Ex-jogadora australiana de squash critica entrada do breakdance para o programa olímpico de Paris 2024 - Surto Olímpico

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Ex-jogadora australiana de squash critica entrada do breakdance para o programa olímpico de Paris 2024

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Considerada uma estrela do squash, esporte praticado com raquetes, a ex-jogadora australiana Michelle Martin criticou a entrada do breakdance no programa esportivo para os Jogos Olímpicos de 2024, em Paris. Ela se referiu ao fato como uma "zombaria" com o que representam os Jogos Olímpicos. 


“Você apenas olha para a coisa toda e pergunta 'para onde vão as Olimpíadas?' Eu sei que algumas pessoas dizem que breakdance é um esporte, mas eu não entendo”, disse Martin em entrevista à agência de notícias Australian Associated Press (AAP).


“As Olimpíadas são para um placar, ou uma corrida em andamento. Respostas e resultados imediatos. Você traz todas essas coisas de julgamento e tudo fica muito corrupto e fora de controle. Eu simplesmente não entendo mais”. 


Em 2019 a World Squash Federation (WSF) intensificou sua campanha para que o esporte fosse inserido nos Jogos Olímpicos de Paris. O próprio presidente da entidade, Jacques Fontaine, avaliou na época que o squash atendia todos os requisitos para integrar o programa olímpico. Ao longo de décadas o esporte tentou entrar nos Jogos, tendo até mesmo o apoio do tenista suíço Roger Federer. Sem sucesso. 


Antes do breakdance, esportes como skate, escalada esportiva, BMX, surfe, rugby sevens e golfe foram adicionados ao programa olímpico, enquanto o squash foi preterido. Ainda assim, mesmo com a decepção, Martin diz que não está surpresa com a decisão do Comitê Olímpico Internacional (COI). 


“Depois dos últimos, você chega ao ponto onde é quase esperado”, disse a ex-número 1 do mundo e tricampeã mundial. "Eu sei como foi treinar para o esporte. É um dos esportes mais difíceis de treinar e praticar. Eles obviamente têm algo contra o squash, porque foi rejeitado no passado, está sempre sendo esquecido. Não sei, não sei o que dizer”, reiterou. 


“É uma espécie de zombaria do que são as Olimpíadas”, disparou Martin. O que os Jogos Olímpicos representam hoje em dia, eu realmente não sei. Eles perderam o que eram. Sim, estão tentando mudar com o tempo, mas estão criando uma paródia da coisa”. 


Hoje o squash é disputado em eventos menores que os Jogos Olímpicos, fazendo parte de programas esportivos dos Jogos Pan-americanos (desde 1995, na edição de Mar del Plata, Argentina) e dos Jogos da Commonwealth (desde 1998, na edição de Kuala Lumpur, na Malásia). 


O outro lado da moeda


Já o executivo-chefe do Comitê Olímpico Australiano, Matt Carroll, disse que o acréscimo de eventos como o breakdance trás aos Jogos um sinal positivo de modernização. 


“Nos Jogos Olímpicos de Paris haverá a igualdade absoluta de gênero pela primeira vez e um número recorde de eventos mistos. Além disso, temos a evolução contínua para esportes urbanos e voltados para os jovens. Acho que veremos um interesse sem precedentes nesses Jogos de Paris". 


No entanto, Carroll fez uma ressalva. “Cabe aos anfitriões dos Jogos indicar os novos esportes que gostariam de apresentar. Isso sempre levará à decepção para os esportes que não são contemplados. Mas assim como os esportes são retirados, eles podem retornar ao programa olímpico”.


Foto: Reprodução/Squash Player Magazine


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