Jéssica Moreira, a baixinha que vira gigante nas pistas e busca o índice olímpico para os Jogos de Tóquio - Surto Olimpico

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Jéssica Moreira, a baixinha que vira gigante nas pistas e busca o índice olímpico para os Jogos de Tóquio

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De longe, no aquecimento, a figura da jovem Jéssica Vitória de Oliveira Moreira não desperta maiores atenções. Franzina, com apenas 1,60 m e 47 quilos, a atleta da equipe Águias Guariba (SP), de 18 anos, transforma-se, porém, após o tiro de largada da prova dos 400 m com barreiras e corre com uma "gigante" na definição do técnico Nelson Lemes de Souza.

Medalha de ouro no Campeonato Pan-Americano Sub-20 disputado no ano passado em San José, Costa Rica, e recordista sul-americana da categoria, a precoce Jéssica foi a atleta mais jovem da delegação brasileira no Mundial de Doha-2019, no Catar. Terminou a temporada na liderança do Ranking Brasileiro Adulto e em terceiro lugar no Ranking Mundial até 19 anos da World Atlhetics (ex-IAAF), com 55.94.

Em plena preparação para o Campeonato Mundial Sub-20, marcado para julho em Nairóbi, no Quênia, foi pega no contrapé com o adiamento da competição e a quarentena causada pela pandemia da COVID-19. Nada que desanime a paulista, nascida no dia 16 de novembro de 2001, na cidade de Guariba, que fica a mais de 300 km da capital.

"Estou esperando a definição se o Mundial vai ser disputado ainda em 2020 ou, se for em 2021, se poderei competir porque vou completar 20 anos no ano que vem", lembrou a barreirista, que já tem novos planos. "Estou bem perto do índice olímpico. É só melhorar algumas coisinhas que a marca sai", disse. Seu recorde pessoal é de 55.94 e a marca mínima exigida para Tóquio é de 55.40. "Vou brigar pela qualificação e representar o Brasil da melhor forma."

Recordista brasileira também no Sub-18, a vice-campeã do Troféu Brasil Caixa de Atletismo-2019 está confiante. "Estou bem, conseguindo treinar quase normalmente e querendo voltar às competições", lembrou Jéssica, que ganhou uma das duas medalhas de ouro do Brasil no Pan-Americano de San José (a outra foi de Alison Santos, também nos 400 m com barreiras).

Nelson Lemes de Souza, que orienta a atleta desde os 10 anos, conta que a sua equipe está treinando no campo de futebol da prefeitura porque a pista está fechada por causa da quarentena. "Ela está realmente bem e deve lutar pelo índice olímpico. Ela é baixinha e se tivesse mais um pouco de altura ajudaria muito nas provas, especialmente nas internacionais. Mas na pista ela vira uma gigante", concluiu o treinador.

Foto: CBAt/Wagner Carmo

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