SurtoLista: Cinco atletas brasileiros que nunca disputaram os Jogos Olímpicos - Surto Olimpico

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SurtoLista: Cinco atletas brasileiros que nunca disputaram os Jogos Olímpicos

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O esporte olímpico brasileiro conta com um hall de atletas lendários. Desde pessoas que conquistaram medalhas e recordes até aqueles que mesmo sem premiação, foram pioneiros em sua modalidade e mostraram perseverança ao superar muitas adversidades. 

Mas existem casos na nossa rica história dentro do esporte, onde grandes gênios não tiveram sequer a oportunidade de competir no maior evento esportivo do mundo. Por diversos motivos. Guerras, falta de apoio, carreiras em que o auge foi atingido longe do evento ou até mesmo momentos em que determinado esporte não fazia parte do programa olímpico. 

Então vamos embarcar em mais uma edição do SurtoLista para relembrar a história de grandes atletas brasileiros que nunca disputaram os Jogos Olímpicos.


Foto: Reprodução
Maria Esther Bueno: A maior tenista da história do Brasil nunca disputou uma Olimpíada. Vencedora de 19 Grand Slams, sendo sete em simples, onze em duplas e um em duplas mistas, Maria Esther Bueno é considerada uma das 100 melhores tenistas de todos os tempos, em lista feita pelo Tennis Channel. 

Apelidada de "Bailarina do Tênis", Maria Esther viveu o auge de sua carreira entre o fim da década de 50 e meados da década de 60, quando colecionou grandes vitórias. A única coisa que faltou em seu extenso currículo foi uma medalha olímpica. O problema é que o tênis ficou durante muitos anos fora do programa olímpico. A modalidade esteve presente entre 1896 e 1924, voltando como esporte de demonstração nas edições de 1968 e 1984. Nos Jogos Olímpicos de Seul, na Coreia do Sul em 1988, o tênis retornou ao evento, dessa vez de forma definitiva. 

Mas Maria Esther não ficou sem ganhar uma medalha para o Brasil em competições internacionais. Nos Jogos Pan-americanos da Cidade do México, em 1955, ela faturou o bronze em duplas mistas. A glória viria após oito anos em sua cidade-natal, nos Jogos de São Paulo-1963, ao ganhar o ouro em simples e duas pratas, em duplas e duplas mistas, mesmo lesionada.
  

Foto: Reprodução
Pelé: Premiado com a honraria de melhor atleta do século, pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, jamais disputou as Olimpíadas. Tricampeão mundial de futebol, o jogador nascido em Três Corações, interior de Minas Gerais, não pôde representar o Brasil no maior evento esportivo do mundo porque naquela época não era permitido a participação de jogadores profissionais.

Com isso, os Jogos Olímpicos viram ficar de fora aquele que é considerado por muitos, o melhor jogador de futebol de todos os tempos. O próprio Pelé em diversas oportunidades lamentou por ter ficado de fora das Olimpíadas. 

"Uma das minhas grandes frustrações foi nunca ter disputado uma Olimpíada. Eu costumo brincar que, se tivesse jogado, nós já teríamos esta medalha", disse Pelé em alusão à medalha de ouro, durante entrevista no ano de 2015, antes do Brasil derrotar a Alemanha na final olímpica para faturar seu primeiro ouro na modalidade.


Foto: Reprodução
Acelino "Popó" Freitas: Três vezes campeão mundial de boxe pela Organização Mundial de Boxe e uma vez pela Associação Mundial de Boxe, Acelino Freiras, mais conhecido como Popó, foi um dos maiores lutadores de sua geração, contabilizando 29 nocautes consecutivos.

Em 1995, antes de sua estreia como profissional, Popó participou dos Jogos Pan-americanos de Mar del Plata, na Argentina. Conquistou vitórias tranquilas e levou o Brasil a uma final de boxe no Pan após 16 anos. Mas acabou perdendo para o cubano Júlio Gonzáles Valladares, que faturaria seu tricampeonato contra Popó, que ficou com a prata.

Mesmo com a derrota na final, a conquista de uma medalha de prata era o combustível que faltava para a profissionalização. Ao escolher essa opção, Popó perdeu o direito de disputar os Jogos Olímpicos, que na época não permitia a participação de boxeadores profissionais.

Quatro meses depois do Pan, Popó estreava como profissional com um nocaute em 34 segundos de luta.


Foto: Reprodução
Falcão: Talvez uma das maiores injustiças das Olimpíadas seja a não inclusão do futsal no programa olímpico. Apesar de cumprir todos os requisitos do COI, velhas questões políticas com a FIFA e outros problemas comerciais travam essa possibilidade. Com isso, o Brasil perdeu a chance de mostrar ao mundo olímpico mais um de seus grandes atletas, Alessandro Rosa Vieira, o Falcão.

Bicampeão mundial na modalidade, Falcão é mais um atleta que tem medalha nos Jogos Pan-americanos, mas nunca disputou uma Olimpíada. A pedido do ex-presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, o futsal foi especialmente adicionado no Pan do Rio de Janeiro, em 2007, e o Brasil conquistou a medalha de ouro na final contra a Argentina.

Falcão foi eleito por quatro vezes o melhor jogador do mundo, além de ser o maior artilheiro de todas as seleções de modalidades ligadas ao futebol (campo, quadra e areia) no Brasil.

Nos Jogos Olímpicos da Juventude de 2018, na Argentina, os organizadores optaram por substituir o futebol pelo futsal, que finalmente fez sua estreia em um dos eventos do COI.


Foto: Arquivo/Jacqueline Silva
Jacqueline Silva: Para revitalizar o  programa olímpico, o COI escolheu cinco esportes para estrearem nos Jogos Olímpicos de Tóquio. E uma dessas novidades é o surfe.

E o sucesso brasileiro no surfe não é de agora. No passado, o país já contava com grandes surfistas que não poderão viver este grande momento nas Olimpíadas de 2021.

A surfista Jacqueline Silva é uma das pioneiras do esporte no país. Em 2001 ela foi a primeira brasileira a ser campeã da divisão de acesso à elite do surfe mundial, a World Qualifyng Series (WQS).  No ano seguinte, Jacqueline disputou o título mundial da Women's Championship Tour (WCT), ficando com um inédito vice-campeonato. Em 2007, voltou a ser campeã da WQS e em 2015 foi campeã brasileira de surfe.

Foto:  Toby Melville/Reuters

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