Guia da Final da Superliga Feminina 2020/21 - Dentil/Praia Clube x Itambé/Minas - Surto Olímpico

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Guia da Final da Superliga Feminina 2020/21 - Dentil/Praia Clube x Itambé/Minas

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Texto: Débora Gomes
Arte: Luís Fellipe Borges
Produção: Danilo Goes, Débora Gomes e Luís Fellipe Borges

Três finais na mesma temporada e duas finais consecutivas da Superliga Feminina. Isso é apenas o começo para descrever a rivalidade entre Minas e Praia Clube. Para o fã atento, aos poucos, Minas Gerais vem se transformando no novo polo de voleibol no Brasil.

Nesta quinta-feira (01), começa a briga pelo título da Superliga Feminina temporada 20/21. A disputa entre Itambé/Minas e Dentil/Praia Clube, os dois times mineiros da competição, foi apelidada carinhosamente de “Final Pão de Queijo” pelos fãs e pela mídia. Nos últimos anos, esse duelo vem sendo uma das rivalidades mais tradicionais do esporte.

A série será disputada no já conhecido esquema melhor-de-três, na ‘bolha’ do Centro de Desenvolvimento do Vôlei em Saquarema (RJ). Esse será o terceiro encontro entre os dois times em finais na temporada, tendo se repetido nas decisões do Campeonato Mineiro e da Copa Brasil. Nos dois eventos, o Minas saiu vitorioso. Por isso, a balança do favoritismo pesa um pouco mais para o lado do time de Belo Horizonte, que enfrentou o rival de Uberlândia em cinco oportunidades no ano e saiu vitorioso em todos os confrontos.

É neste clima que a equipe do Itambé/Minas busca o quarto título da Superliga - o segundo de forma consecutiva - enquanto o Dentil/Praia Clube procura frear o adversário e conquistar sua segunda taça na história da competição. E no final das contas, será que realmente existe favoritismo no voleibol?

Programação*


1º jogo: Itambé/Minas x Dentil/Praia Clube - 01/04, quinta-feira, a partir das 20h;
2º jogo: Dentil/Praia Clube x Itambé/Minas - 03/04, sábado, a partir das 21h;
3º jogo (se necessário): Itambé/Minas x Dentil/Praia Clube - 05/04, segunda-feira, a partir das 21h.
*Todos os jogos com transmissão do SporTV2

Campanha do Itambé/Minas


Campeão na temporada 2018/19, a última da Superliga a ser concluída, o Minas chega à final da competição depois de uma campanha quase perfeita. Foram 21 vitórias em 22 jogos na fase classificatória. A última - e única - derrota da equipe aconteceu há 117 dias, quando perdeu para o Osasco São Cristóvão Saúde no dia 27 de novembro de 2020. O histórico da campanha fica ainda mais impressionante considerando que a equipe perdeu apenas nove sets entre os 72 que disputou na temporada regular.

O Itambé/Minas foi o time mais regular de toda a competição (Foto: Orlando Bento/BTC)

Classificadas em primeiro lugar para o playoffs, as belorizontinas passaram sem maiores sustos pelo Brasília Vôlei nas quartas de final, mas encontraram um desafiante à altura nas semis. Depois de vencer o primeiro jogo contra o Sesi Vôlei Bauru, o Minas precisou de cinco sets para ganhar a segunda partida da série melhor de três e garantir a vaga na decisão.

Campanha do Praia Clube


Já o desafiante Praia Clube teve campanha um pouco mais irregular. Depois de começar a temporada conquistando o Troféu Super Vôlei e a Supercopa, a equipe somou seis derrotas nos 22 jogos da fase classificatória da Superliga, incluindo os dois tropeços diante do Minas. No primeiro turno, o time chegou a perder três partidas consecutivas, acontecimento inédito desde a chegada do técnico Paulo Coco, ainda na temporada 2017/18.

Irregular no início da temporada, o Praia Clube se encontrou nos play-offs da Superliga (Foto: Wander Roberto/Inovafoto/CBV)


Se, na temporada regular, o time de Uberlândia não conseguiu se firmar, a situação mudou nos play-offs. O time se reabilitou e passou pelo São Paulo/Barueri em dois jogos nas quartas-de-final. Na sequência, mesmo tendo classificado na terceira posição, a equipe mineira não tomou muitos sustos para superar o vice-líder Osasco, vencendo o segundo jogo da série por um placar de 3 x 0 e com impressionantes 25-12 no primeiro set.

Principais líderes em estatísticas da temporada


É verdade que o voleibol é um esporte em que o coletivo fala mais alto, mas as estrelas individuais do Dentil/Praia Clube e do Itambé/Minas tiveram papel importante no resultado positivo das duas equipes. Brilhou especialmente mais forte a estrela das centrais: Thaísa e Carol.

Thaisa chega à final como a atleta mais eficiente tanto no ataque quanto no bloqueio. A central da equipe minastenista pontuou em 57% dos ataques que tentou e alcançou a marca impressionante de 105 bloqueios bem sucedidos em 84 sets disputados (1,25 por set). Já Carol vem logo em seguida, tendo sido efetiva em 53% dos ataques e com média de 0,99 bloqueios por set, ocupando a quarta posição em ambas as categorias. Duas peças fundamentais tanto no ataque, quanto na defesa para ambas as equipes.

A bicampeã olímpica Thaisa, porém, vem merecendo ser considerada uma das melhores centrais do mundo nesta última temporada. Ela chega à decisão tendo pontuado 349 vezes, sendo a central que mais pontuou e a quinta maior pontuadora entre todas as atletas. Uma marca realmente impressionante para a posição.

Potencial ofensivo não vai ser problema para nenhuma das duas equipes. Todas as cinco atacantes mais eficientes do ano estarão em quadra nesta final: Thaisa (Minas), Jineiry Martinez (Praia), Julia Kudiess (Minas), Carol (Praia) e Carol Gattaz (Minas), as cinco primeiras colocadas respectivamente, todas acima da marca de 50% de sucesso nas tentativas de ataque.

No quesito recepção, nenhuma das atletas de Minas e Praia figura no top 10 das melhores passadoras da temporada. Há uma leve vantagem para o Praia Clube, que conta com Fernanda Garay e Suelen na linha de passe. Elas estão em 13º e 15º em efetividade no fundamento. Do lado minastenista, a liderança em recepção fica por conta da líbero Léia, que completa o trio na 14ª posição. A falta de regularidade nesse fundamento evidencia o belo trabalho das levantadoras Macris (Itambé/Minas) e Claudinha (Praia Clube), que mesmo sem o tão falado “passe na mão” se destacam na posição.

Raio-X dos elencos


Com dois elencos de peso, recheado de campeãs olímpicas e estrelas em ascensão, fica difícil falarmos em favoritismo. É no palco principal que as estrelas costumam brilhar mais alto, por isso, preparamos um raio-x completo dos elencos de Praia Clube e Itambé/Minas, posição a posição, com todas as atletas que estarão na briga pelo título nacional.

Levantadoras


Claudinha | Macris

Consideradas duas das melhores levantadoras da Superliga, o duelo entre Macris e Claudinha promete. Ambas possuem um grande QI para voleibol, demonstrando visão de jogo e boa distribuição de bola entre as atacantes.

Em sua segunda passagem pelo Praia Clube, Claudinha traz na bagagem experiência e identificação com o projeto, além de bastante entrosamento com as atacantes. Foi votada a MVP da final da Superliga 17/18, ano em que o Praia Clube conquistou seu primeiro título. Neste ano, tem mostrado um jogo mais veloz que em outras temporadas, o que tem feito diferença para a sua equipe.

Pela quarta temporada defendendo o time belorizontino, Macris vem colecionando títulos com a equipe e premiações individuais. É a atual MVP da Superliga e também a Melhor Levantadora, prêmio que já venceu outras 4 vezes. Com uma visão de jogo excelente e sua famosa e surpreendente ‘bola de segunda’, Macris pode ser considerada, hoje, a principal peça da equipe, sendo responsável por uma distribuição de bola surpreendente e habilidade de salvar jogadas que pareciam perdidas.

Centrais


Carol e Jineiry Martinez | Carol Gattaz e Thaisa

As centrais foram peças fundamentais para a campanha vitoriosa dos times mineiros. Quatro atletas muito fortes que acumularam troféus Viva Vôlei ao longo do ano e figuram entre as melhores bloqueadoras e atacantes da competição.

Em sua terceira temporada em Uberlândia, Carol já é uma das principais líderes da equipe. É uma grande atacante, mas é no fundamento bloqueio que mais se destaca. Nas semifinais contra Osasco, ela marcou 17 pontos nas duas partidas, acumulando 70 ao todo no campeonato. Ao seu lado, está Jineiry Martinez, que fecha o ‘paredão’ do Praia Clube contra as atacantes adversárias. A dominicana precisou de um tempinho para se adaptar ao voleibol brasileiro, mas quando encontrou seu ritmo, se tornou uma das protagonistas da equipe, inclusive, ganhando posição de titular no lugar da campeã olímpica Walewska.

Do lado do Minas, o entrosamento entre Gattaz e Macris é famoso, sendo a ‘china’ com as duas jogadoras algumas das bolas de segurança da levantadora minastenista. Não só como pontuadora, Gattaz é presença essencial dentro de quadra, por exercer uma liderança importantíssima para o time. Já Thaisa dispensa apresentações. A bicampeã olímpica lidera as estatísticas da Superliga em diversas categorias e é a principal arma ofensiva do Minas, tanto no ataque, quanto no bloqueio e no saque. Não à toa, ganhou o apelido de “patroa” e é considerada uma das melhores centrais do mundo.

Ponteiras

Fê Garay e Michelle | Megan Easy e Pri Daroit

Muita experiência, passagens pela seleção e decisividade. Uma forma resumida para descrever esse quarteto de ponteiras.

Uma das maiores atletas de voleibol do país há anos, Fê Garay não parece estar desacelerando tão cedo. A campeã olímpica é sempre decisiva - a famosa ‘bola de segurança’ da levantadora Claudinha-, além de ser peça fundamental no fundo de quadra. No Grand Prix de 2011, levou os prêmios de melhor sacadora e melhor passadora, sendo também a melhor passadora na campanha de ouro nas Olimpíadas de Londres 2012.

A outra ponta do Praia é ocupada por Michelle, que ganhou a posição da neerlandesa Anne Buijs nos play-offs. A jogadora já teve passagem pelo Minas, é bicampeã da Superliga e campeã do Grand Prix pela seleção. Muito consistente na recepção e técnica nos ataques, sempre rende muito bem quando acionada. Não à atoa, ganhou e solidificou a posição de titular no time de Paulo Coco ao longo da temporada.

De volta para o Minas após uma temporada em Uberlândia, Pri Daroit se tornou uma das principais armas da levantadora Macris, sendo bastante decisiva nos ataques e uma excelente peça no saque. Já a estadunidense Megan já foi campeã do Grand Prix quatro vezes com a camisa da seleção estadunidense e encaixou muito bem entre as titulares em sua primeira temporada do Minas, sendo uma das maiores pontuadoras da Superliga.

Opostas

Brayelin Martinez | Dani Cuttino

A dominicana Brayelin Martínez vem sendo, nas últimas temporadas, uma das principais atacantes da Superliga e o principal nome no ataque do Praia Clube. Muito além de usar apenas força, Martinez demonstra sempre inteligência, muita técnica e volume de jogo. Ainda que não pontue sempre no bloqueio, consegue compensar com boas defesas no fundo de quadra, apesar dos 2,00m de altura.

Em sua primeira temporada pelo Minas, Cuttino rapidamente se tornou peça importante para o treinador Nicola Negro, por sua habilidade, poder de decisão e, principalmente, recuperação. Lesionada pouco antes dos playoffs, Cuttino se recuperou em tempo recorde e voltou a ser peça essencial para a equipe classificada para a final. No segundo jogo da semifinal, após performance irregular nos primeiros sets, voltou para pontuar sete vezes no tie-break.

Líberos

Suelen | Leia

A líbero Suelen foi premiada como a melhor líbero da Liga das Nações em 2018, além de ter sido campeã da Superliga pelo Praia no mesmo ano. A jogadora teve uma temporada irregular ano passado após sofrer com lesões, mas vem em crescente recuperação na reta final da campanha do time uberlandense.

Já a bicampeã da Superliga Leia também já teve diversas passagens pela seleção brasileira, incluindo os Jogos Olímpicos do Rio em 2016. Individualmente, foi a melhor recebedora da Superliga na temporada 15/16 e é uma peça fundamental na, por vezes, errática linha de passe da equipe belorizontina.

Suplentes


Praia Clube: Rosane e Lyara (levantadoras); Walewska e Angélica (centrais); Mari Paraíba e Anne (ponteiras); Monique (oposta); Laís (Líbero).

Um dos melhores bancos da competição, acumulando experiência internacional e até campeãs olímpicas. Destaques para a central Walewska e a ponteira Mari Paraíba, que são jogadoras de muita experiência e carreiras consolidadas. O time conta também com a habilidosa oposta Monique, que é acionada por Paulo Coco nas inversões e é uma jogadora de boa definição. A ponteira holandesa Anne, que começou a temporada como titular, mas acabou perdendo a posição após contrair a Covid-19, também é uma boa opção para aumentar o poderio de ataque da equipe, caso necessário. 

Itambé/Minas: Pri Heldes (levantadora); Lara Nobre e Júlia Kudiess (centrais); Kasiely e Luiza Vicente (ponteiras); Camila Mesquita (oposta); Luanna (líbero).

Se o banco do Praia é recheado de experiência, o do Minas possui atletas jovens em ascensão. Peças importantes para o treinador Nicola Negro, Kasiely, Camila Mesquita e Pri Heldes acabam sempre entrando na rotação e agregando muito à equipe. Pri Heldes, principalmente, auxilia no fundamento do saque, e Kasy entra definindo ataques e defendendo no fundo de quadra. Uma grande surpresa à disposição do treinador é a jovem central Júlia Kudiess, de 18 anos, que após cobrir vaga de Gattaz afastada por Covid, figura na lista das atacantes mais eficientes em terceiro lugar (com 53% de aproveitamento) e é a segunda bloqueadora mais eficiente da competição, ficando atrás somente da titular Thaisa.

Treinadores

Paulo Coco | Nicola Negro

Técnico experiente, Paulo Coco foi campeão pelo Praia em sua primeira temporada na equipe, mostrando ser um treinador para momentos decisivos. Ao longo do campeonato, teve algumas dificuldades em acertar o elenco principal, mas na fase final encontrou o time titular que conseguiu conquistar a vaga na decisão em cima de um adversário de peso como o Osasco.

Nicola Negro chegou ao Minas em 2019 com a difícil tarefa de substituir o compatriota Stefano Lavarini.  Após começo irregular, conseguiu ganhar a confiança das atletas e da torcida. Com campanha quase perfeita na Superliga e com outros dois títulos na temporada (Campeonato Mineiro e Copa Brasil), o treinador vêm compreendendo mais suas atletas, melhorando suas alterações em jogo e se tornando uma liderança importante para a equipe.

O que dizem as equipes


DENTIL/PRAIA CLUBE

“Particularmente, eu lamentei muito porque fiquei de fora [da final de 2019,]. Quando o jogo começou a ficar bom, eu me machuquei, e foi uma lesão muito sofrida porque foi no principal momento do campeonato. Só em eu estar aqui e poder participar, particularmente pra mim faz toda diferença”.
Fernanda Garay, sobre a diferença da final de 2019 para a final deste ano

“Ao longo dessa temporada a gente veio se adaptando a não contar com a torcida. De fato faz toda a diferença principalmente agora na reta final. Mas dentro da quadra vai ter muita vibração, muita briga, muita disputa, rivalidade. O que a gente espera de uma final de Superliga”.
Fernanda Garay, sobre a ausência da torcida

“A gente chega bem. A gente passou por dificuldades durante o campeonato. Mas a equipe está se encaixando nos playoffs e a gente chega com todo mundo bem em saúde. Fisicamente as atletas chegam em sua melhor condição. A equipe está mais equilibrada, entendendo a sua forma de jogar.”
Paulo Coco, sobre como o time chega pra final

“Tem que ter muita atenção da nossa parte. A gente tem que tentar com que a Macris não receba esse passe na mão o tempo inteiro. Não é fácil porque elas têm uma linha de passe equilibrada. Mas também precisamos manter um esquema defensivo que não dependa só do saque. A defesa tem que funcionar neste sistema todo. Não é fácil. Olha o tanto de coisa que eu falei e que temos que fazer e com qualidade”
Paulo Coco, sobre priorizar o bloqueio para parar o jogo rápido do Minas

ITAMBÉ/MINAS

“Não é segredo, os adversários sabem como fazerem [para ganharem]. A gente vai tentar de tudo para maximizar o nosso ponto forte. O nosso time tem muitas vantagens que fazem com que algumas desvantagens sejam supridas”.
Carol Gattaz, sobre Bauru ter sacado bem e abusado do ponto negativo do Minas na semifinal

"Jogar com a Thaisa é um prazer. Eu aprendo todos os dias com ela, é um exemplo dentro de quadra. Eu falo pra ela que foi um presente jogar com ela em um grupo depois dos tempos de seleção. Ganho muitas coisas positivas com ela, é uma grande jogadora. E a Carol também é ótima jogadora, muito regular e perigosa. Eu não gosto de ficar falando disso [de seleção brasileira], mas a Carol eu vou ficar feliz de estar ao lado dela se formos convocadas”.
Carol Gattaz, sobre jogar com a Thaisa e sobre Carol, do Praia

“Acho que não porque estamos falando de dois times muito fortes. Quando você chega na final são detalhes que decidem, é um resultado muito aberto. Claramente o percurso dos dois times falam que nós temos mais regularidade que eles durante a temporada. Mas o Praia ta jogando um ótimo vôlei, teremos uma final muito aberta”.
Nicola Negro, quando perguntado se o Minas era favorito

O que dizem nossos especialistas


"É claro que final é final, decidida nos detalhes. Ambas as equipes chegaram com méritos a esse posto. Seria fácil eu apenas dizer que uma equipe é super favorita e pronto. Mas não é bem assim. São três jogos e tudo pode acontecer. O Minas se destaca pela velocidade imprimida pela maestrina Macris, que põe sua “banda” para tocar com extrema facilidade. Enquanto isso, o Praia Clube tem no seu elenco o seu maior trunfo, podendo mudar até sua maneira de jogar, com mais volume de jogo ou mais poder ofensivo. A velocidade minastenista pode e deve ser determinante, mas é o último ato e nele nós sabemos que as surpresas costumam aparecer."









“Com a campanha quase perfeita no ano e os resultados nos últimos confrontos entre as duas equipes, fica difícil não cair no ‘hype’ do favoritismo do Minas. No geral, espero jogos bastante equilibrados (e talvez até um terceiro confronto). Ambos os times têm elencos muito fortes, mas vejo a equipe titular do Minas um pouco superior coletivamente no momento. Se chegar ao ponto de depender das jogadoras de rotação, o Praia já leva uma vantagem, principalmente porque final é final e tudo pode acontecer. De todo modo, acredito que serão jogos disputados ponto a ponto, mas com grande chance de terminar com o Minas levantando a taça ao final da competição.”









"É inegável que o Minas conseguiu uma regularidade impressionante nas atuações ao longo de toda a temporada. Macris comanda a equipe com maestria e conta com atacantes fortíssimas, como Thaisa e Carol Gattaz, que têm decidido a grande maioria dos confrontos. Porém, não dá para descartar o Praia Clube, que começou cambaleando, mas se encontrou nesta reta final de Superliga, apostando em uma formação mais defensiva - a entrada de Michelle no lugar de Anne Buijs melhorou a recepção do time e parece ter dado mais confiança às demais jogadoras. Com isso, as equipes chegam à decisão em pé de igualdade, mas o elenco mais robusto do Praia pode ser decisivo em situações de necessidade".








Palpites para a decisão











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Fotos: Reprodução/Instagram @cbvolei, @mtcvolei, @dentiloficial 

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