Com foco em Paris 2024, jovens talentos do esporte brasileiro são monitorados pelo Laboratório Olímpico




O adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio para 2021 impôs um novo desafio para o Comitê Olímpico do Brasil (COB): fazer um planejamento concomitante para as duas próximas edições do evento. A menos de oito meses da cerimônia de abertura no Japão, a entidade também já está se preparando para Paris 2024. 


E, neste final de ano, um dos principais objetivos do COB tem sido a realização de ações voltadas aos jovens atletas. Após oferecer suporte a novos projetos de sete confederações esportivas nos meses de outubro e novembro, cinco promessas do esporte brasileiro – três mesatenistas e dois arqueiros – estiveram no Laboratório Olímpico, no Rio de Janeiro, para fazer uma série de testes e avaliações.


“Fizemos exames clínicos, testes físicos e simulações de jogo para avaliar o nosso desempenho, frequência cardíaca e nível de cansaço, antes e depois das partidas”, explica a mesatenista Laura Watanabe, 16, que, apesar da pouca idade, já integrou a seleção adulta no Pré-Olímpico Latino de 2019, quando a equipe feminina garantiu a vaga nos Jogos de Tóquio.


“É muito difícil ver alguém da minha idade fazendo testes aqui no Laboratório. Isso é um privilégio e uma motivação a mais para continuar treinando”, complementa.


Quem compartilha do mesmo pensamento é a melhor amiga de Laura, Giulia Takahashi, de 15 anos. A dupla, que participou da Missão Europa em agosto e setembro, já vem sendo monitorada pelos profissionais do Laboratório Olímpico desde o ano passado.


“Esta é uma ótima estrutura de treino e, quando chego aqui, tenho a oportunidade de encontrar atletas de outros esportes, como o Ygor Coelho (badminton). Sinto que estou cada vez mais perto dos meus sonhos, de representar o Brasil nos Jogos Olímpicos”, afirma Giulia, 3ª colocada no ranking mundial sub-15.


Já Leonardo Iizuka é ainda mais jovem – tem 14 anos – e esteve no Maria Lenk pela primeira vez. Diante de uma experiência inédita na ainda curta carreira, o mesatenista não conseguiu esconder a alegria por tal oportunidade.


“Fiquei impressionado com o tamanho do CT, não imaginava que fosse tão grande. Não sabia como funcionavam os testes, tinha muitas dúvidas, e todos se preocuparam em me explicar tudo. Fomos muito bem recebidos”.


Mas não foi só o tênis de mesa que usufruiu da estrutura de ponta do Laboratório Olímpico. Dois atletas indicados pela Confederação Brasileira de Tiro com Arco (CBTArco) iniciaram um trabalho com a equipe multidisciplinar do COB e, a partir de agora, serão acompanhados regularmente por preparadores físicos, fisioterapeutas, fisiologistas, médicos e nutricionistas.


Ana Luiza Caetano, 18, disputou os Jogos Olímpicos da Juventude Buenos Aires 2018, os Jogos Sul-americanos Cochabamba 2018 e os Jogos Pan-americanos Lima 2019. Com três participações em Missões do Time Brasil neste ciclo olímpico, seu próximo objetivo é a classificação para os Jogos de Tóquio. Ainda assim, o COB desenvolverá um trabalho de longo prazo com a atleta, visando também as edições de Paris 2024 e Los Angeles 2028.

“Ter pessoas cuidando de mim faz com que eu tenha mais segurança para investir no meu futuro e me dedicar ao esporte. Ser atleta de alto rendimento implica em abrir mão de muita coisa e esse apoio vai ajudar muito no meu treinamento”, diz Ana Luiza, natural de Maricá (RJ), cidade que abriga o centro de treinamento da seleção de tiro com arco.

A arqueira, que é recordista brasileira infantil e juvenil, passou uma manhã no Laboratório Olímpico ao lado de Emanuel Luiz de Azevedo, 14 anos, também recordista nacional na categoria infantil. Há apenas dois anos no esporte, Emanuel viveu uma experiência inesquecível no CT Time Brasil. 



“Nunca tinha visto nada parecido com o Maria Lenk. Todas as modalidades têm boa estrutura de treinamento. Vir aqui é um primeiro degrau na minha carreira. Espero um dia voltar aqui com a medalha olímpica no peito”, conclui.

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