Jaqueline Ferreira disputa o Pan-Americano de Levantamento de Pesos após superar ansiedade com muito treino - Surto Olímpico

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Jaqueline Ferreira disputa o Pan-Americano de Levantamento de Pesos após superar ansiedade com muito treino

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Depois de um grande período em isolamento e sem competições, a preparação de Jaqueline Ferreira está a todo vapor. Na próxima semana, ela entra em ação no Campeonato Pan-Americano de Levantamento de Pesos, uma das competições que contam pontos no ranking olímpico da modalidade. As disputas começam na segunda-feira (19), com Jaqueline em ação na tarde de sexta-feira (23).

A atleta não parou treinar em nenhum momento, mas passou pelo sofrimento de quem acompanha os números da pandemia e ficou em casa para evitar o contágio. Seu refúgio foi sua família e seus 12 animais de estimação: dez cachorros e dois gatos. De olho em bater recordes, a carioca de 34 anos sonha em conseguir uma medalha na Olimpíada de Tóquio “com o pé no chão”.

O momento atual é de ritmo forte nos treinamentos de olho nas primeiras competições do ano. Mas ainda que tenha mantido os treinos durante o período de maior isolamento, Jaqueline precisou lutar contra o desgaste emocional de se esforçar sem saber quando poderia competir. Permanecer com foco na preparação olímpica em meio às incertezas era o maior desafio.

“Foi péssimo. Não foi leve, não foi fácil. A gente tinha que manter o foco, treinar bem porque a gente não tinha certeza de quando ia voltar, se ia voltar. Mas eu precisava estar preparada para, a qualquer momento, voltar a competir. Mas teve momentos, sim, que bateu um desânimo para ir treinar. Eu me perguntava: ‘Para quê?’ Mas respirava fundo e voltava”, lembra a atleta.

Ela conta que passou por essa fase com muita dificuldade. Não conseguia estudar e preferiu não acompanhar o noticiário “porque dava muita agonia”. “Parecia que eu ia enlouquecer. Tive crises de ansiedade, achei que estava doente. Mas, graças a Deus, em nenhum momento eu tive a doença. O Comitê Olímpico chamou os atletas e nós fizemos exames. Todos os meus deram negativo e me mantive treinando, voltei a ter foco”, conta Jaqueline.

O refúgio para esse momento ela encontrou em sua família e em seus animais de estimação. A lista dos pets é extensa: Pink, Mel, Billy, Pérola, Guga, Maria Flor, Biju, Amora, Gaia e Rubi são os cachorros; Tequila e Magali são seus gatos. “É uma loucura, mas amo meus filhos. Os cachorros são 6 pugs, 3 pinschers e 1 fox paulistinha”, revela a atleta.

De dezembro de 2020 em diante, porém, o clima de preparação para a Olimpíada de Tóquio foi voltando aos poucos, junto com o foco maior nos treinamentos. “Tivemos uma competição, no Rio. Dali, deu uma animada para voltar a competir, sentir o gostinho, apesar de não ter sido nada muito forte. Mas deu para sentir o gostinho de novo. Agora estamos treinando muito forte com metas para os próximos campeonatos”, reforça Jaqueline.

Para 2021, seu objetivo é evoluir tecnicamente, se manter saudável e, quem sabe, beliscar um pódio olímpico. “A meta é competir bem este ano. Bater recordes. Chegar próximo de 110kg de arranco, 135kg de arremesso ou um pouquinho mais. E ficar bem, terminar com a cabeça boa. Isso é importante neste ano, que foi tão difícil. A gente só agradece por estar vivo e espera fazer uma boa apresentação. Sei que é um pouco difícil conseguir medalha, mas sonho, com o pé no chão”, finaliza Jaqueline Ferreira.

Foto: Wander Roberto/COB

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