar boas manobras na entrada, ele não completava as manobras, com isso sua nota de backup a 15 minutos do fim era 1,87. A liderança era do surfista convidado Kael Walsh, que conseguiu uma onda para 4,67.


Faltando 10 minutos para o final da série, o brasileiro conseguiu um pequeno aéreo com um loop, recebendo 6,83 e logo depois acertou mais uma onda, com rasgada forte e uma rabeta no lip para 7,67. 


Medina é um showman e ao final da bateria fez um aéreo em 180º, voando em uma boa altura na segunda melhor onda do dia, conquistando 9,33 dos juízes, que junto com a penúltima manobra somou 17,00 pontos. O convidado Kael Walsh somou 9,00 (4,67 + 4.33) e se classificou para a próxima fase, enquanto Jack Freestone teve atuação apagada e vai para a repescagem.




A bateria de Ítalo Ferreira e Adriano de Souza, o Mineirinho contra o ídolo local, Taj Burrow começou sem muitas ondas, o potiguar chegou a tentar um aéreo mas acabou não completando a manobra e recebeu 1,00 dos jurados. 


Esta foi a única onda surfada nos primeiros 15 minutos, ou seja, só houve uma onda na primeira metade da série. Foi o próprio Ítalo quem fez a segunda onda da bateria e mais uma vez não completou a manobra, ganhando 0,57.


Com duas rasgadas fortes, Mineirinho fez 6,50 em sua primeira onda, enquanto o atual campeão mundial fez uma onda regular, com duas rasgadas e mais uma falha na finalização, Ítalo aumentou sua melhor nota de 1,00 para 3,83.


Taj Burrow foi fazer sua primeira onda faltando 1 minuto e meio, porém caiu no início da onda e recebeu ainda 0,70 dos juízes. Ao final da bateria, Adriano de Souza com apenas uma onda venceu com 6,50 e se classificou acompanhado de Ítalo, que somou 5,83 (3.83 + 2,00).


Ao ser perguntado sobre como ele classificaria em grau de estranheza a bateria, Mineirinho respondeu "Essa é a número 1!"


Filipe Toledo começou sua busca pela vitória pela segunda etapa consecutiva contra os australianos Ethan Ewing e Liam O'Brien. O brasileiro começou bem com uma onda com três fortes rasgadas, se utilizando de dois backsides, recebendo a nota 6,00 dos juízes. 


Em busca de ampliar a vantagem, Filipinho tentou um aéreo mas a manobra não deu certo e ele acabou com 2,83 na onda. Seus adversários não conseguiam encontrar boas ondas e tanto Ethan, quanto Liam tiveram notas muito baixas. 


O brasileiro finalizou sua bateria com uma boa onda, veloz, com rasgadas fortes e um pequeno floater, ele recebeu 6,60 dos juízes, somando 12,60, seguido de Ethan Ewing com 6,70, já Liam O'Brien vai para repescagem após somar 5,30 e ficar em último na série.


Notas altas marcam dia da Brazilian Storm

A bateria entre Alex Ribeiro, Peterson Crisanto e o norte-americano Conner Coffin foi muito disputada, com muitas viradas e acabou com a classificação de Alex e Coffin. O brasileiro surfou bem e com duas ondas sólidas feitas com rasgadas muito velozes, ambas levantando muita água, somando 13,57 (6,90 + 6,67), já Coffin fez 13,43 (7,33 + 6,10). 


Sem conseguir achar uma onda que lhe desse nota 6,00 ou maior, Peterson somou 11,50 (5,83 + 5,67) e vai ter que disputar a repescagem. Quem também vai ter que disputar a fase de eliminação é Jadson André que somou apenas 5,03 contra 11,27 e 11,83 de Leonardo Fioravanti (ITA) e Frederico Morais (POR) respectivamente.


Em bateria decidida nas notas de backup, Miguel Pupo conseguiu a classificação em bateria contra o francês Jeremy Flores e o havaiano Seth Moniz. Todos os surfistas tinha notas na casa do 7,00 pontos e o brasileiro passou em primeiro com a maior nota de backup, 5,93 e junto com ele se classificou Seth Moniz com 5,00. 


Flores ficou com 5,03, mas sua nota principal era a menor entre os três competidores e terá que disputar a fase de eliminação. O francês que não precisa se preocupar com repescagem é Michel Bourez, que logo no começo da bateria achou um tubo e fez a melhor onda do dia com 9,63.


Bourez disputou a bateria contra Yago Dora e Caio Ibelli. A vitória ficou com Yago, que apresentou um ótimo surfe e somou 16,16 (8,23 + 7,93), Michel somou seu 9,63 com 6,13, totalizando 15,76 e Caio Ibelli será mais um a ter que disputar a repescagem após ficar em terceiro na série com 11,57 (6,20 + 5,37).



Na última bateria do dia, Devid Silva se classificou em primeiro com 12,50 (7,50 + 5,00), seguido do australiano Julian Wilson com 11,20 (5,67 + 5,53) e Morgan Ciblic, também da Austrália, irá para a repescagem após ser punido por interferência, o que prejudicou a sua somatória que ficou em 6,06 (4,67 + 1,39).


A etapa de Rottnest Island tem transmissão do site, app e Youtube da WSL, além da transmissão televisiva da ESPN 2 e no streaming do Watch ESPN.


Foto em destaque: Matt Dunbar/WSL

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário