SurtoLista: Os 'Dream Teams' de basquete dos Estados Unidos, do pior para o melhor - Surto Olimpico

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SurtoLista: Os 'Dream Teams' de basquete dos Estados Unidos, do pior para o melhor

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Desde que os jogadores da NBA foram liberados para disputar as olimpíadas em 1992, os Estados Unidos só não levaram a medalha de ouro em uma edição, em Atenas 2004. A superioridade dos Estados Unidos no basquete olímpico masculino é evidente, mas qual dos 'dream teams' foi melhor?

O SurtoLista dessa semana tem a ousadia de tentar classificar os 'dream teams' do pior para o melhor. Os critérios serão basicamente o resultado final, as margens de diferença das vitórias e a quantidade de jogadores considerados all-stars ou lendas do basquete, além da minha opinião (Marcos Antônio). Como toda lista, pode ser que você discorde de alguma posição de um 'dream team', mas lista é isso mesmo, foi feita para ser discordada - com educação obviamente. Sem mais delongas, vamos lá:


7º Lugar: Atenas 2004 


Sinceridade: se tem uma seleção que não merece essa alcunha de Dream Team é os Estados Unidos Unidos de 2004. Pelo simples fato de ter perdido toda a áurea invencível que a seleção dos Estados Unidos tinha em Jogos olímpicos (em 2002, os americanos já tinham perdido sua hegemonia). Muitos apontam que o problema é que boa parte dos atletas que foram ao pré-olímpico das Américas em 2003 pediram dispensa e a equipe perdeu qualidade.

Maso time que foi a Atenas não era ruim, pelo contrário. Nomes consagrados como Allen Iverson, Tim Duncan, Lamar Odom e Stephon Marbury unidos a jovens valores como Lebron James, Carmelo Anthony e Dwyane Wade era um grande time comandado pelo ótimo técnico Larry Brown. Só faltou Kobe Bryant, que não quis ir aos Jogos, assim como em 2000. 

Mas o time simplesmente não funcionou dentro de quadra, e aliado ao grande momento de diversas seleções, terminou com três derrotas em Atenas. Uma derrota surpreendente por 19 pontos para Porto Rico logo na estreia, outra para a Lituânia também na primeira fase e na semifinal, mais uma derrota para os Argentinos - que também tinham vencido os americanos no mundial de 2002 e se tornaram campeões olímpicos em Atenas. Eles conseguiram o bronze, mas ele teve o gosto amargo. O gosto da certeza que se os Estados Unidos não levassem para os competições os melhores sempre, perderiam.


6º Lugar : Sydney 2000


Talvez a soberba americana de que eles poderiam vencer com qualquer equipe tenha vindo da olimpíada de 2000. Sem dúvidas foi a seleção mais 'fraca' - ou menos forte, se preferirem - dentre os 'dream teams' e ainda sim, ficou com o ouro.

Não se pode negar que jogadores como Shareef Abdul-Rahim e Vin Baker eram bons, mas não chegaram a ser grandes craques com a camisa aposentada no alto de um ginásio. De destaques, temos Gary Payton, Alonzo Mourning já consagrados, as estrelas em ascensão Jason Kidd, Kevin Garnett e Ray Allen e o astro do momento, Vince Carter e suas enterradas empolgantes. Todos comandados por Rudy Tomjanovich,grande técnico do Houston Rockets. 

Foi uma campanha invicta, mas os Estados Unidos já não vencia por diferenças astronômicas como em 92 e 96. E na semifinal, quase que fica de fora da final, pois venceu a Lituânia por apenas dois pontos de vantagem, com direito de reação dos lituanos que quase venceram. E na final, venceram a França apenas por 10 pontos. Já era um sinal do que viria nos próximos anos: A seleções ao redor do mundo estavam evoluindo. Mas os americanos se deixaram levar pelo o ouro e não repararam.


5º Lugar: Rio 2016


No Rio de Janeiro, não vimos os Estados Unidos com sua força máxima, ao contrário de Londres. Talvez pela facilidade que foi vencer em 2012, nomes como Lebron James,Steph Curry, James Harden, Anthony Davis e cia decidirem ficar de fora da seleção e descansar após as batalhas travadas nas finais da NBA dos últimos anos. Mas ainda sim foi uma equipe forte, com nomes como Kevin Durant, Jimmy Butler, Carmelo Anthony buscando o tri olímpico e conseguindo, Kirie Irving, Paul George, entre outros.

Na teoria seria mais outro passeio olímpico, mas a verdade é que o negócio complicou um pouco na primeira fase. Mesmo tendo vencido todas as partidas, vimos os americanos tendo dificuldade contra australianos, franceses e sérvios - sendo que os dois últimos quase levaram suas partidas para a prorrogação no último lance. A dificuldade sofrida pela equipe na primeira fase fez os americanos acordarem para a competição, atropelando Argentina, Espanha e Sérvia na fase eliminatória para ficar com mais um tricampeonato olímpico consecutivo.

Ao fim dos jogos, o lendário técnico universitário Mike Krzyzewski, o coach K, saiu do comando da seleção e deu lugar ao também lendário técnico Gregg Poppovich, que comandará o time em Tóquio e espera não ter muitas baixas pois no último mundial em 2019 com uma equipe bem desfalcada os americanos ficaram pelo caminho.


4º Lugar: Pequim 2008


Depois de passar dois mundiais e uma olimpíada sem títulos, a 'crise' tava instalada no basquete dos Estados Unidos. Então para Pequim, não restava outra alternativa a não ser ir com a força máxima, convencendo os principais jogadores americanos em participar em um projeto a longo prazo na seleção americana e não se reunindo às vésperas das competições, como aconteciam anteriormente. Tudo para resgatar a reputação da seleção de basquete americana, que andava em baixa na época.

Bem, a força quase foi máxima, pois faltou nomes como Garnett, Ray Allen e Paul Pierce, mas Coach K conseguiu reunir a nata do basquete americano, inclusive Kobe Bryant, que após duas recusas em 2000 e 2004, finalmente estava em uma olimpíada. Lebron, Wade e Carmelo, mais experientes comandariam a equipe ao lado de Kobe, em uma seleção que ainda tinha nomes como Dwight Howard, Jason Kidd, Chris Bosh e Chris Paul. Um timaço.

Na primeira fase, os americanos voaram. a derrota 'mais apertada' foi - por incrível que pareça - Angola, por 21 pontos. Na fase decisiva, mais vitórias folgadas contra Austrália e Argentina - se vingando de 2004 - e na final, um confronto equilibrado contra os Espanhóis, que jogaram muito contra os americanos, que venceram por 11 pontos. Após os jogos, a equipe de 2008 ficou conhecida como o 'Redeem Team' (O time da redenção em tradução livre). E apesar de ser um time fortíssimo, ainda fica um pouco abaixo das três equipes que completam esse pódio.


3º Lugar - Atlanta 1996



Esse foi chamado de 'Dream Team III' - porque o Dream Team II foi ao mundial de 1994 - e com méritos. Com os presentes em Barcelona Charles Barkley, David Robinson. John Stockton, Karl Malone e Scottie Pippen, foram adicionados outras lendas como Hakeem Olajuwon, Reggie Miller, Gary Payton e um jovem e explosivo Shaquille O'Neal - Sim, três dos maiores superpivôs da história no mesmo time, não tinha para ninguém no garrafão em Atlanta.

Além do garrafão, o resto era um supertime do mesmo nível do Barcelona e sem homenagem para o basquete universitário, os doze jogavam na NBA e eram líderes dos seus times. O técnico Lenny Wilkens nem deve ter tido muito trabalho pra acertar o time.

E o passeio na primeira fase foi previsível. A  vitória mais apertada foi por 22 pontos, contra a Lituânia - o que acabou sendo a mais apertada de toda a competição. No mata-mata, mais shows em cima do Brasil de Oscar, Austrália e Iugoslávia. O bi olímpico em casa veio com a confirmação que os americanos da NBA eram os melhores do mundo. Média de 102 pontos por jogo e um bi olímpico fácil fácil. E olha foi bem difícil colocar esse time em terceiro lugar, mas o próximo da lista ganhou no photo finnish


2º Lugar - Londres 2012



Após a redenção em 2008, os Estados Unidos queriam confirmar sua hegemonia em Londres. E por isso queriam mais uma vez ter o melhor que pudessem. E dessa vez, ninguém pediu dispensa, mas contusões deixaram o time desfalcado de nomes como Blake Griffin, Derrick Rose e Dwyane Wade. Mas ainda assim, o time tinha nomes como Lebron James, Kobe Bryant, James Harden,Kevin Durant, Chris Paul, Carmelo Anthony e a escolha número 1 do draft de 2012, Anthony Davis.

Tamanho era o estoque de talento que esse time, que se cogitou que esse time seria tão bom ou até melhor do que o 1992, o que causou troca de acusações na imprensa entre os jogadores de 2012 e 1992.

Mas o fato é que os Estados Unidos aniquilaram a concorrência em Londres. Contra a Nigéria, bateu o recorde de pontos em uma partida olímpica - 156, sendo 78 no primeiro tempo, outro recorde -  Carmelo acertou 10 cestas de três pontos, outro recorde. A única pedra no sapato da primeira fase foi - como sempre - a Lituânia, que perdeu por apenas cinco pontos.

Na fase eliminatória, LeBron James se torna o primeiro a americano a conseguir um triplo duplo em uma olimpíada contra a Austrália nas quartas de final. Depois vitória contra a Argentina no terceiro encontro seguido em uma semifinal e na revanche de 2008, mais uma vitória apertada contra a Espanha, 107 a 100.

Apesar de ter feito uma das melhores atuações da seleção americana desde 1996, a seleção ainda ficou longe de repetir os feitos do primeiro lugar

1º Lugar - Barcelona 1992


O que dizer de novo sobre essa que é talvez a maior seleção da história dos esportes? Difícil. Pode-se questionar talvez que Isaiah Thomas teria lugar nesse time no lugar de Clyde Drexler, mas sua fama de bad boy e o ódio de Michael Jordan (embora ele tenha dito que não no documentário 'the last dance') o deixaram de fora. Outro ponto de discussão pode ser Christian Laettner, o atleta que representaria o basquete universitário nesse time e que poderia ser substituido por Shaquille O'Neal, universitário na época.

Mas o resto não tem discussão. 11 jogadores foram para o Hall da fama do basquete. (só o pobre Lattner que não entrou individualmente, mas entrou com a equipe toda em 2010), um verdadeiro dream team, um apelido que a revista Sports Illustrated deu ao time que ficou para sempre.

Michael Jordan, Larry Bird e 'Magic' Johnson - que tinha se retirado da NBA por ter revelado ao mundo que era portador do vírus HIV - comandaram a equipe que ainda tinha David Robsinson, Charles Barkley, Malone e Stockton, Pat Ewing... não teve para ninguém. Na estreia contra Angola, assombrou o mundo vencendo por 68 pontos de diferença. Os pobres angolanos fizeram 48 pontos

A croácia e seu time fortíssimo, com Kukoc, Radja e Drazen Petrovic foi a seleção que apanhou de menos nas duas vezes que enfrentou o original dream team - perdeu por 33 na primeira fase e 32 na final. Cinco jogadores (Barkley,Jordan, Drexler, Mullin e Malone) com médias acima de 10 pontos- a primeira equipe da história a marcar mais 100 pontos em todas as partidas e um impacto sem tamanho no basquete mundial.

O basquete em Barcelona acabou sendo um dos  eventos mais vistos mundialmente, o que influenciou muitos a jogarem basquete. Nomes como Tony Parker, Luis Scola, Pau Gasol e Dirk Nowitzki - isso só para ficar nos jogadores de fora dos Estados Unidos - já revelaram que o Dream Team de Barcelona fizeram eles terem certeza que seriam jogadores de basquete. A NBA teve o salto de popularidade definitivo e abriu as jogadores estrangeiros hoje em dia tem na liga 108 jogadores estrangeiros.

Acho que não há dúvidas: Nunca teremos um time de basquete tão bom, tão influente e tão impactante para o basquete quanto o Dream Team de 1992, que não perderia para nenhum dos 'dream teams' citados acima.Sem contar que a equipe comanda com Chuck Daly escreveu pra sempre seu nome como um grandes momentos olímpicos da história.


fotos: USAB

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