Coluna Gran Willy: Curiosidades sobre o Masters 1000 de Paris - Surto Olimpico

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Coluna Gran Willy: Curiosidades sobre o Masters 1000 de Paris

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Nesta semana é realizado o Masters 1000 de Paris, o último evento deste porte no ano. Desde 1989 o torneio faz parte do que hoje chamamos de ATP Tour Masters 1000, que é o conjunto dos nove torneios de tênis mais importantes do circuito atrás apenas dos Grand Slams. 


Em outubro a 'Cidade Luz' realizou o reagendado torneio de Roland Garros, no famoso saibro parisiense e agora, já no mês de novembro, o AccorHotels Arena, no bairro de Bercy, será o tradicional palco do campeonato de tênis indoor (quadra coberta) de Paris, que definirá as últimas vagas para o ATP Tour Finals. 


Este torneio foi disputado em quadras de carpete entre 1986 e 2006, mudando em 2007 para um piso rígido, formado por diferentes materiais. 


Apenas um tenista dominante


Desde 1968, quando foi fundado, apenas um tenista defendeu seu título no torneio: Novak Djokovic. Dono de cinco troféus em Paris-Bercy, o sérvio conquistou os campeonatos de 2013, 2014 e 2015 de forma consecutiva, algo nunca repetido na história do evento. 


Djokovic também está entre os quatro tenistas que venceram os dois torneios de tênis mais importantes de Paris, Roland Garros e o Masters 1000. Junto ao atual número um do mundo, figuram na lista Ilie Nastase, Andre Agassi e Roger Federer. 


Nastase venceu os dois eventos em 1973. Agassi também conquistou os títulos na mesma temporada, em 1999. Federer venceu Roland Garros em 2009 e o Masters de Paris em 2011. Por fim, Djokovic faturou o troféu do Masters pela primeira vez em 2009, enquanto o título do Major parisiense veio em 2016. 


As finais alternativas


Paris-Bercy também é palco de finais alternativas para um torneio deste porte. Esqueça Federer vs Nadal, Djokovic vs Federer. A proximidade com o ATP Tour Finals atrapalhou a formação da chave do torneio com os melhores tenistas do mundo em algumas oportunidades. Ainda assim, quando os melhores participavam, nem sempre entravam no torneio com força total. 


Como em 2008 por exemplo. Nenhum top-5 chegou às semifinais do torneio, que foram compostas pelas partidas entre Nikolay Davydenko (RUS) x David Nalbandian (ARG) e Jo-Wilfried Tsonga (FRA) x James Blake (USA).


O argentino, que defendia o título conquistado em 2007 avançou para a final, contra o anfitrião Tsonga, que venceu por 2 sets a 1. 


Nadal e Federer, atuais 1 e 2 do mundo na ocasião, perderam para Davydenko e Blake respectivamente, nas quartas de final. O espanhol abandonou a partida no segundo set e o suíço sequer entrou em quadra. 


Em 2012, o Masters 1000 de Paris teve na final o confronto entre David Ferrer, na época número 4 do mundo e Jerzy Janowicz, vindo do qualificatório. O espanhol foi o único top-5 na semifinal, e não enfrentou grandes dificuldades para conquistar seu primeiro título de Masters na carreira. 


Após anos de domínio de Djokovic e um título de Andy Murray, fundamental para a conquista da liderança no ranking mundial em 2016, uma final totalmente alternativa foi vista pelo público em Paris, na temporada 2017: Jack Sock contra Filip Krajinovic. 


Sock venceu Krajinovic de virada para se tornar o primeiro homem estadunidense a conquistar um Masters 1000 em simples desde 2010, quando Andy Roddick faturou o caneco em Miami. 


Três top-10 chegaram à fase de quartas de final em Paris-Bercy, 2017: Rafael Nadal (número 1 do mundo na época), Marin Cilic e John Isner. O espanhol não entrou em quadra na partida contra Krajinovic, que também foi responsável pela eliminação de Isner na semifinal. Cilic, finalista de Wimbledon naquela temporada, também parou nas quartas, perdendo para o convidado Julien Benneteau. 


No caminho para o título, Sock derrotou Kyle Edmund, Lucas Pouille, Fernando Verdasco, Julien Benneteau e por fim, Filip Krajinovic. 


Edição 2020 sem público e com diversas desistências


Nadal, que nunca foi campeão em Paris-Bercy, não terá a concorrência do pentacampeão Djokovic, que não disputa o evento, assim como o austríaco Dominic Thiem e o suíço Roger Federer (este fora da temporada desde o fim do Australian Open, em janeiro, devido duas artroscopias no joelho). O espanhol estreia contra o compatriota Feliciano Lopez. 


O principal rival de Nadal na busca pelo título é o grego Stefanos Tsitsipas, cabeça de chave 2 e atual número 5 do mundo. Ele estreia contra o francês Ugo Humbert. 


Além dos desfalques na chave principal, neste ano o Masters 1000 de Paris também não contará com a presença de público, após o governo francês impor um novo lockdown no país, após o aumento no número de casos de coronavírus. 


Foto: Reprodução

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