Em Portugal, Bia Bulcão reencontra o prazer de treinar esgrima após quase seis meses confinada - Surto Olimpico

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Em Portugal, Bia Bulcão reencontra o prazer de treinar esgrima após quase seis meses confinada

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Após quase seis meses confinada em casa, por conta da pandemia do novo coronavírus, Bia Bulcão reencontrou o prazer de treinar esgrima da maneira convencional: em pista, com um trabalho coordenado por especialistas. Ela chegou ao Centro de Alto Rendimento de Rio Maior, em Portugal, na semana passada, fazendo parte da Missão Europa, do Comitê Olímpico Brasileiro.

Bia chegou a construir um boneco, o Dart, para treinar em casa durante o isolamento, que começou na segunda metade de março. Manteve os treinos físicos e alguns exercícios específicos na capital paulista, onde reside, mas sempre com as limitações naturais de quem não está em pista.

“Estou tentando me readaptar, voltando ao ritmo puxado, aos poucos. Treino a parte técnica de manhã e físico de tarde. Aqui consigo fazer uma boa preparação física, pois tem toda a estrutura que eu preciso e vou ter um ganho”, explica a medalhista pan-americana, primeira colocada no ranking nacional do florete feminino na última temporada.

Por sinal, a estrutura oferecida no local de treinamentos é bastante destacada por Bia. “Temos sala de musculação, pista de atletismo, todo o material que eu preciso. O ginásio tem os aparelhos que necessito, a alimentação e a hospedagem são no mesmo lugar dos treinos. O COB nos fornece médica, fisioterapeuta, e isso não se compara aos treinos em casa”.

Bia Bulcão se prepara para buscar a vaga para os Jogos Olímpicos de Tóquio. Ela vai permanecer mais dez dias em Portugal, quando segue para a Itália, onde retoma os treinamentos no Frascati Scherma, perto de Roma. A brasileira treinava no local antes da declaração de pandemia. Ao deixar o país europeu em março, para disputar uma etapa do Grand Prix, nos Estados Unidos, ficou sem condições de retornar por conta do fechamento das fronteiras, e precisou voltar ao Brasil.

As quatro melhores equipes do ranking mundial se classificam diretamente para os Jogos. Atualmente, os Estados Unidos estão em quarto lugar, abrindo a vaga de equipes das Américas, que seria herdada pelo Canadá. A partir de então, a melhor atleta do continente no ranking olímpico, excetuando-se norte-americanas e canadenses, tem a classificação assegurada.

Foto: Daniel Varsano/COB


Ainda faltando a pontuação de um Grand Prix, que aconteceria em março, a colombiana Saskia Loretta Garcia lidera essa corrida, e a brasileira ainda briga por esta vaga pelo ranking olímpico. Por ter sido a primeira colocada no ranking nacional em 2019, Bia é a representante do Brasil no Pré-Olímpico das Américas, em abril, no Panamá, que classifica mais uma atleta.

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