Fernando Reis herda bronze no Mundial de 2018 após desqualificação de uzbeque por doping - Surto Olímpico

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Fernando Reis herda bronze no Mundial de 2018 após desqualificação de uzbeque por doping

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Histórico! Com um atraso de dois anos e meio, o Brasil conquistou sua primeira medalha em Mundiais Adultos de Levantamento de Peso! Depois que o uzbeque Rustam Djangabaev teve seus resultados desqualificados por doping, Fernando Reis subiu uma posição e herdou o bronze da categoria +109kg do Mundial de 2018, disputado em Ashgabat, no Turcomenistão.


Fernando havia terminado a disputa, realizada em novembro de 2018, em quarto lugar. O brasileiro somou 436kg erguidos com o arranque e arremesso, 11 a menos que Djangabaev, que foi o terceiro colocado na ocasião. O uzbeque, no entanto, foi pego no doping poucos meses depois, em fevereiro de 2019, e o brasileiro ficou na expectativa da medalha.


Djangabaev utilizou um hormônio de crescimento, do tipo hGh, que é ilegal segundo o Código Antidoping da Federação Internacional de Halterofilismo (IWF). Após longa espera, o caso foi julgado no ano passado e o asiático recebeu neste sábado (20) uma suspensão de quatro anos (válida até 2023), tendo os resultados de duas competições de 2018, incluindo o Campeonato Mundial, desqualificados.


Assim, Fernando subiu para a terceira colocação e pôde comemorar a primeira medalha mundial da carreira e do Brasil. Considerado o homem mais forte das Américas, ele é o atual tricampeão dos Jogos Pan-Americanos em sua categoria, mas sua melhor colocação em Mundiais era o quarto lugar. Em Olimpíadas, ele foi quinto na Rio-2016.


"A medalha de bronze de Fernando Reis significa muito para a nossa modalidade. Serve para motivar os nossos jovens atletas e ajudar em um crescimento ainda maior do levantamento de pesos no Brasil", disse o presidente da Confederação Brasileira de Levantamento de Pesos (CBLP), Enrique Montero Dias.


Aos 31 anos, Fernando é o sétimo colocado do ranking absoluto da categoria acima de 109kg, praticamente garantido nos Jogos Olímpicos de Tóquio, naquela que será sua terceira participação olímpica. Como há o limite de 14 atletas por peso e diversas restrições quanto a nacionalidades, ele chega com chances reais de pódio e pode faturar mais uma medalha inédita para o Brasil. 


Natural de São Paulo, ele atualmente mora e treina nos Estados Unidos, mas terá que retornar ao Brasil em breve, já que a CBLP realizará uma cerimônia de premiação ao pesista, entregando-lhe a medalha de forma oficial. Detalhes e datas sobre o evento serão divulgadas posteriormente.


Foto de capa: Pedro Ramos/rededoesporte.gov.br


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