Coluna Gran Willy: A história do WTA de Palermo, evento que reabre a temporada 2020 - Surto Olimpico

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Coluna Gran Willy: A história do WTA de Palermo, evento que reabre a temporada 2020

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Após quase cinco meses paralisado, o tênis está oficialmente de volta. A retomada da temporada 2020 ocorre por enquanto apenas para as mulheres, no WTA de Palermo, na Itália, nação que tenta se reerguer depois de sofrer com milhares de casos e mortes por coronavírus. 

O WTA de Palermo é um torneio do nível mais básico da entidade, denominado International. Ele oferece 280 pontos para a campeã e geralmente é pouco "frequentado" pelas grandes estrelas do circuito. 

Porém, nesta retomada, quatro tenistas top-20 se inscreveram para o torneio, que também quase contou com a segunda melhor tenista do mundo, Simona Halep, que desistiu de última hora após determinações do governo italiano sob viajantes da Romênia e Bulgária.

Mas ainda assim, algumas campeãs de Grand Slam, antes de obterem tal sucesso, já passaram pelas quadras de saibro da cidade italiana, desde 1988, ano em que o torneio foi criado. A primeira campeã foi a luxemburguesa Karin Kschwendt, que bateu a anfitriã Marzia Grossi de virada, quando o campeonato ainda era comandado pela Federação Internacional de Tênis (ITF).

Em 1990 o torneio passou a ser realizado pela WTA, atingindo um status maior. No biênio seguinte o WTA de Palermo foi dominado pela francesa Mary Pierce, que viria a conquistar os títulos do Australian Open e de Roland Garros em 1995 e 2000. 

Em 2001 a tenista espanhola Anabel Medina Garrigues começou sua história de conquistas no torneio de Palermo. Foi neste ano que ela venceu o primeiro de cinco títulos que fazem dela a maior campeã deste evento da WTA, conquistando ainda o caneco em 2004, 2005, 2006 e 2011. Pelo caminho, ela deixou tenistas como Flavia Pennetta. 

Anabel conquistou 11 títulos em simples, tendo como grande destaque sua carreira como duplista, onde foi bicampeã de Roland Garros e medalhista de prata nas Olimpíadas de Pequim, em 2008. 

Mesmo em casa, nenhuma italiana conseguia vencer o WTA de Palermo em simples. Foi necessário seis finais com seis tenistas anfitriãs diferentes para que o país finalmente conquistasse um título no torneio local. E a vitória veio das mãos de Sara Errani ao bater na final a ucraniana Mariya Koryttseva em sets diretos. 

Depois da conquista de Errani, a Itália conquistou o troféu outra três vezes: com Flavia Pennetta em 2009, Errani novamente, em 2012 e roberta Vinci em 2013. 

Entre 2014 e 2018 a licença do WTA de Palermo foi negociada com a cidade de Kuala Lumpur. Mas em 2019 o torneio voltou a ser realizado em nível International recuperando seu status. A campeã da última edição foi a suíça Jil Teichmann, que bateu na decisão a neerlandesa Kiki Bertens. 

Foto: Divulgação/WTA de Palermo


  

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