John Coates recebe críticas após rejeitar sugestão de boicote aos Jogos Olímpicos de Inverno Pequim 2022 - Surto Olimpico

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John Coates recebe críticas após rejeitar sugestão de boicote aos Jogos Olímpicos de Inverno Pequim 2022

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Presidente do Comitê Olímpico Australiano (AOC) e vice-presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), John Coates está recebendo diversas críticas do senado da Austrália, após rejeitar a sugestão de boicotar os Jogos Olímpicos de Inverno Pequim 2022, por conta dos abusos exercícios pelo governo chinês contra os Direitos Humanos. 


De acordo com a carta escrita pelo senador Rex Patrick, endereçada ao Comitê de Relações Exteriores, Defesa e Legislação Comercial do Senado, Coates tem "uma visão antiquada e egoísta do esporte internacional". 


"O Sr. Coates decidiu se tornar nuclear em resposta ao meu apelo para que a Austrália boicote os Jogos Olímpicos de Inverno programados para serem realizados em Pequim em 2022", disse o senador Patrick. 


“Como todas as instituições na China, o Comitê Olímpico Chinês é totalmente controlado pelo regime comunista, que é diretamente responsável por graves violações dos direitos humanos incluindo a tomada de reféns políticos e a detenção arbitrária de cidadãos australianos. Se o COI levasse a sério a aplicação das disposições da Carta Olímpica, a China não seria membro", disparou Patrick. 


Coates declinou da proposta de boicote alegando que o AOC não apoiaria a ação "por uma infinidade de razões", incluindo a possibilidade prejudicar a candidatura de Brisbane para sediar os Jogos Olímpicos de 2032. 


No entanto, Patrick não pediu apenas o boicote da Austrália em Pequim 2022. Ele recomendou uma alteração no Projeto de Lei 2020 das Relações Exteriores (acordos estaduais e territoriais) que tiraria a autonomia do AOC. 


“O AOC também se opõe a qualquer emenda que sujeite suas atividades aos arranjos contemplados pelo projeto de lei, pois isso poderia ter sérias consequências para a participação da Austrália no Movimento Olímpico", revelou Coates. 


“Qualquer proposta de trazer o AOC para o âmbito deste Projeto de Lei iria restringir sua autonomia garantida pela Carta Olímpica e, aos olhos do Comitê Olímpico Internacional (COI), poderia prejudicar seu reconhecimento como Comitê Olímpico Nacional (CON).


"As consequências potenciais para o AOC, atletas australianos e funcionários podem ser significativas e prejudiciais. Isso pode impedir com que nossos atletas sejam impedidos de competir nos próximos Jogos sob a bandeira australiana, incluindo os Jogos de Tóquio 2020 e Jogos de Inverno de Pequim em 2022, destruindo também a candidatura de Brisbane para sediar os Jogos Olímpicos em 2032", concluiu Coates. 


Foto: David Gray/REUTERS

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