Seleção Brasileira de atletismo paralímpico inicia treinos em altitude de Minas Gerais com foco em Tóquio - Surto Olimpico

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Seleção Brasileira de atletismo paralímpico inicia treinos em altitude de Minas Gerais com foco em Tóquio

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Quatro corredores que disputam provas de média e longa distância de atletismo viajarão para Senador Amaral, no sul de Minas Gerais, onde realizarão um treinamento em altitude como parte da preparação para os Jogos Paralímpicos de Tóquio. A equipe brasileira chegou na cidade em que ficará isolada no último domingo (15) e permanecerá por lá por 30 dias. 


O objetivo desta experiência é melhorar a performance para a competição no Japão em 2021. Isso porque, ao correr em locais com maior altitude, os atletas sentem mais dificuldades em executar as atividades físicas pois seu corpo não está adaptado a uma menor concentração de oxigênio no ar. 


A cidade mineira está a 1.560m do nível do mar, cerca de 800m mais alto do que São Paulo, onde está localizado o Centro de Treinamento Paralímpico. 


“Quando um atleta fica exposto a condições de hipóxia, ou seja, com a pressão parcial de oxigênio reduzida, ocorrem algumas alterações fisiológicas, como aumento da concentração de hemácias e hemoglobina no sangue. Isso provoca uma maior eficiência no transporte de oxigênio dos pulmões para os tecidos e músculos, favorecendo principalmente atletas que participam de provas longas com maior exigência da capacidade aeróbia na produção de energia”, explicou Fábio Breda, técnico de provas de fundo da Seleção Brasileira de atletismo. 


Geralmente, esse tipo de treino ocorria na Colômbia a mais de 2.600m de altitude. Porém, por conta da pandemia de Covid-19 neste ano, a comissão técnica optou por escolher uma cidade em que os atletas pudessem realizar os treinos em altitude e seguir o protocolo de segurança para preservar a saúde de todos envolvidos. 


Os quatro atletas que participarão dessa preparação são: Edilene Boaventura (classe T11, para cegos), Júlio César Agripino (T11), Yagonny Sousa (T46, para amputados de braço) e Yeltsin Jacques (T12, para baixa visão). Além deles, quatro atletas-guias acompanharão o grupo para auxiliar os corredores com deficiência visual.


Foto: CPB/EXEMPLUS

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