História Olímpica: 22/09, Dia da Independência do Mali, país ainda em busca de medalha - Surto Olimpico

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História Olímpica: 22/09, Dia da Independência do Mali, país ainda em busca de medalha

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Mali Olimpíada 1964 Tóquio

Em 22 de setembro de 1960, a República do Mali declarou sua independência. Depois de uma série de governos autoritários, o país era considerado uma das democracias mais estáveis na África na primeira década do século XXI, e a economia cresceu, aliada à desigualdade social. 


Em 2012, o presidente Amadou Toumani Touré encerrava um período de 10 anos no poder quando teve início uma guerra civil que persiste até hoje, tendo levado a um Golpe de Estado em 18 de agosto. Ontem, dia 21 de setembro, Bah Ndaw foi escolhido como presidente interino por um período de 18 meses a partir do dia 25.


O país envia atletas para os Jogos Olímpicos desde 1964, os primeiros realizados desde sua Independência. Em Tóquio (1964), Dramane Sereme completou o decatlo em 18º lugar, último dentre aqueles que completaram a prova. Mali ficou ausente apenas em 1976 como parte do grande boicote africano em represália à participação da Nova Zelândia. 


As maiores delegações foram em Atenas 2004 e Pequim 2008, com 23 e 17 atletas respectivamente, retrato da classificação do futebol na Grécia e do basquete na China. O recorde de atletas em competições individuais foi em Moscou 1980, com 7 representantes.


O país ainda não participou de nenhuma Olimpíada de Inverno e ainda busca a primeira medalha. O mais perto que chegou foi com Daba Modibo Keïta que abandonou a disputa do bronze no taekwondo em Londres 2012 contra o cubano Robelis Despaigne após a lesão sofrida contra o italiano Carlo Molfetta na semifinal. Ele terminou em 5º lugar.


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Porta-bandeira do Mali em 2008, Daba Modibo Keita foi o malinês que mais chegou perto das medalhas - Foto: Peace and Sport

Keita foi campeão mundial em Pequim 2007 e Copenhague 2009 e já havia ficado em oitavo em Pequim 2008. O time de futebol masculino chegou perto da disputa de medalhas e são os únicos outros “diplomados” - ou seja levaram o diploma do COI por ter terminado no top8 - , tendo caído nas quartas de final, na prorrogação para a Itália.


A primeira participação feminina foi com Fatalmoudou Touré, que foi eliminada ainda nas eliminatórias dos 800m em Moscou 1980. Nenhuma malinesa passou de fase. Kadiatou Diallo ficou em 9º no taekwondo nos Jogos Olímpicos da Juventude em 2010, mas não participou de um Jogo Olímpico “adulto”.


Já nas Paralimpíadas, Mali enviou apenas quatro atletas em três edições. Facourou Sissoko participou do parahalterofilismo em Sidney 2000. Ele voltaria em Pequim 2008 mas teve teste positivo para doping. Em Londres 2012, Mahamane Sacko representou o país e no Rio 2016, pela primeira vez dois atletas do Mali estiveram: Oumar Sidibe e Korotoumou Coulibaly, primeira mulher na história.


Bamako, capital do Mali, seria a sede da segunda edição dos Jogos Africanos em 1969, mas um golpe militar forçou o cancelamento da edição. O país ganhou 27 medalhas nas 12 edições dos jogos: foram 5 ouros, 8 pratas e 14 bronzes.


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Foto: Reprodução

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