Chefe da USADA sugere que outros países adotem a lei de Rodchenkov; WADA é contra


O presidente-executivo da Agência Antidoping dos Estados Unidos (USADA), Travis Tygart, sugeriu que outros países adotem em suas respectivas legislações a lei antidoping de Rodchenkov, sancionada na última sexta-feira (4). Ela concede às autoridades estadunidenses o poder de processar atletas envolvidos com doping em competições esportivas internacionais envolvendo esportistas, patrocinadores e empresas do país.

Levando o nome de Grigory Rodchenkov, delator do sistema de doping da Rússia, a lei autoriza que promotores busquem multas de até US$ 1 milhão e até mesmo penas de prisão que podem chegar até 10 anos. 

No entanto, a Agência Mundial Antidoping (WADA) é contra a criação da lei e declarou que isso representa extraterritorialidade dos Estados Unidos, ou seja, regulação jurídica em território estrangeiro.

Além disso a entidade cobrou respostas sobre o fato das ligas estadunidenses (como NBA, NFL, MLB, NHL) não serem cobertas pela legislação. Isso significa que a lei pode punir atletas estrangeiros em competições organizadas por outros países, mas dentro do território dos Estados Unidos ela não é aplicada. 

Neste caso, um jogador da NBA, por exemplo, é submetido apenas ao conjunto de regras do próprio campeonato, uma vez que as ligas estadunidenses não são signatárias do Código Mundial Antidoping. 

Tygart não concordou com as alegações da WADA, e disse que a lei Rodchenkov é uma forma de garantir segurança às empresas estadunidenses e seus investimentos no esporte. 

"Não acho que haja problemas, já que é preciso haver dinheiro do governo ou de uma empresa dos EUA envolvida para que seja promulgado e espero que nunca seja usado", defendeu Tygart. 

“O ato dá aos EUA o poder de responsabilizar as pessoas e de proteger o esporte de alguns dos envolvidos. Gostaríamos muito que outros países aprovassem leis semelhantes, para que seus investimentos no esporte também fossem protegidos", disse o chefe em entrevista ao portal Inside The Games.

Já a executiva-chefe do Comitê Olímpico e Paraolímpico dos Estados Unidos (USOPC), Sarah Hirsland, aprovou a criação da lei e disse que este "é um importante passo na luta contra a trapaça no esporte". 

"Ter um programa antidoping internacional justo e eficaz é vital para garantir que os direitos dos atletas limpos e a integridade da competição sejam respeitadas". 

Foto: Reprodução/YouTube




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