Mulher japonesa mais velha do mundo vai carregar a tocha olímpica aos 118 anos - Surto Olímpico

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Mulher japonesa mais velha do mundo vai carregar a tocha olímpica aos 118 anos

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 Mesmo após dois cânceres, duas pandemias globais, duas guerras mundiais e até a idade avançada não parecem parar a japonesa Kane Tanaka. A mulher de 118 anos terá uma nova história para contar ao carregar a tocha olímpica em maio.


Tanaka é quase tão antiga quanto os Jogos Olímpicos da era moderna ao nascer sete anos depois da primeira Olimpíada em 1896 na Grécia. E já tinha 61 anos nos Jogos de Tóquio em 1964. Atualmente vive em um asilo em Fukuoka e completou 118 anos em 5 de janeiro, adora refrigerantes e ganhou de presente de aniversário, da sua família, um novo par de tênis para a cerimônia, segundo a CNN. 


A previsão é que Tanaka percorrerá parte dos 100 metros com a tocha olímpica em uma cadeira de rodas. Mas ela está determinada a dar os últimos passos a pé antes de passar o símbolo das olimpíadas ao próximo corredor.


Um de seus cinco netos, Eiji disse à CNN que "é ótimo que ela tenha alcançado essa idade e ainda possa manter um estilo de vida ativo. Queremos que outras pessoas vejam isso, se sintam inspiradas e não pensem que a idade é uma barreira".


Considerada a mulher mais velha do mundo pelo Guiness Book desde 2019, Kane Tanaka se casou aos 19 anos, tendo quatro filhos, cinco netos e oito bisnetos. Segundo a CNN, geralmente acorda às 6 da manhã e gosta de jogar jogos de tabuleiro. Por causa da pandemia, sua família não pode visitá-la, e ainda assim ela não perde a disposição.


Tanaka superará os mais velhos a carregarem a tocha olímpica. Em 2016, Aida Gemanque, do Brasil, levou a tocha nos Jogos do Rio aos 106 anos e o tenista de mesa Alexander Kaptarenko, que aos 101 anos correu com a tocha nos Jogos de Inverno de Sochi de 2014.


A chama olímpica é um dos grandes momentos das Olimpíadas. Tendo origem nos Jogos da era antiga, ela evoca a lenda de Prometeu, que teria roubado o fogo de Zeus para o entregar aos mortais. Com a tradição retomada em 1928, e nos Jogos de Berlim em 1936, pela primeira vez a chama foi transportada em uma tocha, das ruínas do templo de Hera, em Olímpia, até ao Estádio Olímpico de Berlim.


Foto: Kyodo/Reuters



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