O que é a PTPA e por que Djokovic está iniciando uma revolução no tênis masculino - Surto Olimpico

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O que é a PTPA e por que Djokovic está iniciando uma revolução no tênis masculino

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Nos últimos dias, o tenista sérvio Novak Djokovic, atual número 1 do mundo, tem protagonizado uma movimentação nos bastidores do circuito de tênis masculino que vem gerando polêmica. Ele renunciou ao cargo de presidente de conselho dos jogadores da Associação de Tenistas Profissionais (ATP) e fundou, com o apoio de outros atletas a Associação de Jogadores de Tênis Profissional (PTPA).

Com o intuito de promover, proteger e representar os interesses dos tenistas, a PTPA tentou obter mais apoio ao enviar uma carta por e-mail para diversos atletas. O canadense Vasek Pospsil e o estadunidense John Isner são os principais apoiadores. 

"Os jogadores de tênis nunca tiveram um sindicato como os esportes coletivos norte-americanos. Cada jogador é considerado um contratante independente. Ao contrário de muitos outros esportes profissionais, o tênis profissional masculino nunca teve um corpo representativo que fosse representado pelos jogadores”, dizia o e-mail.

“O objetivo do PTPA não é substituir a ATP, mas fornecer aos jogadores uma estrutura de autogoverno que seja independente do ATP e responda diretamente às necessidades e preocupações dos jogadores-membros”, declarou a nova associação, na carta. 

Em uma publicação no Instagram no último sábado (30), Djokovic oficializou a criação da nova associação. "Após a reunião bem-sucedida de hoje, temos o prazer de anunciar o início da Associação de Jogadores de Tênis Profissional (PTPA). A primeira associação única de jogadores no tênis desde 1972 ". 

O possível rompimento de parte dos atletas com a ATP e a criação da PTPA pode se dar em razão da exclusão do tenista boliviano Hugo Dellien e do argentino Guido Pella, da disputa do Masters de Cincinnati em razão do preparador físico dos dois ter testado positivo para COVID-19. Além disso, questiona-se o interesse em maior distribuição da premiação nos torneios. 

No entanto, a tentativa de formar uma nova associação não foi bem recebida por dois dos principais tenistas do circuito: Rafael Nadal e Roger Federer.

Rafael Nadal foi o primeiro a se pronunciar pelas redes sociais, explicando o que pensa sobre a iniciativa. "O mundo vive uma situação difícil e complicada. Eu pessoalmente acredito que estes são tempos para ter calma e trabalhar todos nós juntos na mesma direção. É hora de união, não de separação", disparou.


"São momentos em que grandes coisas podem ser alcançadas, desde que o mundo do tênis esteja unido. Todos nós, jogadores, torneios e órgãos dirigentes, temos que trabalhar juntos. Temos um problema maior e separação e desunião definitivamente não são a solução".

Na sequência, Roger Federer, amigo de Nadal, respondeu as afirmações do espanhol, apoiando seu posicionamento. 

"Concordo, Rafael Nadal. Estes são tempos incertos e desafiadores, mas acredito que é fundamental para nós permanecermos unidos como jogadores e como esporte, para abrir o melhor caminho a seguir".


Bicampeão olímpico e ex-número 1 do mundo, Andy Murray também não recebeu bem a proposta de uma nova associação de tenistas, que pelo menos por enquanto, não conta com a possibilidade de participação das tenistas da Associação de Tênis Feminino (WTA) neste processo. 

"Então, não vou assinar hoje", disse o escocês. "Não sou totalmente contra um sindicato de jogadores, uma associação de jogadores, mas agora há algumas coisas: Uma é que eu sinto que a atual administração deve ter algum tempo para implementar sua visão. Se isso funcionaria ou não, potencialmente me influenciaria no futuro quanto ao caminho que eu deveria seguir".

"Além disso, tem o fato de que as mulheres não fazem parte disso, eu sinto que isso enviaria uma mensagem significativa. Bem, apenas acho que seria muito mais poderosa se a WTA participasse também. Esse não é o caso atualmente. Se essas coisas mudarem no futuro, é algo que eu certamente consideraria", revelou o bicampeão de Wimbledon.

A ATP respondeu a tentativa da implementação de uma nova associação em nota. "Reconhecemos os desafios que nossos membros enfrentam nas circunstâncias de hoje, no entanto, acreditamos fortemente que agora é um momento de unidade, em vez de divisão interna".

Foto: Robert Deutsh/USA Today Sports

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