Adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio custará US$ 2,4 bilhões, segundo organizadores - Surto Olímpico

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Adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio custará US$ 2,4 bilhões, segundo organizadores

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Os organizadores dos Jogos Olímpicos de Tóquio revelaram nesta sexta-feira (4) que o adiamento do megaevento para 2021 custará, no mínimo, US$ 2,4 bilhões extras (cerca de R$ 12,42 bi, na cotação atual). As despesas aumentam à medida que as autoridades japonesas seguem trabalhando para garantir que megaevento aconteça mesmo que a pandemia não esteja sob controle.

Segundo os próprios organizadores, deste orçamento extra, US$ 1,5 bilhão será alocado para os custos operacionais relacionados ao atraso do evento, enquanto os outros US$ 900 milhões serão usados em medidas para conter o coronavírus.

Antes do adiamento era previsto que os gastos seriam de aproximadamente US$ 13 bilhões, algo que já era muito criticado pela população local.  “Fizemos tudo o que pudemos para ganhar a compreensão do público”, declarou o CEO do Jogos de Tóquio, Toshiro Muto, em coletiva de imprensa.

O presidente do Comitê Organizador das Olimpíadas de Tóquio, Yoshiro Mori, por sua vez, ressaltou que o plano de gastos foi feito cuidadosamente e espera a aprovação da população. "Se você tem uma bebida, pode dizer que seu copo está meio cheio ou meio vazio. Depende de como você encara as coisas", afirmou. 

Apesar de já estipulados, os gastos com o megaevento esportivo quadrienal poderão aumentar mais ainda, caso as autoridades aprovem a adição de US$ 250 milhões no orçamento, que seria direcionado para gastos emergenciais. 

Os custos extras serão divididos entre a cidade de Tóquio, o comitê organizador e o governo nacional. O Comitê Olímpico Internacional (COI) não contribuirá, mas concordou em renunciar à taxa de royalties de patrocinador. 

Por fim, foi revelado na última quinta-feira (3), que cerca de 18% dos ingressos para os Jogos Olímpicos vendidos no Japão serão reembolsados. Isso significa que aproximadamente 810 mil das 4,45 milhões de entradas vendidas no país serão devolvidas e estornadas. 

Foto: Reprodução/Kyodo News

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