Jogos Olímpicos em Tóquio terão 49% de participação feminina, o maior percentual da história - Surto Olímpico

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Jogos Olímpicos em Tóquio terão 49% de participação feminina, o maior percentual da história

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Para os esportes olímpicos e paralímpicos, o ano de 2021 representa um marco no protagonismo feminino. Ao longo da história, gerações de mulheres foram, aos poucos, abrindo caminho para que, agora, os Jogos Olímpicos pudessem chegar mais perto do que nunca da igualdade de gênero. Ela ainda não é total, mas é inédita. Em Tóquio, a presença feminina será de quase 49% entre os participantes do maior evento esportivo do mundo.


Neste Dia Internacional da Mulher (08.03), o Comitê Organizador de Tóquio 2020 publicou dados sobre a participação das mulheres na competição, e reafirmou o compromisso, ao lado do Comitê Olímpico Internacional (COI) e do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês), de construir a próxima edição como um marco na igualdade de gênero.


Além da destinação de quase metade das vagas, a edição olímpica prevê a mesma visibilidade entre eventos masculinos e femininos, e a realização de 18 eventos mistos - nove a mais do que nos Jogos Rio 2016. Foi determinado também, pela primeira vez, que todos os 206 Comitês Olímpicos Nacionais tenham ao menos uma atleta mulher e um homem na equipe.


"O COI está comprometido com a igualdade de gênero em todas as áreas, desde os atletas que competem dentro e fora de campo até os papéis de liderança nas organizações esportivas”, disse o presidente da entidade, Thomas Bach. “Faltando quatro meses para os Jogos Olímpicos de Tóquio, o Movimento Olímpico está se preparando para um novo marco em seus esforços para criar um mundo esportivo com igualdade de gênero”, acrescentou.


Já nos Jogos Paralímpicos, a organização prevê ao menos 40,5% de participação feminina. Isso equivale a 1.782 atletas, um aumento em relação às 1.671 mulheres que competiram no Rio 2016, quando o percentual ficou em 38,6%. Tanto na Olimpíada quanto na Paralimpíada, os países serão incentivados a ter a bandeira carregada, na cerimônia de abertura, por uma mulher e um homem.


“Estamos constantemente nos esforçando para aumentar a participação feminina em todos os níveis do Movimento Paralímpico, de atletas a gestoras, de treinadoras a conselheiras", afirmou o presidente do IPC, Andrew Parsons. "Tóquio está em curso para ter mais atletas femininas competindo do que quaisquer Jogos Paralímpicos anteriores. Em menos de uma década, teremos aumentado o número de mulheres competindo nas Paralimpíadas em pelo menos 18,7% em comparação com Londres 2012. Mesmo assim, continuaremos trabalhando duro para aumentar a participação das mulheres em todos os Jogos futuros, até alcançarmos a igualdade de gênero”, completou.


Dados históricos

A primeira edição dos Jogos Olímpicos da Era Moderna, em Atenas 1896, contou apenas com a participação de homens. Foi em Paris, quatro anos depois, que elas puderam competir pela primeira vez. Entre 997 atletas, somente 22 eram mulheres (2,2%). Uma realidade que foi se transformando ao longo dos anos, até que o Rio 2016 tivesse 45,2% de participação feminina.

Na divulgação do programa para os Jogos de Paris 2024, o COI previu a igualdade de gênero com 50% de vagas distribuídas para cada lado. Para isso, as provas mistas passarão de 18 para 22, com 329 eventos em 38 modalidades. Já na versão juvenil das Olimpíadas, a igualdade já chegou: os Jogos Olímpicos da Juventude de Buenos Aires, em 2018, contaram com a participação de 2.006 homens e 2.006 mulheres.

No Brasil, algumas iniciativas também têm sido adotadas no sentido de incentivar o espaço feminino. De acordo com o Comitê Olímpico do Brasil (COB), o país enviou para os Jogos Sul-Americanos de Praia em Rosário, em 2019, a primeira missão na história inteiramente feminina a liderar a delegação brasileira, com nove mulheres responsáveis por todas as áreas da operação. Neste ano, a entidade lançou o curso Curso Abuso e Assédio Fora de Jogo, voltado para os jovens, como um desdobramento da Política de Prevenção e Enfrentamento ao Abuso e Assédio Sexual e Moral no Esporte, lançada em 2018 em parceria com a ONU Mulheres.

Na última edição dos Jogos Olímpicos, em 2016, a delegação brasileira contou com cerca de 45% de presença feminina entre os 465 atletas participantes. Agora para Tóquio, das 181 vagas já confirmadas para o Brasil, 83 são de mulheres. Elas já garantiram presença, por exemplo, com as seleções de futebol, handebol, vôlei e rúgbi de 7.

"Gratidão às mulheres que lutaram pelos nossos direitos, nosso espaço, por respeito! Seguimos nessa luta! Feliz dia internacional da mulher", escreveu Mayra Aguiar em uma rede social. Bicampeã mundial, a atleta é a única judoca brasileira a subir duas vezes ao pódio olímpico, com os bronzes em Londres 2012 e no Rio 2016.

Foto: Abelardo Mendes Jr./Rede do Esporte

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