Tênis de mesa brasileiro terá classificação de atletas semelhante às cores de faixas de artes marciais - Surto Olímpico

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Tênis de mesa brasileiro terá classificação de atletas semelhante às cores de faixas de artes marciais

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Foto: Daniel Zappe




A Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM) deve implantar, em 2021, um critério de classificação semelhante ao utilizado para definir as cores de faixas dos praticantes de artes marciais. A avaliação está sendo desenvolvida há vários meses e foi criada pelo consultor internacional Michel Gadal, o mesmo que implantou o projeto da Rota do Alto Nível na CBTM há dez anos atrás.





A CBTM contratou o professor Nelson Machado, que atua em Marília (SP), para traduzir e testar o protocolo na prática, com supervisão do vice-presidente regional da entidade Sandro Abrão, e o apoio do professor Vinicius Gimenez, também da cidade de Marília.





A nova graduação é parecida com as cores que são usadas para definir o nível técnico dos praticantes das artes marciais, como o judô, por exemplo. No caso do tênis de mesa serão usadas 11 grades ou níveis, o que não modifica os nomes das categorias usadas atualmente em competições oficiais no Brasil.





Esses níveis são acessíveis a todas as categorias e idades, integrando e vinculando os principais elementos do tênis de mesa: ações na bola, localização, direção, velocidade e precisão, efeito, altura da bola em relação a rede, tempo de bola e zona de habilidade. Os atletas são divididos em três faixas: os que jogam com diferentes movimentos (golpes) que integram os parâmetros da modalidade (1 a 6); os que dominam os parâmetros (7 a 9); e, os jogadores competitivos (10 e 11).





“Queremos oferecer um programa aberto a todos, proporcionando desafio e motivação para aprender e ter orgulho de fazer parte da família Tênis de Mesa Brasil. Assim, estamos criando uma metodologia para ajudar clubes, academias, escolas e federações estaduais a melhorar seu planejamento anual técnico e administrativo”, explica o professor Nelson Machado.





As avaliações olímpicas foram testadas em alguns dos principais e mais tradicionais clubes do Brasil: Academia Nelson Machado (Marília), Itaim Keiko (São Paulo-SP), Santa Maria/São Caetano, Academia Match Point (pertencente aos atletas Cazuo Matsumoto e Jessica Yamada, em São Paulo-SP) e Saldanha da Gama (Santos-SP). Os principais atletas destes clubes ajudaram no desenvolvimento e aplicação dos testes.





Após vários ajustes para o tênis de mesa olímpico, a CBTM iniciou testes também para criar um protocolo de avaliações para o tênis de mesa paralímpico, no Clube Nova Era de Bauru-SP e na Fran TT, em Piracicaba-SP, com apoio dos treinadores e dos principais atletas destes clubes.





Os resultados das avalições e do protocolo foram apresentados oficialmente no TMB Platinum - Campeonato Brasileiro, realizado entre 6 e 13 de dezembro, no Rio de Janeiro (RJ). Assim que estiver pronta, a CBTM irá apresentar a metodologia à toda comunidade, com capacitação específica aos clubes e federações para a sua respectiva aplicação.


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